Posts com a Tag ‘Vitória’

Lei de controle à internet em debate em Vitória

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Estarei lá. Nesta sexta-feira, às 10h, acontece um ato público na Assembléia Legislativa para debater o projeto de lei do senador tucano Eduardo Azeredo.  Os debatedores serão o professor de Comunicação Social da Universidade Federal do Espírito Santo Fábio Malini, Oona Castro do Intervozes e  a deputada federal Iriny Lopes (PT). A mediação será feita pelo deputado estadual Claudio Vereza (PT).

meganao

Como fiz enquanto escrevia sobre aquela ação tabajara de reestatização da Vale e sobre o comércio aos domingos, quarta-feira passada também mandei email para os deputados estaduais capixabas pedindo posicionamento sobre a Lei Azeredo – já esperando pouco ou nenhum retorno.

Por ora, tô comparando o projeto de lei inicial, o substitutivo de Azeredo, também lendo um bate-papo com o deputado Semeghini (PSDB-SP), relator na Câmara da Lei Azeredo, realizado na quinta-feira passada. Tô vendo o que sai desse balaio para fazer minha matéria em Infovix.

Imagem – thalles.blog

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Carnaval 2009 de Vitória em blogue, facebook, orkut…

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A transmissão do carnaval 2009 de Vitória promete ser bem mais… dispersa neste ano. É o que a assessoria da prefeitura da capital vem chamando de “novas experiências através do site público do município.”

transmissaoPois bem. Vai ter transmissão online, criou-se perfis no orkut, facebook, youtube e o hotsite do carnaval também conta com a possibilidade de se receber atualizações por rss. É possível ainda fazer comentários pelo site. Mas não em cada informação publicada. É como um espaço espefícico, moderado e exclusivo, para comentar.

O engraçado é que a transmissão promete ter isso tudo mas não teria nenhum blogueiro pra acompanhar – é claro que não se contam aqui os blogueiros que façam parte do academicamente adorado termo “grande mídia”.

Daí que o Malini pergunta “Se blogueiro tivesse direito a uma “credencial de imprensa” (é preciso alargar esse nome, né?), o que iria fazer no Sambão do Povo:”. [É o meme do Carnaval.]

1. Twittar sobre o que vejo.

2. Flickar sobre o que vejo.

3. Blogar sobre o que vejo.

4. Olhar, olhar, olhar… muita coisas

Bem… eu iria fazer minha primeira cobertura via twitter, inauguraria minha possante câmera digital em um evento, blogaria no domingo sobre o que vi, revi, olhei de novo…. Enfim, faria de tudo um pouco.

Como ele é um dos poucos blogueiros capixabas que conheço que já não foram indicados pelo Malini, agora passo a bola pro Luiz Aquino.

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É a educação e não a questão salarial o que deve mobilizar a sociedade, afirma Negri

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Termina hoje à tarde a edição que aconteceu na Ufes do seminário MundoVix. O evento prossegue na semana que vem na UFRJ com o foco em uma outra temática: da relação entre Metrópole, Globalização e Trabalho para as questões sobre direito autoral.

Das palestras que aconteceram por Vitória, fui em algumas. Fiz algumas anotações que não ficaram tão fiéis quanto as da Flávia. Ainda assim, vou me arriscar em postar algumas coisas com ênfase para a palestra de Antonio Negri hoje pela manhã – As Instituições do Comum  na Globalização.

Como comentei, as palestras foram uma continuidade do Seminário de maio de 2007, A Constituição do Comum. A proposta do conceito de Comum seria a possibilidade de construir plataformas de entrecruzamento. Pontos de encontro. Plataforma comum de convivência. Isso não quer dizer que as pessoas tenham que ser reunidas em uma unidade de representação. Mas que sua ação cooperativa e singular possa vir a construir algo que lhes seja comum.

Negri dar o nome de Multidão para essas singularidades que não podem ser representadas mas podem vir a agir em torno de um comum. A produção de riqueza não teria mais sua origem nas fábricas. A metrópole estaria para a Multidão como a fábrica esteve para a classe operária. Negri aponta para uma difusão da produtividade e da criação de valor para o campo das relações sociais.

A fábrica e o social se informatizam e o trabalho se daria em redes que desenham a cidade de forma muito parecida com o que acontece com as redes virtuais na Internet. Exatamente por isso, o Capital passaria a buscar extrair sua valorização através de uma imersão nas relações e na produtividade social – cada vez mais espalhadas pela cidade através de redes de saber.`

Sem se aprofundar na questão, Negri argumentou que o capital financeiro é necessário ao desenvolvimento da humanidade – talvez uma proposição impossível de se ouvir na tal da esquerda tradicional. A questão não seria apontar o capital financeiro como intrinsicamente corrupto. O grande ponto seria saber como gerenciá-lo a partir de dentro e tirar essa separação entre as práticas do mercado e as do social.

De uma maneira geral, Negri critica que aqueles que costumam levantar a bandeira do social não sabem se organizar. Para ele, por exemplo, ”A esquerda na Europa acabou”. Teria acabado, lá e cá, porque ter ficado presa ao passado e insistir em ler a atualidade com as mesmas lentes que Marx leu o seu tempo e lançou uma perspectiva sobre o desenvolvimento do capitalismo. A teoria marxista ainda seria válida mas ela não daria mais conta de uma interpretação política do presente.

De um capitalismo antes caracterizado como industrial, a proposta de pespectiva negriana é caracterizá-lo como capitalismo cognitivo. Segundo Negri, é exatamente quando essa noção de capitalismo cognitivo é aprofundada é que se pode pensar na Constituição de um Comum – por meio da qual uma dada da realidade poderia ser mudada. “Quando a produção se socializa agimos como se o salário tivesse que ser conquistado socialmente”, afirma o filósofo.

Para essa conquista acontecer, dados os atuais meio produtivos, tal como Giuseppe Cocco afirmou no Seminário passado, Negri retoma que é necessário extender a todos o direito à educação. A questão do trabalho assalariado não seria mais o mecanismo fundamental de integração social e elemento pelo qual os sindicatos deveriam se mover. A cidadania, antes talvez entendido como simples conquista salarial, não é mais o resultado a ser alcançado. A defesa é que este seria exatamente o ponto de partida para que o Comum se constitua e haja na sociedade uma mobilização produtiva. “Não nos referimos a uma produção de riquezas mas sim a de pessoas”.

A organização da sociedade não teria nada a ver com o modo industrial. Não existiria a mesma hierarquia virtual. As cooperações que surgem não são organizados e teriam muito a ver com o aleatório. O desafio de agora seria o de organizar capacidades de cooperação em diversos projetos.

Seria necessário quebrar hierarquias. Romper com o “aprisionamento do conhecimento”. Dessa forma, para Negri, é necessário construir o Comum a partir de dentro das instituições. “Fazer instituições do Comum é associado ao saber, interno à Metrópole e que ao mesmo tempo seja capaz de destruir relações desiguais”, afirma o filósofo.

Uma mudança social não seria partidária ou a partir de uma outra forma representacional. Para Negri é necessário, vamos dizer assim, de uma educação, de um exercício para fazer o que ele chama de Multidão e por fim constituir algo tão central ao seu pensamento, o Comum. 

Sobre a versão do seminário que aconteceu em 2007, acesse também

21/05 – “A fuga das fábricas, o encontro nas redes”

24/05 – Internet: “O gato saiu do saco”

24/05 – “A televisão é controle da subjetividade”, diz filosófo

24/05 – “Com a economia intangível, a identidade se torna algo em construção, aberto a mudanças”, diz Antoine Rebiscoul

24/05 – “A Internet é a utopia de que qualquer um comunica”, provoca midiativista espanhol

25/05 – “A mudança não passa pela delegação de representação”, conclui editor da Le Diplomatique

25/05 – Seminário “Cultura e Conflitos no Capitalismo Contemporâneo” via internet

12/06 – A produção do imaterial na cidade

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Vitória organiza projeto de acesso livre a internet

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Vitória contará com uma rede de alta velocidade que vai interligar instituições de ensino e pesquisa, possibilitando agilidade no fluxo de dados e partilha de conhecimentos. Essa é a informação que o chefe do Núcleo de Desenvolvimento Econômico e de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Desenvolvimento da Cidade, Luiz Fernando Barbosa, veio difundir em seminário apresentado hoje na Ufes – Redes Metropolitanas de Alta Velocidade. A comunicação sem limites. Mais informações sobre o projeto no site da prefeitura de Vitória.

Barbosa explicou que o público usuário potencial da Rede Metrovix é formado por professores, pesquisadores, alunos e profissionais de saúde que desenvolvam técnicas de diagnóstico remoto. Segundo o secretrário, eles poderão se beneficiar dos aplicativos disponibilizados pela rede, como aulas multimídia, sistemas médicos de diagnóstico e análise remotos e armazenamento de dados remotos.

Desenvolvimento econômico que não debater a nova economia, que se pauta pela produção imaterial, não pode ser chamado de desenvolvimento econômico – Luiz Fernando Barbosa. Acesse também o artigo O consumo ideológico das redes: as identidades sócio-comunicacionais como vetores da cidadania desterritorializada

Não odeie a mídia. Seja a mídia!

Pelo o que foi discutido no seminário, mais do que um avanço técnico, a projeto traz um importante e ousado avanço político no sentido de promover a democratização da comunicação em um cenário em que esta se apresenta de forma estatizante. A iniciativa, como destacou o coordenador do seminário, Fábio Malini, possibilita que toda a sociedade também passe a ser produtora de conteúdos sem que para isso os meios de comunicação clássicos (TVs, rádios etc) precisem ser ocupados. Uma vez que o projeto viabilizaria um meio de comunicação novo e alternativo para que as singularidades sociais cooperem e sejam afirmadas de forma livre e autônoma.

  • Mais informações sobre Redes Metropolitanas em geral podem ser acessadas no site News Generation.
  • Conheça também o site da Rede Metropolitana de São Paulo – é o mais completo com informações em flash que encontrei.

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