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Autonomia na produção de cultura e comunicação é tema de seminário

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Recebi um comentário no post sobre a Rede Metrovix dizendo que a “grande pena do que acontece aqui em vitória em termos de tecnologia é que a parte crítica está relegada a segundo plano.” Pois bem. Entre os dias 21 e 25 de maio acontece aqui em Vitória um seminário internacional intitulado A Constituição do Comum: comunicação e cultura na cidade (site do evento). Parte do último dia do seminário será dedicado a debater o tema das redes metropolitanas. Oportunidade para quem pretenda dissecar o projeto é que não vai faltar. Acho.

O evento expressa um movimento político importante. Político e econômico também. Político porque a Metrovix não é uma tecnologia em si. Quem me acompanha sabe que sou adepto do otimismo e o projeto dessa rede denota uma iniciativa no sentido de ampliar o acesso à internet a todas às pessoas físicas e jurídicas da cidade. Mesmo com os pontos de falha que possa existir, prefiro essa perspectiva propositiva a adotar o olhar impotente e paralizante de que o processo digital nasceu para excluir. Sempre lembro da frase de uma professora da 8ª série a quem adoro “Tá, a realidade é essa, mas o que vc está fazendo para que seja diferente?!”

A idéia possibilita que toda a sociedade também passe a ser produtora de conteúdos sem que para isso os meios de comunicação clássicos (TVs, rádios etc) precisem ser ocupados. Uma vez que o projeto viabilizaria um meio de comunicação novo e alternativo para que as singularidades sociais cooperem e sejam afirmadas de forma livre e autônoma.

A luta política hoje não se fará entre entre direita e esquerda, mas entre quem vê televisão sem uma resposta e quem adere a Net com uma informação muito mais completa e que todos podem gerir e alimentar – Derrick de Kerckhove.

A importância da rede sob o ponto de vista econômico, tá, de economia política, se baseia na constatação de que desenvolvimento econômico que não debater a nova economia, que se pauta pela produção imaterial, não pode ser chamado de desenvolvimento econômico. Um exemplo bacana vem lá do interior de SP.

Sud Mennucci tem 7.500 habitantes e, segundo informa a Folha, a cidade conta com um sistema de acesso à internet semelhante ao que está instalado em partes de cidades como Amsterdã (Holanda), Taipé (Taiwan) e Filadélfia (EUA). O lead da matéria expressa bem a mutação que a novidade está causando na cidade.

A cidade tecnológica do futuro, toda interligada pela internet sem fio e gratuita, onde qualquer cidadão pode sentar na praça, abrir um notebook e já começar a navegar na rede, fica a 600 km de São Paulo, no noroeste do Estado. E não tem shopping center, nem comércio variado – qualquer compra mais “sofisticada” precisa ser feita em outras cidades e atualmente é feita em grande parte por encomenda via internet-, nem notebooks, na verdade.

Acesse também a matéria do Valor ‘Aparecida Digital’ recebe o papa.

Mas enfim, o seminário não vai ser exclusivo para debater o tema das redes metropolitanas, apesar dele ser um ponto central do evento.

Eis a programação dos cinco dias do seminário: (mais…)

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Vitória organiza projeto de acesso livre a internet

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Vitória contará com uma rede de alta velocidade que vai interligar instituições de ensino e pesquisa, possibilitando agilidade no fluxo de dados e partilha de conhecimentos. Essa é a informação que o chefe do Núcleo de Desenvolvimento Econômico e de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Desenvolvimento da Cidade, Luiz Fernando Barbosa, veio difundir em seminário apresentado hoje na Ufes – Redes Metropolitanas de Alta Velocidade. A comunicação sem limites. Mais informações sobre o projeto no site da prefeitura de Vitória.

Barbosa explicou que o público usuário potencial da Rede Metrovix é formado por professores, pesquisadores, alunos e profissionais de saúde que desenvolvam técnicas de diagnóstico remoto. Segundo o secretrário, eles poderão se beneficiar dos aplicativos disponibilizados pela rede, como aulas multimídia, sistemas médicos de diagnóstico e análise remotos e armazenamento de dados remotos.

Desenvolvimento econômico que não debater a nova economia, que se pauta pela produção imaterial, não pode ser chamado de desenvolvimento econômico – Luiz Fernando Barbosa. Acesse também o artigo O consumo ideológico das redes: as identidades sócio-comunicacionais como vetores da cidadania desterritorializada

Não odeie a mídia. Seja a mídia!

Pelo o que foi discutido no seminário, mais do que um avanço técnico, a projeto traz um importante e ousado avanço político no sentido de promover a democratização da comunicação em um cenário em que esta se apresenta de forma estatizante. A iniciativa, como destacou o coordenador do seminário, Fábio Malini, possibilita que toda a sociedade também passe a ser produtora de conteúdos sem que para isso os meios de comunicação clássicos (TVs, rádios etc) precisem ser ocupados. Uma vez que o projeto viabilizaria um meio de comunicação novo e alternativo para que as singularidades sociais cooperem e sejam afirmadas de forma livre e autônoma.

  • Mais informações sobre Redes Metropolitanas em geral podem ser acessadas no site News Generation.
  • Conheça também o site da Rede Metropolitana de São Paulo – é o mais completo com informações em flash que encontrei.

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