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Como anda o Projeto Vitória Digital? Vem perguntar vc também

segunda-feira, 27 de julho de 2009

É pauta pronta. Matéria de gaveta. Postagem para chover no molhando. Essa tem sido minha experiência de tentar entrar em contato com a administração pública. A demora da resposta costuma ser vaga, isolada ou mesmo não acontece.

Agora não foi mais para pedir posicionamento sobre questões que, vá lá, talvez não fossem tão importantes assim… Apenas pedi à Prefeitura de Vitória informações sobre como anda o projeto Vitória Digital - rede pública municipal de conexão sem fio à internet.

 Informações simples que bem poderiam já estar disponíveis na página criada para esclarecer questões sobre o projeto. Mas por lá existem etapas do projeto e não prazos de concretização para cada uma delas ou explicações para o caso de não terem sido cumpridas. Não é espaço de prestação de contas. É página que nasceu e ficou sem atualizações há mais de ano.

Em uma das notícias publicadas no site da Prefeitura, não no hotsite do projeto, está que ”o prazo para conclusão do projeto é de cem dias a contar da assinatura do convênio com a UFF. Até esta data entrará em funcionamento o projeto piloto em dois bairros da cidade. O projeto está orçado em R$ 360 mil.”

Considerando que o convênio com a UFF foi assinado em 18 de junho de 2008, mais 100 dias cairia exatamente lá em 26/09/08. Então cá estamos há 304 dias além do prazo previsto para os testes iniciais em Jardim Camburi e na Ilha das Caieiras. Em relação a setembro do ano passado, com mais seis meses, final de março deste ano, seria dado início a implantação do projeto em toda cidade. Cá estamos há quatro meses para além deste prazo.

Na minha vontade de fazer uma matéria fugindo daquele meu repetido texto sobre comunicação em órgãos públicos, mandei as minhas questões para a Prefeitura de Vitória através do formulário online disponibilizado especialmente para esse assunto. Isso foi agora, em 26 de junho – sexta-feira. Dentro de duas semanas (em 10/07), nem sequer um automático “Recebemos”.

Com a falta de resposta online do Vitória Digital, passei para o contato telefônico ainda em 10/07.  Depois de alguns reencaminhamentos de ligações a promessa de retorno foi para a semana seguinte. A promessa não foi cumprida. A cada nova semana tento de novo e o protelamento se repete – o mesmo aconteceu sexta passada com a promessa de respostas serem encaminhadas ao longo desta semana.

Posso até tentar acreditar na boa vontade da Prefeitura em responder a quem não é de jornalão.  Acontece que agora houve a condição de “havendo iniciativa dos próprios interessados mais ‘novas experiências’ virão.”, como escreveu por aqui a assessora Adriana Machado sobre a participação de blogueiros na cobertura do carnaval de Vitória deste ano.

O carnaval, evento de iniciativa da Prefeitura, esteve pelas redes sociais. As questões sobre o Vitória Digital, minha iniciativa de querer saber ainda não foram esclarecidas. Respondi a perguntas: Qual seu nome? Contatos? Para quem escreve? Para o que quer essas informações? As minhas respostas eu dou, as deles ainda não vieram.

Ah! Eu abro meu sigilo de pergunta… Deixo que acompanhem meu processo de apuração e edição lá pro Infovix.

Inicialmente as perguntas que mandei seguem abaixo. Vc tem outras? Comente aí. Quer perguntar por vc mesmo? Tente o formulário da Prefeitura de Vitória. Ou ligue para a Prefeitura e peça o contato de Suzana Tatagiba – foi a pessoa indicada que saberia informar ou indicar quem respondesse sobre o Vitória Digital. É com ela com quem venho mantendo contato.

Se obtiver sucesso com essas e outras questões, vc pode me encaminhar?

1. Antes de terem sido iniciados os estudos para identificar e avaliar as implantações do projeto Vitória Digital, quando começou e quem esteve envolvido na concepção do projeto?

2. O que diz o documento do convênio firmado entre a Universidade Federal Fluminense (UFF)e a Prefeitura de Vitória em 18 de junho de 2008. Ele pode ser disponibilizado?

3. Em qual etapa está o projeto no momento, em qual seria para estar e qual a previsão de término?

4. Por que o Vitória Digital não foi entregue dentro do prazo previsto na assinatura do convênio com a UFF em junho de 2008?

5. De onde vem e/ou está previsto para vir o financiamento para os estudos de implementação, para a construção e para a manutenção do Vitória Digital?

6. Em que medida o setor privado, acadêmico e demais segmentos da sociedade civil estão envolvidos na elaboração e concretização deste projeto?

7. O projeto piloto em Jardim Camburi e Ilha das Caieiras foi concretizado? Quais foram os resultados e por que esses bairros foram escolhidos para os testes iniciais?

Prática inicial do blog da Petrobras não é rotina nos EUA

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sim, resolvi adiar a minha inscrição de mestrado para o ano que vem. Parte do que previa acontecer para participar ainda neste ano não aconteceu, então bola pra frente mais uma vez. O tema de pesquisa ainda deve ser o mesmo – adaptação da comunicação organizacional na comunicação distribuída.

Os ânimos estão mais calmos, muita coisa já se disse, então fica apenas o registro sobre o tal blogue da Petrobras - que aliás aposentou um outro em dezembro passado. Vejo aqui um bom estudo de caso pra minha pesquisa e lá no meu delicious tô fazendo o trabalho de forguinha pra juntar os zilhões de posts publicados.

Sobre o blogue, boa iniciativa da Petrobras. Só achei estranha a muvuca inicial de publicar as perguntas dos jornalistas antes da finalização da matéria – apesar de ser lembrado de que não existe sigilo de pergunta.

O Código Aberto veio com essa de que o que a Petrobras passou a fazer já seria uma rotina nos Estados Unidos,  até mesmo por parte de órgãos do governo federal.

Os jornais O Globo e Folha de S.Paulo foram os que mais reagiram à iniciativa da empresa que resolveu usar ferramentas digitais para transformar-se num canal de comunicação, a exemplo do que já ocorre com a maioria das grandes empresas nacionais e internacionais.

A irritação dos jornais vem do fato de que o blog da Petrobras permite uma comparação entre o que a empresa forneceu aos jornalistas e o que foi publicado. Com isto é possível identificar erros de contexto, omissões e equívocos de transcrição.

O que o blogueiro não disse na postagem, mas que depois perguntei nos comentários, é que “os comunicados e entrevistas dados por membros do governo e grandes empresas são postados simultaneamente à publicação do material na imprensa, e todos os reporteres sabem que este é o procedimento usual.”

Ora, não me pareceu que a “grande mídia” reagiu à prática de transparência da Petrobras mas ao modo como ela começou a ser feita – mesmo que, de novo, não exista o tal sigilo de pergunta. A prática inicial de transparência da Petrobras, foi bem mais específica, ou melhor, política.

Mas parece que agora sim o blogue da Petrobras vai seguir a prática de transparência conforme o que já seria rotina nos EUA, segundo citado no blogue Código Aberto para criticar a reação da ”grande mídia”. A “comparação entre o que a empresa forneceu aos jornalistas e o que foi publicado” ainda poderá ser feita e a “grande mídia”, vide O Globo, Folha, Estadão e outros tantos por aí.

Sob esse ponto de vista, os tópicos da postagem do Azenha “Por que os jornais investem contra o blog da Petrobras?” não fazem o grande sentido conspirador que ele busca dar. Mas acredito que a grande pensadora Marilena Chauí não pensaria duas vezes ao reafirmar os motivos relacionados por Azenha.

Fico com as postagens do Claudio Abramo – I e  II -, Pedro Dória e Sergio Leo.

Pague dez e leve um com a conexão 3G

terça-feira, 19 de maio de 2009

Comprar um produto e só poder usar a décima parte dele é perfeitamente legal. Não adianta reclamar. Foi isso que o Luiz descobriu quando adquiriu a tal da conexão 3G da Claro.

O contrato que é assinado com os provedores de internet possui uma cláusula que permite a elas somente fornecer 10% do que é contratado, dessa maneira quem adquire 1 mega/s e recebe 100 kbp/s não pode reclamar pois as empresas argumentam que cumprem o contrato. Dessa maneira as empresas podem multiplicar por 10 seu lucro sem necessidade de investir, somente remanejando a banda que é paga por você.

Agora o Luiz criou páginas no twitter  – tag #3fail – e no delicious para indexar o que sai nessas redes sociais sobre a conexão 3G.

Proteste aí!

Livro Para entender a Internet será lançado pelo twitter

segunda-feira, 16 de março de 2009

Propaganda online, o projeto de Lei de Azeredo, fotografia e capital social são alguns da variedade de temas do livro organizado por Juliano Spyer: “Para entender a internet – Noções, práticas e desafios da comunicação em rede”. O número de autores também é grande, 38. Dentre eles estão Alex Primo, Raquel Recuero, Sergio Amadeu e Ronaldo Lemos.

O lançamento do livro será pelo twitter às 18h desta quarta-feira. Juliano explica como vai ser:

Para chegar a essas pessoas sem contar com os meios tradicionais de divulgação e distribuição, o jeito é usar a rede. E é por isso o arquivo em PDF do livro tem menos de 1000k – para caber em uma mensagem de email – e é por isso também que o lançamento deste livro não será em uma livraria e nem em outro espaço físico, mas online, pelo Twitter: vou disponibilizar pelo Twitter o link para o site e para fazer o download do livro. Naturalmente, todos os autores têm conta no Twitter e serão convidados especiais para essa conversa. Não sei se isso já foi feito e nem o que vai acontecer, mas, no mínimo, vamos ter um bate-papo com quem quiser saber mais sobre esse projeto.

Empresas e redes sociais: participar ou não das conversações?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Sean Duffy, do  blog Social Media Today, traz algumas considerações sobre o porquê de as empresas terem medo de redes sociais. O argumento busca rebater a frase “we don’t want to lose control of the message.” Em vez disso, Sean afirma: é mais seguro participar do que ficar de fora das conversações.

As cinco questões lançadas pelo blogueiro são:

  1. Controle real. A conversa vai acontecer com ou sem a sua participação, e isso pode ter um maior alcance e impacto que você possa imaginar.
  2. Curva de aprendizagem. Quanto mais tempo você esperar para se juntar à conversa, o difícil será a apanhar quando você decidir.
  3. Concorrência. A falta de estratégia funciona como uma ótima oportunidade para concorrentes. Eles podem se tornar algo como uma referência diante de um cenário de inevitável conectividade social.
  4. O cliente hoje. Pesquisas mostrariam que 93% dos norte-americanos acham que as empresas deveriam ter uma comunicação em rede social. Grande parte deste grupo também teria um grande poder aquisitivo.
  5. O cliente amanhã. Redes sociais não é um fato recente. Seria há 10 anos. Os jovens desta fase da internet cresceram e estão levando consigo seus hábitos online.

Como reconfigurar comunicação e representação com a Internet?

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O Luiz fez uma postagem sobre a mudança do layout do site da Casa Branca, agora mais informal e com um blogue, apesar de não ter espaço para comentários, ainda que moderados. A proposta, dizem, é fazer um website que possibilite um máximo de comunicação, participação e transparência. A promessa? “Will put citizens first”.

Daí, dentre outras outras questões, Luiz pergunta: “quando os políticos e as empresas brasileiras irão mudar sua postura diante da internet? Quais seriam os principais motivos para a resistência da internet como canal de comunicação em uma empresa brasileira atualmente?”

Tentei responder comentando por lá.

A propósito: foi lançado um livro cooperativo sobre uma espécie de modelo de agência de comunicação  - La Nueva Agencia. Ainda não li mas é bem comentado.

É a educação e não a questão salarial o que deve mobilizar a sociedade, afirma Negri

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Termina hoje à tarde a edição que aconteceu na Ufes do seminário MundoVix. O evento prossegue na semana que vem na UFRJ com o foco em uma outra temática: da relação entre Metrópole, Globalização e Trabalho para as questões sobre direito autoral.

Das palestras que aconteceram por Vitória, fui em algumas. Fiz algumas anotações que não ficaram tão fiéis quanto as da Flávia. Ainda assim, vou me arriscar em postar algumas coisas com ênfase para a palestra de Antonio Negri hoje pela manhã – As Instituições do Comum  na Globalização.

Como comentei, as palestras foram uma continuidade do Seminário de maio de 2007, A Constituição do Comum. A proposta do conceito de Comum seria a possibilidade de construir plataformas de entrecruzamento. Pontos de encontro. Plataforma comum de convivência. Isso não quer dizer que as pessoas tenham que ser reunidas em uma unidade de representação. Mas que sua ação cooperativa e singular possa vir a construir algo que lhes seja comum.

Negri dar o nome de Multidão para essas singularidades que não podem ser representadas mas podem vir a agir em torno de um comum. A produção de riqueza não teria mais sua origem nas fábricas. A metrópole estaria para a Multidão como a fábrica esteve para a classe operária. Negri aponta para uma difusão da produtividade e da criação de valor para o campo das relações sociais.

A fábrica e o social se informatizam e o trabalho se daria em redes que desenham a cidade de forma muito parecida com o que acontece com as redes virtuais na Internet. Exatamente por isso, o Capital passaria a buscar extrair sua valorização através de uma imersão nas relações e na produtividade social – cada vez mais espalhadas pela cidade através de redes de saber.`

Sem se aprofundar na questão, Negri argumentou que o capital financeiro é necessário ao desenvolvimento da humanidade – talvez uma proposição impossível de se ouvir na tal da esquerda tradicional. A questão não seria apontar o capital financeiro como intrinsicamente corrupto. O grande ponto seria saber como gerenciá-lo a partir de dentro e tirar essa separação entre as práticas do mercado e as do social.

De uma maneira geral, Negri critica que aqueles que costumam levantar a bandeira do social não sabem se organizar. Para ele, por exemplo, ”A esquerda na Europa acabou”. Teria acabado, lá e cá, porque ter ficado presa ao passado e insistir em ler a atualidade com as mesmas lentes que Marx leu o seu tempo e lançou uma perspectiva sobre o desenvolvimento do capitalismo. A teoria marxista ainda seria válida mas ela não daria mais conta de uma interpretação política do presente.

De um capitalismo antes caracterizado como industrial, a proposta de pespectiva negriana é caracterizá-lo como capitalismo cognitivo. Segundo Negri, é exatamente quando essa noção de capitalismo cognitivo é aprofundada é que se pode pensar na Constituição de um Comum – por meio da qual uma dada da realidade poderia ser mudada. “Quando a produção se socializa agimos como se o salário tivesse que ser conquistado socialmente”, afirma o filósofo.

Para essa conquista acontecer, dados os atuais meio produtivos, tal como Giuseppe Cocco afirmou no Seminário passado, Negri retoma que é necessário extender a todos o direito à educação. A questão do trabalho assalariado não seria mais o mecanismo fundamental de integração social e elemento pelo qual os sindicatos deveriam se mover. A cidadania, antes talvez entendido como simples conquista salarial, não é mais o resultado a ser alcançado. A defesa é que este seria exatamente o ponto de partida para que o Comum se constitua e haja na sociedade uma mobilização produtiva. “Não nos referimos a uma produção de riquezas mas sim a de pessoas”.

A organização da sociedade não teria nada a ver com o modo industrial. Não existiria a mesma hierarquia virtual. As cooperações que surgem não são organizados e teriam muito a ver com o aleatório. O desafio de agora seria o de organizar capacidades de cooperação em diversos projetos.

Seria necessário quebrar hierarquias. Romper com o “aprisionamento do conhecimento”. Dessa forma, para Negri, é necessário construir o Comum a partir de dentro das instituições. “Fazer instituições do Comum é associado ao saber, interno à Metrópole e que ao mesmo tempo seja capaz de destruir relações desiguais”, afirma o filósofo.

Uma mudança social não seria partidária ou a partir de uma outra forma representacional. Para Negri é necessário, vamos dizer assim, de uma educação, de um exercício para fazer o que ele chama de Multidão e por fim constituir algo tão central ao seu pensamento, o Comum. 

Sobre a versão do seminário que aconteceu em 2007, acesse também

21/05 – “A fuga das fábricas, o encontro nas redes”

24/05 – Internet: “O gato saiu do saco”

24/05 – “A televisão é controle da subjetividade”, diz filosófo

24/05 – “Com a economia intangível, a identidade se torna algo em construção, aberto a mudanças”, diz Antoine Rebiscoul

24/05 – “A Internet é a utopia de que qualquer um comunica”, provoca midiativista espanhol

25/05 – “A mudança não passa pela delegação de representação”, conclui editor da Le Diplomatique

25/05 – Seminário “Cultura e Conflitos no Capitalismo Contemporâneo” via internet

12/06 – A produção do imaterial na cidade

Como será o e-gov de Obama?

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Se durante a campanha Barack Obama criou um modelo sobre como fazer política na Internet, resta acompanhar como essa mesma política  participativa se dará durante seu governo via  E-gov. A inauguração do  Change.Gov pode ser um indício de que Obama fará alguma coisa diferente do que outros governos vêm fazendo.

A proposta do Change.Gov, criado dois dias após o resultado da eleição, é fazer com que as pessoas possam contribuir com idéias para o mandato e opinar sobre diversas questões políticas e sociais. O site também pede para que as pessoas compartilhem suas histórias e sentimentos durante a campanha eleitoral. O Change.gov traz ainda um blog. Neste caso,  a promessa é a de detalhar cada passo de Obama e ensinar a população os conceitos de uma administração pública.

Tudo isso sinaliza que o site do Governo Americano também será diferente. José Antonio Martinuzzo, professor de comunicação Ufes, em seu mestrado e doutorado, estudou o modo como tem se sido as práticas dos governos no uso da internet, o chamado Governo Eletrônico.

No mestrado “A política na rede – tecnologias de comunicação e reprodução do paradigma de mercado“ ele se dedicou à análise do site de prefeituras e no doutorado a temática se extendeu ao estudo dos governos que compõem o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) – “Comunicação, Novas Tecnologias e Informacionalização da Política: o Governo Eletrônico no Mercosul“. As diferenças constatadas ficaram mais no campo do estilo do que no modo estruturante e de uso emancipatório potencializado pelas novas tecnologias.

Em comum ao que vem sendo feito, Martinuzzo constata que se tem

  • Prioridade absoluta do e-gov aos conteúdos noticiosos;
  • A formatação dos governos eletrônicos segundo a linguagem jornalístico-publicitária;
  • O investimento na prestação de serviços, tendo sido criado, inclusive a categoria de serviços online;
  • A ausência de interatividade ativa;
  • A imposição da atualização tecnológica e gerencial dos governos , patrocionada pela ideologia neoliberal de reinvenção do Estado.

O comentário feito no doutorado é o de que a se se consolidarem as experiências “de e-government estudadas, governo e política se resumirão, crescentemente, à oferta de discurso oficial disfarçado de notícia jornalística e à prestação de serviços – um modelo inapto à política, avesso à cidadania e originalmente associado ao status quo.”

Quanto ao que Obama fará, é esperar o 20 de janeiro para conferir.

A opinião distribuída no mercado do diálogo

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Foi fácil de encontrar. Ele é um dos livros de mais de 18 anos que tenho na estante e um dos muitos que sempre tenho a promessa de fazer uma leitura completa nas férias. Economia & Mercado (Sérgio Guimarães), traz, com o totalizante título O Processo de Comunicação, que ele se dá pelo seguinte esquema emissor > mensagem > receptor. Ponto.

A temática do último dia do I Seminário Capixaba de Ética e Jornalismo (programação e participantes) foi muito mais ampliado do que inicialmente o nome possa sugerir. A crise do modelo clássico de comunicação rendeu muito mais comentários dos debatedores.

Demonstrando desenvoltura na apresentação, André Hees, editor executivo d’A Gazeta, rearfirmou o que para quem está na universidade é algo bem básico – houve uma mudança no modo de se fazer jornalismo nos últimos 10 anos. “A mídia impressa era a mídia por execelência. Com a internet os jornais perderam leitores e credibilidade”. A novidade mesmo foi a de que uma discussão como essa aconteça na redação com o amadurecimento demonstrado no momento. (mais…)