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	<title>Polimidia.blog.br &#62; Comunicação na Cibercultura &#187; Infovix</title>
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	<description>Práticas de comunicação política e organizacional em mídias sociais</description>
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		<title>Dia das Mães para quem tenta engravidar</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 20:32:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trabalhos]]></category>
		<category><![CDATA[Infovix]]></category>
		<category><![CDATA[Mães]]></category>
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		<description><![CDATA[Tá sendo curioso meu levantamento para a matéria especial que desenvolvo para o Dia das Mães.  A ideia foi tentar entender como ficam nessa época as mulheres que tentam mas não conseguem engravidar. O drama é grande. Maior do que pensava que fosse. Existem blogues aos montes, muitas comunidades online e diversos fóruns e uma [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/dia-das-mulheres-para-quem-tenta-engravidar/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tá sendo curioso meu levantamento para a matéria especial que desenvolvo para o Dia das Mães.  A ideia foi tentar entender como ficam nessa época as mulheres que tentam mas não conseguem engravidar. O drama é grande. Maior do que pensava que fosse.</p>
<p>Existem blogues aos montes, muitas comunidades online e diversos fóruns e uma discussão bem rica. Até tentei entrar em um grupo de discussão. Mas teve o detalhe de que o pedido de participação teve retorno com um formulário a ser preenchido. Até agora não houve resposta.</p>
<p>Também pesquisei no orkut. O interessante é que muitas relatam suas histórias nesses espaços, deixam msn mas negam dar entrevista. Algumas até aceitam mas logo somem, não retornam emails ou ligações. Uma até chegou a dizer que o marido era muito ciumento e que não poderia conversar com homens por msn. Dar telefone para conversar, claro, nem pensar.</p>
<p>Primeiro achei estranho, depois vi que pode ser até normal esse tipo de atitude. As conversas, os dramas pessoais, o dia-a-dia são feitos online como se fosse uma prática offline. Como se fosse a conversa desenvolvida ali ficasse restrita só entre [aqueles] amigos, o estranho que chega é ignorado, cortado, algo assim. Não se pensa que outras pessoas acessam, leem, comentam, espalham, ou pedem uma entrevista para espalhar ainda mais&#8230;</p>
<p>Ainda assim o resultado final da matéria caminha para ficar muito bom. Fiz uma boa entrtevista com <a href="http://claudiacollucci.blog.uol.com.br/" target="_blank">Claudia Collucci</a>. Ela cobre a área de saúde para a Folha, tenta ser mãe, mantém um blogue e escreveu dois livros dobre a dificuldade de engravidar.</p>
<p>Também fiz entrevista com duas psicólogas com experiência de atendimento nessa área. A principal questão colocada é que ser mãe é vista como parte da identidade da mulher. Aquela que tem dificuldades ou simplesmente optam por não engravidar é vista como estranha, seca, incompleta. Não se pergunta por que engravidar. Não se considera a possibilidade se construir uma identidade que não integra o papel de ser mãe. Uma das perguntas que fiz para a psicóloga Luciana Reis, por exemplo, foi a seguinte:</p>
<blockquote><p>Qual perfil poderia ser traçado de quem procura ajuda para engravidar?</p>
<p>São mulheres, na grande maioria das vezes, que sentem-se impotentes frente à dificuldade de gravidez, vivenciam sentimentos de tristeza, frustração, culpa, medo de perderem seus companheiros, vazio e sensação (em alguns casos) que são menos mulheres que as outras, pois a vivência da infertilidade costuma mexer também com a identidade feminina da mulher.</p></blockquote>
<p>De várias tentativas de contato com mulheres que tentam engravidar, uma foi especialmente bem receptiva &#8211; Ana. Ela mora no Rio mas morou no Espírito Santo algum tempo. Ana respondeu a todas as perguntas, mandou uma série de fotos e ainda buscou convencer algumas de suas colegas virtuais a dar entrevista. Ela mesma diz que falar é uma terapia.</p>
<p>Mas também não é com todo mundo com quem Ana fala. Com os amigos offline, por exemplo, ela não conversa sobre gravidez. Contudo faz da comunidade do orkut uma espécie de email. Checa diariamente e escreve quase sempre. Comigo resitiu um pouco. Fiquei contente ao constatar que meu poder de convencimento não anda muito enferrujado.</p>
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