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Prática inicial do blog da Petrobras não é rotina nos EUA

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sim, resolvi adiar a minha inscrição de mestrado para o ano que vem. Parte do que previa acontecer para participar ainda neste ano não aconteceu, então bola pra frente mais uma vez. O tema de pesquisa ainda deve ser o mesmo – adaptação da comunicação organizacional na comunicação distribuída.

Os ânimos estão mais calmos, muita coisa já se disse, então fica apenas o registro sobre o tal blogue da Petrobras - que aliás aposentou um outro em dezembro passado. Vejo aqui um bom estudo de caso pra minha pesquisa e lá no meu delicious tô fazendo o trabalho de forguinha pra juntar os zilhões de posts publicados.

Sobre o blogue, boa iniciativa da Petrobras. Só achei estranha a muvuca inicial de publicar as perguntas dos jornalistas antes da finalização da matéria – apesar de ser lembrado de que não existe sigilo de pergunta.

O Código Aberto veio com essa de que o que a Petrobras passou a fazer já seria uma rotina nos Estados Unidos,  até mesmo por parte de órgãos do governo federal.

Os jornais O Globo e Folha de S.Paulo foram os que mais reagiram à iniciativa da empresa que resolveu usar ferramentas digitais para transformar-se num canal de comunicação, a exemplo do que já ocorre com a maioria das grandes empresas nacionais e internacionais.

A irritação dos jornais vem do fato de que o blog da Petrobras permite uma comparação entre o que a empresa forneceu aos jornalistas e o que foi publicado. Com isto é possível identificar erros de contexto, omissões e equívocos de transcrição.

O que o blogueiro não disse na postagem, mas que depois perguntei nos comentários, é que “os comunicados e entrevistas dados por membros do governo e grandes empresas são postados simultaneamente à publicação do material na imprensa, e todos os reporteres sabem que este é o procedimento usual.”

Ora, não me pareceu que a “grande mídia” reagiu à prática de transparência da Petrobras mas ao modo como ela começou a ser feita – mesmo que, de novo, não exista o tal sigilo de pergunta. A prática inicial de transparência da Petrobras, foi bem mais específica, ou melhor, política.

Mas parece que agora sim o blogue da Petrobras vai seguir a prática de transparência conforme o que já seria rotina nos EUA, segundo citado no blogue Código Aberto para criticar a reação da ”grande mídia”. A “comparação entre o que a empresa forneceu aos jornalistas e o que foi publicado” ainda poderá ser feita e a “grande mídia”, vide O Globo, Folha, Estadão e outros tantos por aí.

Sob esse ponto de vista, os tópicos da postagem do Azenha “Por que os jornais investem contra o blog da Petrobras?” não fazem o grande sentido conspirador que ele busca dar. Mas acredito que a grande pensadora Marilena Chauí não pensaria duas vezes ao reafirmar os motivos relacionados por Azenha.

Fico com as postagens do Claudio Abramo – I e  II -, Pedro Dória e Sergio Leo.

Compilar pra produzir

terça-feira, 3 de março de 2009

Tô meio devagar com as postagens mas o blogue não deixa de ser atualizado. Na coluna lateral direita sempre têm links atualizados que deixo lá no delicious. Mais de vez em quando, contudo com mais regularidade do que aqui pelo blogue – acredito – também deixo alguns updates lá no twitter  – também aí do lado.

Com uma mudança de temática do blogue de uma certa forma do político ao econômico… ainda tô em busca de alguns bons feeds para entender e ficar mais a par do que pretendo estudar no mestrado. Por isso essa fase mais de compilamento do que estritamente, vá lá, de produção. Logo a página de Links também vai ser atualizado com alguns desses novos feeds.

Empresas e redes sociais: participar ou não das conversações?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Sean Duffy, do  blog Social Media Today, traz algumas considerações sobre o porquê de as empresas terem medo de redes sociais. O argumento busca rebater a frase “we don’t want to lose control of the message.” Em vez disso, Sean afirma: é mais seguro participar do que ficar de fora das conversações.

As cinco questões lançadas pelo blogueiro são:

  1. Controle real. A conversa vai acontecer com ou sem a sua participação, e isso pode ter um maior alcance e impacto que você possa imaginar.
  2. Curva de aprendizagem. Quanto mais tempo você esperar para se juntar à conversa, o difícil será a apanhar quando você decidir.
  3. Concorrência. A falta de estratégia funciona como uma ótima oportunidade para concorrentes. Eles podem se tornar algo como uma referência diante de um cenário de inevitável conectividade social.
  4. O cliente hoje. Pesquisas mostrariam que 93% dos norte-americanos acham que as empresas deveriam ter uma comunicação em rede social. Grande parte deste grupo também teria um grande poder aquisitivo.
  5. O cliente amanhã. Redes sociais não é um fato recente. Seria há 10 anos. Os jovens desta fase da internet cresceram e estão levando consigo seus hábitos online.

Diferenças no uso de redes sociais pelas empresas

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

John Cass, editor do blogue PR Communications, indica o link de um wiki da Fortune. Por aqui, a revista relaciona quais empresas de seu ranking, no total de 500 relacionadas, mantém algum blogue .

Esperava uma alta porcentagem. O índice é baixo, 60 empresas ou 12% do total – pelo Brasil já sabia que a porcentagem era bem pequena.

blogs

Da lista da Fortune,  nove blogues estavam com problemas de atualização. Sem contar as empresas que desistiram de manter um blogue por alguma razão que o John não chegou a falar – Countrywide, ING, Nokia, Ford, Honeywell, Sprint & the Pitney Bowes blog.

Mas ao mesmo tempo o blogueiro se refere ao algo meio óbvio: redes sociais não se restringem ao a blogar, mesmo que talvez seja uma prática clássica neste caso. O fato de não manter um também não significaria que uma empresa não tenha uma estratégia online.

Neste caso seria a questão de ver em cada situação, no que se refere à relação entre empresas e redes sociais, quais formas de comunicação são abertas e quais estratégias são desenvolvidas. 

É interessante notar que John comenta que grandes marcas estão utilizando o twitter como forma de comunicação.  É aqui que volto a defender minha tese de que  boa parte das empresas não desenvolvem comunicação em redes sociais principalmente para manter o controle que sempre buscou manter. Comunica-se por obrigação ou na convicção de que vai dar retorno – há quem se comunique muitíssimo bem na internet com Investidores e Imprensa, por exemplo.

Cito parte de um post da Raquel Recuero “Broadcast do Eu: Twitter e as Redes Sociais”:

Nesse sentido, o Twitter é diferente dos blogs, fotologs, flickrs e etc., onde eu preciso acessar a informação que é publicada de forma ativa e escolher se desejo ou não dar atenção à ela. É mais semelhante a um canal de chat, onde há uma imensa quantidade de ruídos e informações circulando e eu preciso, em meio àquele mar, observar as conversações que me interessam (daí o valor do chamado PVT – canal privado- nessas ferramentas). Se eu resolver acessar o meu Twitter por celular, por exemplo, não tenho como escolher que informações vou receber. Receberei todas aquelas que meus seguidos publicaram, sejam elas úteis ou não.

Fig.: Marketing de Relacionamento