Quem somos, para onde vamos?

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3 de outubro de 2005 - 17:40 | ufes 2 Comentários

Na disciplina que estamos fazendo (e que somos cobaias) surgiu a necessidade de produzirmos blogs incentivados por nosso professor de Jornalismo online. Currículo novo, avaliações novas. Depois de pensar em alguns temas, a escolha da nossa dupla, após muito esforço mental e discussões “acaloradas”, recaiu em dois assuntos, que aparentemente não são complementares: política e mídia (esta não se referindo apenas à cobertura da imprensa, mas também aos produtos culturais por ela oferecidos).

Como se nota, o que escolhemos não é bem uma restrição, mas temas que se ampliam por eles mesmos. A opção por política é por pensarmos que ela precisa ser acompanhada e avaliada de perto. E quem faz isso é a imprensa em suas diferentes formas de manifestação. Porém, mais do que acompanhar de perto, está o desafio de formar pessoas que exercem cidadania e interferem no ambiente social. A crítica pela crítica não deve permanecer. E como estudantes de jornalismo, reconhecemos a necessidade dessa mudança de pensamento também em nós mesmos, reconhecendo-nos como participantes desse processo.Por isso é que pensar na comunicação é sempre necessário.

É ingênuo negar a importância, a influência e o caráter ideológico da imprensa, como também é primário lhe atribuir todo o poder*. Um exemplo desse aspecto primário é quando Lula e parte de seu governo delegam à imprensa um poder ilimitado e tenta se eximir de sua responsabilidade enquanto governante de um país.

Lula, no melhor estilo “não vejo e não ouço” – mas fala muito, não para a imprensa e sim em palanques – tenta se desvincular da crise política pela qual passamos (ou já nem passamos mais). Na visão dele, o momento atual é o resultado de uma conspiração das elites que têm como porta-voz a imprensa.Ocorre que não há conspiração alguma. A própria historia do presidente mostra a grande contradição que ele se tornou. Afinal, quem disse que os fins não justificam os meios? Para chegar à presidência, Lula se tornou um legítimo produto comercial.Mas não é só de coisa seria que a gente vive. Por isso, teremos algumas divagações e (por que não?) doses de sarcasmo. A maioria das pessoas quando lê jornal não vai direto para a editoria de Política, não é? Já os segundos cadernos são sucesso, seja pelo resumo das novelas ou por outros atrativos culturais apresentados. A Indústria Cultural sim é que sabe fazer a sua política.

Enquanto isso em Brasília, centenas de representantes políticos iludem-se com holofotes e microfones, e as suas secretárias… sobre essas dispensamos outros comentários.

* Ver entrevista com Josenildo Guerra, doutor em comunicação pela Ufba, em que aborda um tema que se relaciona com essa idéia de atribuir à imprensa um poder ilimitado: a questão da manipulação da opinião pública.

para FALAR: deixe seu comentário ou escreva para: polimidia@gmail.com
e se quiser ouvir nossa voz:
Ezequiel Vieira (27) 9823-8898
Gabriely Sant’Ana 99138477

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    Comentários

  1. Fabio Malini disse:

    bom relato… mas discordo do posicionamento sobre o Lula. Vejo que ele elabora o governo mais democrático da história republicana. Temos de deixar o moralismo de lado. O problema não é o Lula e a ética do PT. Mas a própria democracia representativa. Ela é o problema. Há uma distância entre o voto e o exercício efetivo da cidadania. Votamos em Severino, mas ele não nos representa. A democracia precisa de mais instrumento de controle social. De produção de democracia direta. Onde há particpação popular, há mais democracia, há mais desenvolvimento. Se não tiramos o peso da democracia representativa sempre vai rolar mensalão.

    Brasília é muito longe.

    Pior que nessa história toda os homens maus são quem detém os meios de produção da política e os homens bonzinhos são os impotentes (Heloisa Helena da vida)….

    difícil situação…

  2. Marcus disse:

    Eu aqui, cansado, depois de uma árdua noite de trabalho na jornada de comunicação e um farto coffee break estou passando apenas para dar uma força para vocês (se é que isso é permitido aqui). Abraços para os dois!–>

Graduado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo. Ainda estudante, e também blogueiro. Monografia "Comunicação como política de mercado: o caso do site da Vale" | Currículo.

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