Posso negar tudo dessa parte de mim que vive de nostalgias incertas, salvo esse desejo de unidade, esse apetite de resolver, essa exig??ncia de clareza e de coes??o. Posso refutar tudo nesse mundo que me rodeia, me choca e me arrebata, excepto este caos, este acaso-rei e esta equival??ncia divina que nasce da anarquia. N??o sei se este mundo tem um sentido que o ultrapassa. Mas sei que n??o conhe??o tal sentido e que de momento me ?? imposs??vel conhec??-lo. Que significa para mim um significado fora da minha condi????o? S?? posso compreender em termos humanos. O que toco, o que me resiste, eis o que compreendo. E??ainda sei que n??o posso conciliar essas duas certezas, o meu apetite de absoluto e de unidade e a irredutibilidade deste mundo a um princ??pio racional e razo??vel. Que outra verdade posso reconhecer sem mentir, sem fazer intervir uma esperan??a que n??o tenho e nada siginifica nos limites da minha condi????o?. Camus – O Mito de S??sifo. Ensaio sobre o absurdo
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Comentários
Se você estiver usando trechos de Albert Camus. Meu amigo tenho que parabenizá-lo. Este senhor é um gênio da literatura. Simplesmente imperdÃvel ler o “Estrangeiro”. bjs
pois foi o primeiro livro dele q li no começo das férias e q me levou a querer mais, mais, mais…. Apaixonante, simplesmente
pra dizer a verdade, minhas férias nunca foram tao produtivas como agora. Deve ser a sindrome de querer fazer tudo o nao foi feito ao longo do curso heheh
É pode ser. Este perÃodo irei ler mais. Lá na ufes, descobri que tem meus livros prediletos sobre a sociedade européia do ´seculo XIX. É simplesmente, maravilhoso. Uma aula de história.