Mais duas blogueiras na rede

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31 de agosto de 2007 - 20:36 | blogs, catarse 15 Comentários

Outro dia uma colega veio me perguntar como consigo manter um blog. Queria saber como faço pra arranjar assunto. Sinceramente? Nem eu sei direito. Sem ser pejorativo, ainda mais comigo mesmo, blogar virou quase uma atividade feita por osmose. Ou algo assim.

Sei que a proposta lá no começo era a de fazer um blog de política com pitadas de jornalismo e, com algumas variações, foi essa a linha que segui até aqui. Acho que nunca adotei o estilo do “Ouçam-me”. O blog é e sempre foi pra mim um constante processo de aprendizagem. 

O assunto passou da política e suas picuínhas, reflexões sobre internet e agora, com o tcc sobre a CVRD, entrou na fase de assuntos sobre economia política. Aliás, nunca tive tão empolgado com o blog quanto agora. E talvez depois da monografia o assunto mude de novo, e assim a vida vai seguindo.

Enfim ao assunto inicial do post. Agora o blog já pode dizer que de alguma forma serviu de motivação para que outras duas pessoas também passassem a blogar – Aline Maier e Mary Esperandio.

Mary é uma professora lá de Curitiba e mandou um email muito carinhoso pra dizer que acabou de criar seu blog Psicologia da Religião. Aline é uma estudante de publicidade lá de São Paulo e faz uma semana que fez o blog Publicidade Cotidiana.

Vou correndo contar pra mamãe!…

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    Comentários

  1. psicologiadareligiao disse:

    Oi, Ezequiel,

    Mas bah, tchê! Fiquei emocionada com a referência que vc fêz a mim. Obrigada! Legal vc ter colocado o link para o meu blog! Agradeço por isso também. Sou frequentadora assídua desse espaço que vc criou. O “comum” que temos passou, exatamente, pelas discussões que vcs postaram aqui sobre o Negri, o Seminário sobre a Constituição do Comum, etc (acho que foi em maio – tempo em que eu ainda morava em Porto Alegre!). Mas de lá pra cá, eu continuo assídua… até que finalmente agora entrei em contato…
    Um abraço grande pra ti, querido
    Carinho da mary

  2. Sim, Mary, o seminário foi em maio. Foi difícil de digerir aquela enxurrada de conteúdos despejados em menos de uma semana.

    De vez em quando volto lá nos posts para uma releitura. O interessante é q sempre descubro coisas q não tinha percebido antes

    Fico feliz q vc tenha virado frequentadora assídua mesmo nao estando mais tão, digamos, negriano assim. Espero que as áreas desse “comum” tb aumente para outros campos

    Boa sorte e seja bem-vinda à blogosfera! É viciante…..

    abrc

  3. psicologiadareligiao disse:

    É “viciante” mesmo, Ezequiel. Descobri isso rapidinho…
    A noção do “comum” como tem sido proposta por Negri/Hardt tem um alcance que, a meu ver, ainda não temos sido capazes de abarcar. Acho que ainda vamos ver muita coisa bonita pela frente, construída sobre essa noção negriana. É um conceito revolucionário!
    Na época do evento, baixei vários arquivos que vcs deixaram disponíveis na página do Seminário – e assisti muito do que aconteceu ali. Adorei a palestra do Antoun (meus filhos assistiram tb) – apresentada de um jeito super bem-humorado.
    Estou lendo um livro do Negri: Jó – a força do escravo. Espero apresentar uma resenha dele em breve, no blog.
    Abraços,Mary

  4. Aline Maier disse:

    Ez, valeu pela matéria…………publicitários são tímidos sim ! rs

    Bjao

  5. Oi Mary,

    Esse alcance politico de q vc fala sobre a noção de “comum” deve ser muito importante mesmo. Compreender isso para além de uma mera teorização, dos conceitos ao que isso implica na prática política, deve ser revolucionário, como vc diz.

    Em campo mais restrito começo a perceber isso fazendo minhas pesquisas sobre a CVRD. Uma das coisas que esse plebiscito traz, por exemplo, é a valorização do que pertence ao Estado como se isso fosse bom pelo simples fato de assim o ser – nao existe a problematização do que acontece numa estatal e se ela atende mesmo à sociedade, tomada muitas vezes como álibe para justificar ressentimentos particulares.

    Acredito que tenha muito mais coisa por aí e agora começo a perceber q a Vale era muito mais privatizada do que alguns nao queiram acreditar

    Tentando fazer um exercicio de aplicação, percebo q essa noção de “comum” ultrapassa a divisão simplista entre o que é privado e estatal. Um sendo mal e outro necessariamente bom. Nunca gosto disso e acho q, de certa forma, ainda falta ler muito Negri, começo a me encontrar “teoricamente”

    Hehe… Mas o Henrique é sempre bem-humorado em suas palestras. É um show-men. Mas hein, já q falamos dele, ele costuma dizer que problema das empresas públicas, pelo menos no Brasil ,é q os trabalhadores dão um uso privado para elas. É um filão de empregos certeiro e sáo públicas só no papel

    A construção desse “comum” nao dependeria necessariamente de algo ser público. Henrique provoca argumentando que, se as coisas fossem assim táo fáceis, a ATT, a BELL e a INTEL, por exemplo, sao mais abertas e transparentes do q qualquer empresa pública/estatal

    Enfim…. é só um exemplo do que acredito que possa ser uma implicação prática desse “comum”

    Sobre o livro q vc tá lendo, publiquei uma resenha do Valor Econômico por aqui. Ainda nao li o livro mas deve ser bom, principalmente pq refuta o isenso comum de que Jó tenha sido passivo em seu sofrimento.

    Acho interessante quando ele questiona com o próprio Deus o porquê de tudo aquilo. Acho que a gente tem medo de reclamar pq fomos ensinados q isso é pecado e, pelo menos os meus pais, sempre tentaram me intimidar a náo fazer determinada coisa pq do contrario Deus castigaria – “papai do céu castiga”. Somos ensinados a ter medo e nao respeito

    Ando fazendo algumas leituras e achei linda a passagem em que Cristo diz “assim como és tu, o Pai, em mim e eu em ti, sejam eles em nós”. Nao deve haver espaço pra sentir medo nessa história….

    Aline, volte e comente sempre!

    abrcs

  6. psicologiadareligiao disse:

    Mas, bah, tchê! Tem tanta coisa no seu recado que gostaria de comentar… fico em dúvida se não deveria, então, usar o e-mail, ao invés do espaço aqui. Vou tentar ser bem sucinta.
    O exemplo da prática do comum, que vc traz, é bem próprio. As polaridades (quaisquer que sejam), provocam reducionismos em qualquer análise. Com o estabelecimento e expansão cada vez maior do Capitalismo Mundial Integrado (como dizia Guattari) o Estado assume um papel mais de colaborador do capital do que de defesa do público (muito menos da constituição do comum!)…
    E quando vc toca em pontos que envolvem religião/fé… fico pensando que existe um “comum” que pode ser construído também na dimensão da fé, mas aí seria uma outra forma de vivência religiosa que certamente não passaria pelas instituições que “organizam” tais experiências… A constituição do “comum” é, definitivamente, o exercício de um poder subversivo/afirmativo que se alastra…
    A passagem bíblica que vc menciona é linda mesmo!
    Gostaria de encontrar a resenha que vc menciona! Dá uma mãozinha?
    Abração pra ti,
    Mary

  7. Ora Mary, os comentários nasceram por aqui, acho que seria interessante se permanecesse assim. Isso só vai enriquecer esse singelo espaço…. hehe. Esteja à vontade

    A entrevista feita pelo Valor sobre o livro “Jó, a força do escravo” pode ser acessada neste link – só nao entendi o porquê do título do livro.

    http://polimidia.wordpress.com/2007/07/09/a-historia-de-que-jo-foi-paciente-e-mito/

    abrcs

    Ps.: pq vc nao deixa o endereço de teu blog em teus comentários? É só colocar no espaço “url”

  8. Oi, Ezequiel…
    Tá boa essa troca, hem?

    Obrigada pela dica sobre o endereço. É falta de prática mesmo!!
    Obrigada, também, pela ajuda com a resenha. Já vou ler!
    Queria comentar ainda, sobre mais uma questão que vc falou acima.
    Ontem, numa de minhas aulas com os alunos, conversando a respeito da “morte de Deus” em Nietzsche e a influência dessa idéia num teólogo de bastante trânsito em outras disicplinas, chamado Paul Tillich (que eu adoro!), comentei sobre as “mortes” de Deus que fazemos em nossas trajetórias de vida… digo isso em relação ao seu comentário sobre o “Deus que castiga”. Precisamos matar esse tipo de deus, sim, Ezequiel.
    O Deus “verdadeiro” é o que afirma a vida, e não o que impõe medo e restringe os processos de criação e expansão da vida, pela via da ameaça, da imposição de uma obediência cega, do terror…
    Espero que em sua caminhada vc tenha a oportunidade de encontrar um outro Deus – de amor, de graça, um Deus com quem podemos construir o “comum”, pois somos co-criadores com ele.
    Abraço grande,
    Mary

  9. Sim, Mary, nao pode haver uma cultura que restrinja “os processos de criação e expansão da vida”. Tá lá “crescei-vos e multiplicai-vos” e é de um simplismo rasteiro focar isso apenas para o campo sexual

    Passei a nao dar muito crédito ao q me dizem e andei folheando a biblia. Na teoria, esse “Deus “verdadeiro”‘ eu já encontrei sim. Falta na prática….. rs

    Mas enfim, praticamente tudo na biblia parte da atitude humana. Talvez seja mais cômoda a condição de passividade e de não “criação e expansão da vida” e a aceitação de um Deus que impõe medo e restringe a vida. Vejo como uma desculpa pra nada fazer.

    Ficar parado nao requer esforço, tomada de iniciativa, gasto de energia e coisas de semântica parecida. Tb parece proibido ser feliz e cuidar de si mesmo – outro vi uma tirinha de jornal onde uma senhora foi se confessar a um padre pq naquele dia tinha rido…

    E vida é exatamente o contrário. É movimento constante. É um movimento de expansão permanente.

    Tal como a ciência diz que acontece com o universo

  10. Aline Maier disse:

    Ezzzzzzzzzzzzzz, dá uma olhadinha no meu novo blog !

    Bjao

  11. Sem o endereço ficamais dificil….

  12. Querido Ez,

    Hoje o blog “Psicologia da Religião” está fazendo “mesiversário”. Não poderia deixar de lembrar isso aqui contigo, pois vc foi um dos primeiros a saber do nascimento do mesmo!
    E sabe de uma coisa incrível? Um mês no ar e já alcançou 1815 visualizações! Sinceramente, fiquei surpresa com esse resultado! Claro que eu tinha de compartilhar isso contigo!
    Minha gratidão a vc (de novo) e um abraço grande,
    Mary

  13. Oi Mary, tudo bem?!

    Bom vc ter passado por aqui pra lembrar.

    Parabens para ti! Pelas minhas contas vc tem uma boa média de 60 visualizações por dia.

    E o melhor é q acho q são poucos os blogues que tratam da mesma temática que a tua. A medida que vc for escrevendo, vai tb criando tua reputação na rede. E pode ir criando laços e obtendo contatos tb

    Qq assunto relacionado q forem pesquisar na rede vai ser dificil nao te acharem. Mais ou menos quando vc pesquisou sobre Negri e achou os blogues da Ufes e cá estamos nós batendo um bom bapo extra-blog tb.

    abrcs

    té mais!

    Ps.: 03/10 é minha vez. Completo 2 anos de blog.

  14. É verdade, Ez! Foi, sim, um ótimo “achado”!
    Dois anos daqui dois dias?! Puxa! Não é pouca coisa, não! Sei disso muito bem!

    Abraços pra ti tb.
    Até!
    Mary

Graduado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo. Ainda estudante, e também blogueiro. Monografia "Comunicação como política de mercado: o caso do site da Vale" | Currículo.

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