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	<title>Polimidia.blog.br &#62; Comunicação na Cibercultura &#187; catarse</title>
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	<description>Práticas de comunicação política e organizacional em mídias sociais</description>
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		<title>Compilar pra produzir</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 13:07:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[Mestrado]]></category>

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		<description><![CDATA[Tô meio devagar com as postagens mas o blogue não deixa de ser atualizado. Na coluna lateral direita sempre têm links atualizados que deixo lá no delicious. Mais de vez em quando, contudo com mais regularidade do que aqui pelo blogue &#8211; acredito &#8211; também deixo alguns updates lá no twitter  &#8211; também aí do lado. Com uma mudança [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/compilar-pra-produzir/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tô meio devagar com as postagens mas o blogue não deixa de ser atualizado. Na coluna lateral direita sempre têm links atualizados que deixo lá no delicious. Mais de vez em quando, contudo com mais regularidade do que aqui pelo blogue &#8211; acredito &#8211; também deixo alguns updates lá no twitter  &#8211; também aí do lado.</p>
<p>Com uma mudança de temática do blogue de uma certa forma do político ao econômico&#8230; ainda tô em busca de alguns bons feeds para entender e ficar mais a par do que <a href="http://polimidia.blog.br/ezequiel-vieira" target="_self">pretendo estudar no mestrado</a>. Por isso essa fase mais de compilamento do que estritamente, vá lá, de produção. Logo a <a href="http://polimidia.blog.br/links" target="_blank">página de Links</a> também vai ser atualizado com alguns desses novos feeds.</p>
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		<title>Enfim, formado</title>
		<link>http://polimidia.blog.br/enfim-formado/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 17:23:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- Tirei esse final de semana pra fazer conta em redes sociais. Nesses três anos de blogue passei a maior parte do tempo só blogando e pouco me relacionando. Como o meu projeto de mestrado foca a questão do ajuste das empresas ao poder da informação e ao poder da comunicação viabilizado pelas redes sociais, [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/enfim-formado/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Tirei esse final de semana pra fazer conta em redes sociais. Nesses três anos de blogue passei a maior parte do tempo só blogando e pouco me relacionando.</p>
<p>Como o meu projeto de mestrado foca a questão do ajuste das empresas ao poder da informação e ao poder da comunicação viabilizado pelas redes sociais, nada mais natural mesmo do que eu sair de meu ninho e sair testando, pesquisando e demais etc. As contas que fiz até agora estão centralizadas lá no <a href="http://meadiciona.com/ezvieira/" target="_blank">me adiciona</a>.</p>
<p>- Enfim, formado. Depois de um mês de diz-que-me-diz, hoje consegui assinar minha colação de grau.</p>
<p>- Enquanto penso em um portfólio no mínimo digno, a página <a href="http://polimidia.blog.br/especiais" target="_self">minhas produções</a> foi atualizada. Em meu primeiro trabalho freela, apurei os textos que saíram no informativo de setembro da <a href="http://www.inflor.com.br/" target="_blank">INFLOR</a>.</p>
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		<title>E o blog continua</title>
		<link>http://polimidia.blog.br/e-o-blog-continua-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 16:13:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[catarse]]></category>

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		<description><![CDATA[Já fiquei imaginando várias coisas/motivações para eu não ter passado. Resolvi parar de gastar energia com que não tem mais conserto. Não passei. Ponto. Fiz inscrição pra mestrado em uma universidade (UFRJ) &#8211; era o que cabia no bolso no momento - que tinha três etapas: avaliação sobre os livros indicados, apresentação impressa do projeto de [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/e-o-blog-continua-2/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já fiquei imaginando várias coisas/motivações para eu não ter passado. Resolvi parar de gastar energia com que não tem mais conserto. Não passei. Ponto. Fiz inscrição pra mestrado em uma universidade (UFRJ) &#8211; era o que cabia no bolso no momento - que tinha três etapas: avaliação sobre os livros indicados, apresentação impressa do projeto de pesquisa e entrevista.</p>
<p>Tava bem confiante quanto a segunda etapa. Meu projeto de mestrado era uma continuação do que <span style="color: #333333;"><a href="http://polimidia.blog.br/?cat=47" target="_self">estudei na monografia</a></span>. Mas agora não iria dar tantas voltas para entender o porquê de só hoje, e apenas hoje, a Vale dar alguma importância à comunicação. Já sei que até seis anos atrás não dava importância mesmo. Acho que vale destacar que é realmente até seis anos atrás, 2002, e não dez anos, o que daria em 1998 &#8211; um ano depois da privatização da empresa. O que é feito de investimento hoje na área de comunicação não vem apenas de sua privatização. É o que <span style="color: #333333;"><a href="http://polimidia.blog.br/?cat=47" target="_self">defendo no tcc e em algumas postagens</a></span> por aqui também. Sem ser muito histórico, já fui no tcc, iria tentar entender como a comunicação se dar hoje pela Vale e problematizar mais a questão das redes sociais. No tcc esta parte foi apenas tangenciada.</p>
<p>Enfim. O fato é que sobre o mestrado estava bem confiante de que iria passar, mas empaquei logo de cara por 0.25. Em todas das três etapas era para se alcançar no mínimo 7 pontos. O <span style="color: #333333;"><a href="http://www.pos.eco.ufrj.br/documentos/resultado_pe_mestrado.pdf" target="_blank">resultado da primeira etapa</a></span> saiu na terça passada e eu me fiz o favor de fazer só 6.75. Veja lá, sou o número 129.</p>
<p>Rapidamente, uma das minhas especulações: a prova teve três questões mas o enunciado orientava para responder a apenas duas. Respondi a todas e só fui perceber o erro quando fui reler a prova em casa. Digamos que era para fazer duas questões bem feitas. Em uma delas acho que fiz isso mesmo - envolvia questões sobre as quais eu tinha lido há pouco tempo e demais etc. Nas outras duas não. O que era para responder a uma segunda pergunta de modo igual à primeira, respondi pouco sobre duas e acabei terminando a prova na hora do gongo.</p>
<p>Mas no ano que vem eu passo. Além da UFRJ já vi os editais da UERJ e da UFF. Parece que a UFF não é muito dada a capixabas. Veremos. Devo me inscrever em duas &#8211; em mais eu não aguento. O que faço nesse meio tempo? <em>Além de ficar lendo os livros do mestrado?</em> Não sei. Já me formei desde julho mas oficialmente só agora no dia 03/11. Se alguém tiver alguma sugestão… sou todo ouvidos. Claro, tirei férias do blog mas ele continua. Mais ou menos acadêmico não sei. Mas continua.</p>
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		<title>Em-rit-mo-de-tcc</title>
		<link>http://polimidia.blog.br/em-rit-mo-de-tcc/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 15:43:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[catarse]]></category>

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		<description><![CDATA[Então… Queria deixar o blog a todo vapor mas acho que não vai dar &#8211; mesmo com minha alta produtividade de três atualizações por semana. Talvez vai dar, talvez não &#8211; sim, sou assim mesmo &#8211; daí fica publicado: Não estranhe se as postagens ficarem mais ocasionais; Se eu começar a publicar citações de autores [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/em-rit-mo-de-tcc/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Então… Queria deixar o blog a todo vapor mas acho que não vai dar &#8211; mesmo com minha <em>alta produtividade</em> de três atualizações por semana.</p>
<p>Talvez vai dar, talvez não &#8211; sim, sou assim mesmo &#8211; daí fica publicado:</p>
<ul>
<li>Não estranhe se as postagens ficarem mais ocasionais;</li>
<li>Se eu começar a publicar citações de autores que achei interessante pro meu tcc. Nisto também se incluem resumos, notas e afins;</li>
<li>Ou, se para arejar a cabeça para além das leituras da pesquisa, eu começar a publicar vários mini-posts ao longo da semana.</li>
</ul>
<p>No mais, acho que é isso!</p>
<p>A <a href="http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2008/03/28/a-comunicacao-organiza-o-movimento-de-globalizacao/">introdução publicada no post anterior</a> já foi corrigida. Na minha empolgação deu umas sete folhas. Ela foi devolvida com quatro. Esta última versão só será publicada na redação final do tcc. Mas em linhas gerais, continua sendo a mesma coisa do que <a href="http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2008/03/28/a-comunicacao-organiza-o-movimento-de-globalizacao/">publiquei sexta passada</a>.</p>
<p>A próxima etapa é escrever sobre a produtividade em redes configurada, principalmente, a partir da década de 1970. Os passos a serem seguidos, do início ao fim, podem ser acessados na página do blog <a href="http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/fazendo-tcc/">meu projeto de tcc</a>.</p>
<p>Ezequiel Vieira</p>
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		<title>Formação da turma 2004/1 de Comunicação na Ufes</title>
		<link>http://polimidia.blog.br/formacao-da-turma-20041-de-jornalismo/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 18:13:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[catarse]]></category>
		<category><![CDATA[ufes]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 17 de maio faz quatro anos que pisei pela primeira vez na universidade como matriculado. Já tinha ido na Ufes em 1998 para participar da 2ª etapa de uma olimpíada de matemática. Como perspectiva me parece que qualquer tempo de espera seja longo demais; como retrospectiva o cacoeque é dizer mas como passou depressa! [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/formacao-da-turma-20041-de-jornalismo/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 17 de maio faz quatro anos que pisei pela primeira vez na universidade como matriculado. Já tinha ido na Ufes em 1998 para participar da 2ª etapa de uma olimpíada de matemática. Como perspectiva me parece que qualquer tempo de espera seja longo demais; como retrospectiva o cacoeque é dizer <em>mas como passou depressa!</em></p>
<p>Pois é. A turma que foi cobaia do currículo novo do curso de Comunicação da universidade está de partida. Entramos no CCJE, saímos no Centro de Artes. Vimos diversas mudanças ocorrerem. Entramos em um curso e saímos em outro, praticamente. E nesta semana já tem colação de grau e culto ecumênico:</p>
<ul>
<li>19h30. Quarta &#8211; 05/03: Colação de Grau &#8211; Teatro Universitário da Ufes</li>
<li>20h. Quinta &#8211; 06/03: Culto Ecumênico &#8211; Paróquia de São Pedro &#8211; Enseada do Suá</li>
</ul>
<p>E a quem interessar possa, eis que deixo o currículo do curso por aqui &#8211; <a href="http://polimidia.wordpress.com/files/2008/03/horario202008_1.doc">Publicidade e Jornalismo</a>.</p>
<p>Meu irmão, cinco anos mais velho, disse lá em 2004 que quando eu me formasse eu teria a idade dele &#8211; isso, claro, contando com possibilidade de greve. Essa foi uma das muitas histórias de que não fui testemunha na universidade. Não peguei nenhuma greve de professores e, <em>antes do previsto</em>, me formo com meus 22 anos &#8211; quatro anos e dois meses depois de ter entrado na Ufes.</p>
<p>Adiei um período pra me formar porque eu quis. Aliás, como muitos da minha turma também quiseram. Essa cerimônia é só de mentirinha. A formação com todos os proclames e burocracias necessários só acontece, também somente para alguns, neste primeiro semestre de 2008.</p>
<p><img src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/248/773/320/16452/Telerradiografia.jpg" border="0" alt="" /></p>
<p>Vou lá eu saber se o curso de Comunicação é um caso tão à parte… mas os professores de Federal também não são os carrascos de que tanto ouvi falar.</p>
<p>Quando estava na 5ª série ouvia que na 8ª a turma iria ser tratada como <em>adulta de verdade</em> &#8211; iríamos aprender a ser <em>responsáveis de verdade</em>. A tal da 8ª série parecia o cúmulo da maturidade…. Quando cheguei lá não vi nada de assombroso e a promessa seria derradeira no ensino médio. O cumprimento da promessa tardou novamente mas não falharia no ensino superior.</p>
<p>Não existem carrascos mas ninguém é tratado com os cuidados de um jardim de infância. Até porque não é todo dia que se vê por aqui alguém chamando o outro de <em>feio, chato, bobo, vou contar tudo pra mamãe </em>e fazendo lingüinha desdentada.</p>
<p>Enrutisdo, engajadinho, ressentido, vendido ao sistema (…), talvez. Mas o que tive foram professores muitas vezes amigos, que sabem apoiar e incentivar o estudante que muitas vezes se vê sem muito rumo e sem saber direito o que fazer da vida.</p>
<p>Afaga o ego ter passado numa federal na primeira tentativa depois de passar meio ano estudando pra alguma engenharia. Sem muita confiança iria tentar pelo menos umas três vezes. A sacudida de alguns amigos e professores-amigos foi determinante pra ter mais auto-confiança. A responsabilidade é grande quando se é o único da família a chegar numa universidade. Comentários nem sempre diretos cobram resultados que não são necessariamente imediatos mas que sem dúvida alguma virão como um determinante elemento de mobilidade social.</p>
<p>A universidade tem dessas coisas também. Vc aprende a se virar, a ser mais autônomo, auto-confiante, politizado (…) e hehe o que ainda resta de miguxês tem grandes chances de ser purgado. Mas, como diria a colega Elaine “<em>Tem gente que nunca deixa de ser calouro</em>” e miguxinho também.</p>
<p>Alguns colegas, professores-amigos, teorias, autores e filósofos foram determinantes e de grande exemplo e referência para a minha formação &#8211; não carrego nos bytes ao digitar que seria outra pessoa sem essa minha estadia pela Ufes.</p>
<p>Mas subir mais alto na montanha ainda é preciso. Subir onde os ventos levam junto as moscas, os vermes e para onde o espírito subterrâneo não consegue chegar e, portanto, não pode ser corporificado junto com suas chagas derivadas. Um espírito subterrâneio no alto da montanha é um contra-senso em termos.</p>
<p>Por aqui e ao longo do blog já deu pra perceber que levo, ou passei a levar, na bagagem: Nietzsche, Schopenhauer, Dostoiévski, Machado de Assis, Antonio Negri, Maquiavel e, neste final de curso, Milton Santos e Manuel Castells (Obrigatório….) também.</p>
<p>Próxima parada: Mestrado!</p>
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		<title>Um spam burro e outro burro e apaixonado</title>
		<link>http://polimidia.blog.br/um-spam-burro-e-outro-burro-e-apaixonado/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 Feb 2008 17:12:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[catarse]]></category>

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		<description><![CDATA[Spam típico &#8211; o burro apaixonado: Tenho alguém que me admira secretamente. De vez em quando recebo email enviado por love@adimirador.com. Mas de cara esse alguém não tem chance comigo. Pelo que tal figura assexuada deixa transparecer pelo seu português, é melhor nem arriscar: não acredito em amor entre pessoas com diferenças de escolaridade, financeira, sonhos e afins. [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/um-spam-burro-e-outro-burro-e-apaixonado/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Spam típico &#8211; o burro apaixonado</strong>: Tenho alguém que me admira secretamente. De vez em quando recebo email enviado por <a href="mailto:love@adimirador.com">love@adimirador.com</a>. Mas de cara esse alguém não tem chance comigo.</p>
<p><img src="http://bp3.blogger.com/_UKEA8ntsS40/R6x7Yg1jbgI/AAAAAAAAAGc/iGaXdm1kv0s/s400/imagemfev.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p>Pelo que tal figura assexuada deixa transparecer pelo seu português, é melhor nem arriscar: não acredito em amor entre pessoas com diferenças de <strong>escolaridade</strong>, financeira, sonhos e afins. Na primeira oportunidade joga-se na cara cada diferença. Cada renúncia feita vira uma arma de ofensa. Fora o fato de ter pouco em comum para ter sobre o quer conversar. Enfim, um tédio por si só. O detalhe é que deveria acessar um arquivo executável para acessar o álbum de fotos e, quiçá, poder reconhecer tal pessoa. Dia após dia vem aumentando o número de admiradores desse tipo. Fico à beira de ficar feliz mas como sou um insensível, deleto da minha vida cada um deles.</p>
<p><strong>Spam típico - o burro mesmo</strong>: Nunca imaginei o quanto eu andava em irregularidade. Em plena manhã de quarta-feira de cinzas, um imbecil me mandou um email em nome do TSE “TSE &#8211; Tribunal Superior Eleitoral suporte@tse.gov.br”.</p>
<p>O retardado quer que eu acredite, com mais erros de ortografia entremeados, que um órgão público me elaborou esse email em pleno sábado de carnaval tendo me encaminhado na quarta-feira de cinzas. Tô pra conhecer tal tarado por trabalho.</p>
<p><em>Brasilia, 02 de Fevereiro de 2008</em></p>
<p><em>Estamos notificando que seu titulo eleitoral obteve cancelamento provisório.</em></p>
<p><em>O motivo do cancelamento foi uma irregularidade junto a Receita Federal em seu Cadastro de Pessoa Fisica (CPF) a qual motivou o cancelamento do mesmo, e consequentemente do seu titulo eleitoral.</em></p>
<p><em>Para mais detalhes sobre este tipo de irregularidade, e quais providencias tomar, leia o regulamento clicando no link abaixo.</em></p>
<p><em>Para sua segurança, não sera nescessário download de nenhum arquivo apenas será exibida uma janela onde deverá clicar diretamente no link “Abrir”.</em></p>
<p><em>Obs: Caso não consiga ver o email corretamente clique em “Mostrar Conteúdo” , devido a muitos tipos de emails perigosos alguns provedores bloqueiam o conteúdo do email.</em></p>
<p><em>Clique aqui para abrir o regulamento</em></p>
<p><em>Caso não consiga através do link principal clique aqui.</em></p>
<p>A quem interessar, a <a href="http://www.receita.fazenda.gov.br/aplicacoes/atcta/cpf/fisica.htm">Receita Federal tem um espaço</a> para confirmar qual a situação cadastral de CPFs.</p>
<p>Mas ainda tento imaginar o que tem a ver uma eventual irregularidade no cadastro de CPF com o conseqüente cancelamento de título de eleitor.</p>
<p>Acesse <a href="http://feeds.feedburner.com/Polimidia"><span style="color: #333333;">http://feeds.feedburner.com/Polimidia</span></a> para assinar o feed ou a newsletter do blog.</p>
<p>Ezequiel Vieira</p>
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		</item>
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		<title>Minhas previsões para 2008</title>
		<link>http://polimidia.blog.br/minhas-previsoes-para-2008/</link>
		<comments>http://polimidia.blog.br/minhas-previsoes-para-2008/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 16 Dec 2007 12:26:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[catarse]]></category>
		<category><![CDATA[mundo afora]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Vc deve lembrar. Faz um ano que resolvi seguir a tradição e também tive uma estranha novidade. Fiz jus ao meu nome de grande profeta e perto da virada do ano para 2007 rascunhei minhas promessas, meus planejamentos e, de relance, também pude vislumbrar os fatos que iriam marcar o ano. Dito e acontecido. Agora [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/minhas-previsoes-para-2008/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="snap_preview">
<p><a href="http://polimidia.wordpress.com/2007/01/02/minhas-previsoes-para-2007/" target="_blank">Vc deve lembrar</a>. Faz um ano que resolvi seguir a tradição e também tive uma estranha novidade. Fiz jus ao meu nome de grande profeta e perto da virada do ano para 2007 rascunhei minhas promessas, meus planejamentos e, de relance, também pude vislumbrar os fatos que iriam marcar o ano. Dito e acontecido.</p>
<p>Agora as previsões vieram mais cedo. Como de praxe, não consegui antecipar nada sobre mim. Aliás, nunca ouvi que um visionário pudesse vislumbrar seu próprio futuro.</p>
<p>Muitas coisas se passaram nessa agora não mais inesperada visão psicodélica e não fui autorizado a revelar alguns fatos. Mas, naquilo que posso, eis, novamente, o que vai acontecer em 2008 &#8211; guarde esse post para a posteridade!:<span id="more-525"></span></p>
<blockquote><p>Sem preconceitos ou exclusivismos, casos de corrupção ocorrerão nos níveis federal, estadual e municipal. Democrática e generosamente, também não conhecerão barreira geográfica, espalhando-se indistintamente pelos diversos estados da federação e, no interior desses, por diferentes municípios. Virá à tona o envolvimento de um deputado com casos escusos. Talvez também de um senador. Talvez de mais de um deputado e de um senador. Da mesma forma, de um ou mais juízes. Talvez também de um ministro.</p>
<p>O PMDB ganhará lugar no ministério. Mas o PMDB continuará reclamando lugar no ministério. Uma parte do PMDB reclamará do(s) titular(es) do(s) ministério(s) do PMDB. O PT vai lutar fervorosamente por tudo isso também. A jóia da coroa deverá ser a direção da Petrobrás. Logo logo, comentaristas se lamentaram novamente com os escândalos que vão surgir e afirmarão que o eleitor apenas trasmite responsabilidades, apesar de sempre deixar nas eleições um recado claro aos políticos. No fundo, o eleitor é um patrão plenamente autônomo que, no momento que quiser, tem o direito e o dever de demitir o empregado que teve mau desempenho no exercício de suas funções. Se existe corrupção, a culpa é do patrão que contratou mal, meu caro!</p>
<p>O Poder Judiciário se manisfestará firmemente contra a introdução do controle externo sobre suas atividades. O descontrole interno, enquanto isso, seguirá seu curso. A reforma do Judiciário será muito falada. Quase sempre, para se dizer que não anda. Às vezes, para se dizer que não tem a menos possibilidade de andar. Igualmente a reforma política &#8211; salvação imediata para todos os males.</p>
<p>Aids e fome devastarão a África. Eventualmte terão a ajuda, nesse desiderato, de bárbaras guerras civis. Mas sempre haverá uma celebridade &#8211; ator, músico, banda, político, candidato às eleições americanas etc - pronta a ajudar sob muitos flashes para que a posteridade se conscientize de que uma mudança é possível ou algo assim. Na América do Sul, Venezuela e Colômbia conhecerão períodos de instabilidade. Talvez o Peru e a Bolívia. Talvez nenhum deles também.</p>
<p>A temporada de chuvas provocará deslizamentos de terra que levarão de roldão barracos fincados em encostas de morros e outros locais perigosos. Haverá mortes em conseqüência. Balas perdidas matarão uma jovem. Talvez matem também um jovem. Talvez mais. E talvez pessoas nem tão jovens - os astros não foram muito claros. Casos de violência chocante vão marcar o Rio São Paulo e Espírito Santo. Haverá rebeliões em presídios. A televisão filmará presos falando ao celular em presídios ditos de segurança máxima. As autoridades vão dizer que segurança pública é uma questão nacional e não uma exclusividade de sua administração.</p>
<p>Morrerá uma estrela de Hollywood. Talvez mais de uma Morrerão também ex-estrelas de Hollywood. O show business também será desfalcado pela grande ceifadeira. Morrerá também um chefe de Estado. Talvez mais de um. Morrerão mais ainda ex-chefes de Estado.</p>
<p>Muitas promessas, metas, planos para 2007 não serão cumpridos e muitos se lamentaram por isso nesse grande dia da virada de um novo ano. Mas pela lei do Retorno, metas planos, promessas serão feitos novamente e o Amanhã vai sempre ser o dia dedicado para que algo diferente comece.</p>
<p>ps.: qualquer semelhança com o ensaio de Roberto Pompeu de Toledo de 07/01/04, não é mera coincidência.</p></blockquote>
</div>
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		<title>E o perí­odo acabou&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Dec 2007 19:01:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[catarse]]></category>

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		<description><![CDATA[12/12/07 &#8211; Terminou. Hoje foi a última atividade na universidade. Agora é tocar pra frente meu projeto de tcc que apresento em julho. Dá uma grande sensação de alívio de praticamente já ter concluído o curso mas também bate uma grande ansiedade sobre o que vem, ou pode vir, pela frente. Como delimitação tema, ou melhor, de [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/e-o-periodo-acabou/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="snap_preview">
<p>12/12/07 &#8211; Terminou. Hoje foi a última atividade na universidade. Agora é tocar pra frente meu projeto de tcc que apresento em julho. Dá uma grande sensação de alívio de praticamente já ter concluído o curso mas também bate uma grande ansiedade sobre o que vem, ou pode vir, pela frente.</p>
<p>Como delimitação tema, ou melhor, de área, minha autopercepção crítica é muito clara ao me dizer que não vou me dar bem em jornal impresso, rádio, tvs (…) &#8211; nestes dois últimos casos, a melhor das hipóteses talvez seja estar na produção.</p>
<p>Esses dois anos de blog indicam bem meu interesse pelo online, ainda me faltam uns bons cursos de informática, e pesquisas acadêmicas, mas também não tô muito certo se quero virar professor.</p>
<p>Ando pensando e pesquisando a viabilidade de alguns projetos pra tirar meu ganha-pão; descobri que é muito difícil colocar tudo no papel, ou na tela, além de sempre parecer que falta alguma coisa e que a coisa ainda não tá boa o bastante.</p>
<p><strong>Mas enfim</strong>. O curso acabou, agora é só tcc e o blog segue. Se vc tiver um tempinho lá pelo final de julho…. peço que esteja na banca de apresentação de <a href="http://polimidia.wordpress.com/fazendo-tcc/" target="_blank">minha monografia</a>. Contribuições também são bem-vindas.</p>
<p><img class="wp-smiley" src="http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif" alt=";)" /></div>
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		<title>Meu mantra</title>
		<link>http://polimidia.blog.br/meu-mantra/</link>
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		<pubDate>Tue, 11 Dec 2007 15:16:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para o ano novo &#8211; Vivo ainda, penso ainda; é preciso que se viva, pois é preciso que ainda pense. Sum, ergo cogito: Cogito, ergo sum.  Hoje é o dia em que todos têm a liberdade de expressar seu desejo e seu pensamento mais caro: também eu expressarei o desejo que tenho em mim mesmo [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/meu-mantra/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<div class="snap_preview">
<blockquote><p><strong>Para o ano novo</strong> &#8211; Vivo ainda, penso ainda; é preciso que se viva, pois é preciso que ainda pense. Sum, ergo cogito: Cogito, ergo sum.  Hoje é o dia em que todos têm a liberdade de expressar seu desejo e seu pensamento mais caro: também eu expressarei o desejo que tenho em mim mesmo hoje, e direi que pensamento guardo este ano no coração, acima de todos os outros &#8211; que pensamento escolhi como razão, garantia, doçura da minha vida futura! Quero exercitar-me diariamente em ver todas as coisas como uma beleza, o necessário &#8211; , assim, serei um dos que tornam belas as coisas. Amor fati: que seja esse de agora em diante o meu amor! Não quero entrar em guerra contra a feiúra, não quero acusar, não quero nem mesmo acusar os acusadores. <strong>Afastar o olhar</strong>, que seja essa a minha única negação. Numa palavra: quero, em todas as circunstâncias, ser sempre um afirmador! &#8211; <span style="color: #800000;">do livro ‘Nietzsche, uma biografia’</span></p></blockquote>
</div>
<p><span style="color: #800000;"></span></p></blockquote>
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		<title>Blogs metropolitanos: &#8220;É hora de construir bairros na rede&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Dec 2007 15:58:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[blogs]]></category>
		<category><![CDATA[catarse]]></category>
		<category><![CDATA[ufes]]></category>

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		<description><![CDATA[Eis mais um artigo ou, para ser mais exato, eis mais um trabalho de final de semestre. Feito para a discisplina Internet e Jornalismo Cidadão, este é o trabalho final feito com a colega Camila Fregona. O artigo segue abaixo na postagem. Quem preferir também pode fazer download. Resumo: O presente artigo faz uma avaliação [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/blogs-metropolitanos-%e2%80%9ce-hora-de-construir-bairros-na-rede%e2%80%9d/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="snap_preview">
<p>Eis mais um artigo ou, para ser mais exato, eis mais um trabalho de final de semestre. Feito para a discisplina <a href="http://fabiomalini.files.wordpress.com/2007/08/plano-de-disciplina-optativa-malini.doc">Internet e Jornalismo Cidadão</a>, este é o trabalho final feito com a colega <a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=12524263186037186608">Camila Fregona</a>.</p>
<p>O artigo segue abaixo na postagem. Quem preferir também <a href="http://polimidia.files.wordpress.com/2007/12/artigo-blogs-metropolitanos-final.doc">pode fazer download</a>.</p>
<p><strong>Resumo</strong>: O presente artigo faz uma avaliação das<br />
práticas de blogs metropolitanos das cidades de São Paulo e do Rio de<br />
Janeiro. Antes, são feitas considerações sobre o contexto social<br />
contemporâneo que possibilita essa prática em redes virtuais desde uma<br />
perspectiva pela qual a produção de comunicação e cultura se torna cada<br />
vez mais democratizada e sua distribuição e acesso se torna também mais<br />
facilitados.</p>
<p><strong>Palavras-Chaves</strong>: Redes Sociais; Blogs metropolitanos; Subjetividade; Sociedade em Rede; Jornalismo hiperlocal</p>
<p align="center"><span style="color: #800000;">Blogs metropolitanos: “É hora de construir bairros na rede”</span></p>
<p>Lorenzo Vilches (2003) identifica que com a introdução da indústria<br />
e do mercado, a partir do século XVI, o intercâmbio do conhecimento<br />
passa a experimentar grandes mudanças na estratégia política e cultural.</p>
<p>O acesso ao saber, que antes era restrito ao um detentor do<br />
conhecimento, se dispersa, se espalha e se globaliza a partir de quatro<br />
estágios básicos propostos pelo autor:<span id="more-519"></span></p>
<ul>
<li>Generalização do consumo de bens que incluem conteúdos de<br />
conhecimentos impressos e escritos. A mídia clássica nesta fase é o<br />
livro.</li>
<li>Redução do tempo entre produção e consumo de conteúdos. Nesta fase coexistem o telégrafo, o telefone e o rádio.</li>
<li>Capacidade de representar o conhecimento e a informação por imagens.</li>
<li>Síntese dos suportes anteriores numa rede de interfaces.<br />
InteraCamila Fregonatividade e digitalização. É importante lembrar que<br />
os estágios anteriores não se excluem, mas se intercambiam.</li>
</ul>
<p>Vilches está entre os autores que apontam esse último estágio como o<br />
catalisador de uma crise do modelo clássico de comunicação em seus<br />
fundamentos teóricos e práticos. De forma resumida, o modelo clássico<br />
da lógica linear <strong>emissor &gt; mensagem &gt; receptor</strong> entra em colapso. Potencialmente, todos são produtores de conteúdos nesse novo suporte virtual.</p>
<p>Sociedade do conhecimento para uns. Sociedade da informação para outros. Ou mesmo sociedade em rede ou <a href="http://www.slideshare.net/fabiomalini/aula-i-ps-em-comunicao-da-ufes">tecnológica</a>.<br />
O modo de apreender tem suas especificidades e nuances, mas o fato em<br />
questão é o mesmo. Potencialmente, toda a sociedade é posta ou se vê em<br />
condições de produzir. Os meios para distribuir essa produtividade<br />
antes estocada, não mais estariam restritos a um pequeno grupo que<br />
detém os modos de produção de riqueza. Para a fase contemporânea, a<br />
riqueza agora se estrutura e se estabelece em sua produtividade por uma<br />
lógica comunicativa e informacional.</p>
<p>Neste contexto, o conteúdo produzido nas margens, a partir do<br />
usuário comum, passa a protagonizar o que vai se constituir na chamada<br />
web social, que resulta das interações feitas em rede. Obra que, como<br />
lembra um dos diretores do Yahoo!, Ricardo Baeza-Yates, (2007) “va<br />
mucho más allá de las fotos y videos”.</p>
<p>Diante dessas mudanças que as novas tecnologias de informação e<br />
comunicação [TICs] provocam e potencializam, o que Da Cruz (2006) busca<br />
problematizar é como a atividade jornalística é afetada e se<br />
reconfigura. O autor lembra que as TICs estão gerando “nuevas formas de<br />
relacionamiento entre los periodistas y el público, y el público mismo<br />
ha tomado a su cargo tareas periodísticas.” (Da Cruz, 2006. p. 1)</p>
<p>Duas seriam as características fundamentais desse novo formato de<br />
jornalismo. Ele obedeceria a um estilo mais conversacional e, portanto,<br />
se vê muito mais afetado por aquilo que o público diz. Percebe-se outro<br />
ponto fundamental logo na primeira citação feita por Da Cruz em seu<br />
artigo: “La mayoría de la gente (…) no tiene tantas horas diarias para<br />
leer la web, y quiere que alguien le diga rápida y sucintamente lo que<br />
necesita saber.” Essa não seria a descrição da atividade de cartografia<br />
de que Jesús Matin-Barbero analisa em seu livro “O Ofício de Cartógrafo<br />
[travessias latinoamericanas de comunicação na cultura]”, sobre o novo<br />
papel a ser desempenhado para que caminha o jornalismo?</p>
<p>Nesse novo cenário, o jornalista deixa então de exercer o papel do<br />
único provedor de informação. O leitor agora também quer interferir no<br />
conteúdo. O link Editar das plataformas wikis é bem paradigmático nesse<br />
sentido. O momento indicaria o jornalista muito mais relacionado a<br />
desempenhar o papel de organizador de conteúdos, o jornalismo<br />
cartógrafo, do que o de ser porta-voz da verdade. Talvez, no fim, essa<br />
seria a repetição de uma velha atividade atribuída ao jornalista -<br />
organizar a realidade, o caos, cartografar os acontecimentos, enfim,<br />
reunir “rápida y sucintamente lo que necesita saber .” (Da Cruz, 2006.<br />
p. 01)</p>
<p>Mas se o jornalista caminha para o ofício de cartografia, como pode<br />
ser caracterizado o que as pessoas, digamos, comuns/amadoras, produzem?<br />
Tanto para um quanto para o outro, Da Cruz lembra que existem nomes<br />
diferentes e que também expressam formas diferentes de agir dentro<br />
desses dois meta-ofícios.</p>
<blockquote><p>…. periodismo ciudadano, participativo, cívico, social,<br />
de fuente abierta, comunitario o periodismo 3.0 (de tercera<br />
generación). Las denominaciones no son sinónimos sino que, con matices,<br />
los adjetivos califican fenómenos contemporáneos que potencian el<br />
protagonismo de lectores o audiencias, o aún su autonomía. Según cómo<br />
se instrumente el concepto, según en qué actor se ponga el acento, la<br />
potenciación sucede en los marcos de los medios tradicionales o va por<br />
fuera de los mismos, ligado a las tecnologías digitales. (Da Cruz,<br />
2006. p.2)</p></blockquote>
<p>Seria esse o caso de os jornalistas serem mais editores do que<br />
propriamente jornalistas em seu sentido até aqui entendido? Varela<br />
(2007, Online) indica que um aspecto fundamental nesse contexto é a<br />
nova forma de valoração da informação. O autor vai diferenciar esse<br />
valor a partir de dois momentos. A chamada era da escassez e, agora, a<br />
era da abundância.</p>
<p>Na escassez o valor da informação era estabelecido a partir da<br />
dificuldade de se conseguir notícias atuais e verdadeiras. Na era da<br />
abundância, Varela aponta que o problema não é a falta de informação.<br />
Agora se tem para todos os gostos, espalhada pelos grupos de estilos e<br />
afetividades formados e potencializados pela internet. A atitude de<br />
agora seria a de apurar, cartografar qual é a informação mais valiosa e<br />
fazer uma reelaboração para que todos, e não apenas um grupo em<br />
particular, possam saber.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">2. Metroblogs</span></strong></p>
<p>Metroblogs basicamente são diários que têm como função fazer uma<br />
crônica da cidade. Varela (2007) lembra que quando se pensa em cidades<br />
pequenas, nos povoados, nos bairros, nos lugares onde se desenvolve a<br />
vida cotidiana das pessoas normais, os meios de comunicação até podem<br />
fazer uma cobertura da vida cotidiana, “mas não suficientemente a<br />
fundo”. O autor ressalta também que a profundidade a que podem chegar<br />
os meios de comunicação tradicionais e as redações profissionais,<br />
quando se trata de assuntos cotidianos das comunidades mais próximas do<br />
cidadão, é escassa.</p>
<p>Em entrevista ao jornal A Gazeta, o diretor de jornalismo da TV<br />
Gazeta, afiliada da Rede Globo no Espírito Santo, Abdo Chequer, também<br />
parece reconhecer essa limitação de alcance da pauta e apuração do<br />
jornalismo tradicional. “Atender aos interesses da comunicação com<br />
jornalismo hiperlocal é muito interessante, mas intelectualmente, me<br />
parece carente.”</p>
<p>Não ficou claro ao longo da entrevista como, em que medida e<br />
referente exatamente a que, ou a quem, aconteceria essa limitação<br />
intelectual do jornalismo hiperlocal. O fato é que os acontecimentos do<br />
que também se convencionou chamar de informação microlocal, não podem<br />
ser encontrados nas páginas dos jornais. A maioria desses veículos,<br />
aponta Varela, “não conta com a redação suficiente nem com páginas<br />
necessárias, além de não supor que esses acontecimentos e informações<br />
sejam importantes.” (Varela, 2007. p. 44)</p>
<p>Para superar esses furos no tecido informático local surgiram os<br />
meios cidadãos, ou colaborativos, hiperlocais, exemplificados neste<br />
artigo pelas experiências de blogs metropolitanos do Rio de Janeiro e<br />
de São Paulo. Os chamados metroblogs têm entre suas características<br />
estruturantes o fato de que a informação provém basicamente das<br />
colaborações de vizinhos ou pessoas comuns, interessados no que ocorre<br />
nas comunidades locais ou mesmo na cidade como um todo, mas sob uma<br />
outra perspectiva de abordagem.</p>
<p>Mas esse jornalismo hiperlocal não vem refutar ou deslocar os meios<br />
de comunicação tradicionais. O objetivo fundamental indicado por Varela<br />
é “ser complemento e preencher o vazio existente pela dificuldade e<br />
carência de se cobrir com métodos e jornalistas profissionais os<br />
acontecimentos de menor importância da atividade social e cidadã”.<br />
(Varela, 2007. p. 46)</p>
<p>Henrique Antoun, professor do Programa de Pós-Graduação da<br />
Universidade Federal do Rio de Janeiro, também compartilha dessa<br />
perspectiva da não substituição dos meios. Em palestra em Vitória no<br />
seminário “A Constituição do Comum” (Maio de 2007) <a href="http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2007/05/24/internet-o-gato-saiu-do-saco/">ele argumentou</a><br />
que os blogs não vão fazer com que os veículos tradicionais<br />
desapareçam. Isso porque, lembra, a lógica que os mantém são bem<br />
diferentes. “O veículo publica o preconceito de sua audiência. Você só<br />
arregimenta as massas a partir de grandes preconceitos. Ela [a massa] é<br />
mantida dócil pelos meios de comunicação fazendo com que ela desconfie<br />
de sua capacidade de ação.”</p>
<p>A estrutura dos blogs se destoaria no sentido de que eles não<br />
representam uma comunicação para os outros. Seria antes uma perspectiva<br />
a partir do mundo de quem produz, o que leva ao necessário<br />
reconhecimento no enunciado do sujeito produtor de seus discursos.<br />
Muito diferente dos efeitos de objetividade e realidade buscados pelo<br />
jornalismo tradicional, pois conforme lembra Ramaldes (1997, p.4).<br />
“Além de produzir efeito de verdade objetiva, o jornal, com a aparência<br />
de afastamento, evita arcar com a responsabilidade do que é dito, já<br />
que sempre transmite a opinião dos outros, o saber das fontes”.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">3. Estudo de caso</span></strong></p>
<p><strong>3.1. Metroblogging Rio de Janeiro</strong></p>
<p><img src="http://bp1.blogger.com/_UKEA8ntsS40/R11ZetpA7DI/AAAAAAAAAE8/CTVtLdu1Xpw/s400/rioblog.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p>Este exemplo de blog metropolitano faz parte da plataforma<br />
Metroblogging Network, que possui atualmente 52 páginas¹. Destas, 29<br />
estão na América do Norte, 12 na Ásia, oito na Europa, duas na Oceania<br />
e apenas uma na América do Sul. O único representante sul-americano é o<br />
blog da cidade do Rio de Janeiro, que será apresentado a seguir.</p>
<p>O Metroblogging, como o próprio portal se define, é escrito da<br />
perspectiva de pessoas que vivem, trabalham e divertem-se na cidade<br />
todos os dias. É uma oportunidade de saber mais sobre o Rio de Janeiro,<br />
através das experiências compartilhadas pelos autores.</p>
<p><a href="http://rio.metblogs.com/">O Rio Metblog</a> surgiu em 30 de<br />
junho de 2006. Em 17 meses já conta com 815 posts e quase três mil<br />
comentários. Em seu primeiro post, já fica claro o caráter informal que<br />
estará presente nos textos.</p>
<blockquote><p>“O Rio Metblog nasceu no Lamas, bar/restaurante que fica<br />
no Flamengo. Nunca fui muito com sua cara, para o desespero de amigos,<br />
conhecidos e outros. Ele parece ser uma unanimidade, por ser um lugar<br />
bacana, com comida e bebida boas e aberto até altas horas.</p>
<p>Mas ontem, enquanto nos reuníamos e imaginávamos as possibilidades deste blog carioca, observei o Lamas diferente. (…)</p>
<p>O Lamas tem 133 anos e fica na Marquês de Abrantes 18. O manual diz<br />
que fica aberto até às 3hs, mas isso pode ser negociado”. (Lamas.<br />
Escrito por Marcelo Nóbrega, em 30 de Junho de 2006)</p></blockquote>
<p><strong>O blog é dividido em 28 categorias:</strong></p>
<p><em>Ar livre, Bares, Bizarrice, Coisas, Comida, Cultura, Dia,<br />
Esporte, Eventos, Exposições, Futebol, Internet, Jornais, Lugares,<br />
Música, Na rua, Natureza, Noite, Notícias, Pessoas, Poesia, Política,<br />
Praia, Rádio, Restaurantes, Só rindo…, Shows e TV.</em></p>
<p>Nelas, existe a preocupação de representar a cidade na Rede, junto<br />
com assuntos bem gerais cuja abrangência possibilita que se escreva<br />
qualquer coisa pelo critério do que se queira no momento.</p>
<p>Rio Metblog é escrito por</p>
<ul>
<li>Ilka Porto [ser humano dotado de olhos, boca, ouvidos, nariz, cérebro e coração. Não necessariamente nessa ordem],</li>
<li>Luiz Paulo Rocha [um artista plástico que perde seu tempo escrevendo de graça pra esse blog],</li>
<li>Alexandra Wiltshire [estudante de Tradução na PUC-Rio, cantora,<br />
compositora, carioca e moradora da aflita cidade do Rio de Janeiro] e</li>
<li>Letícia Novaes [papel de carta].</li>
</ul>
<p>De acordo com a descrição pessoal de cada autor, o leitor pode<br />
conhecer um pouco sobre a personalidade de cada um e reconhecer também<br />
as características que permeiam cada texto, mesmo sem observar o nome<br />
que assina cada post.</p>
<p>A formação dos autores influência bastante a forma de cada um<br />
escrever. O Rio Metblog possui posts com caráter literário, outros em<br />
que o fato é um olhar diferente sobre a paisagem da cidade,<br />
diferenciando assim as narrativas, em histórias que vão desde pequenos<br />
ensaios, até registros pessoais ou verdadeiros desabafos diante do caos<br />
da cidade.</p>
<p>Em cada pequena história, curiosidades da cidade &#8211; algumas que<br />
provavelmente só os cariocas entendem, outras que o visitante precisa<br />
conhecer minimamente a cidade para poder visualizar a cena descrita.<br />
Outros posts retratam traços marcantes da personalidade e da linguagem<br />
oral do carioca. Essas peculiaridades ressaltam o caráter hiperlocal do<br />
meio.</p>
<blockquote><p>“SÁBADO, FIM DE TARDE, SOL SE PONDO EM IPANEMA.<br />
POSTO NOVE.</p>
<p>TODOS: Clap, clap, clap, clap, clap… [aplaudindo o pôr-do-sol]</p>
<p>LEK 1, COM LÔRA BOAZUDA A TIRACOLO: Qualé, merrmão, já vai vazá já?</p>
<p>LEK 2, ALISANDO O ABDOME SARADO: Pôôô… Acho que já vou chegar já, irrmão.</p>
<p>BROU, COM BOLA NO PÉ E AÇAÍ NA MÃO: Belê, lek. Aquela parada nem rola, então, né?</p>
<p>LEK 2, ALISANDO A NUCA: Aê, brou… Acho que nem. Fica bolado?</p>
<p>BROU, COM AÇAÍ NO PÉ E BOLA NA MÃO: Trank… Marr tá ligado que tu tá deveno, né, xóqui?</p>
<p>LEK 2, ACENO DE TORCIDA, GANGUE, COMANDO OU QUALQUER COISA QUE OS IDENTIFICA COMO TURMA: Valeu. Força aê, fui.</p>
<p>LEK 1, CABEÇA COM CABEÇA DO BROU: Já vô chegar já tamém, brou. O sol já foi já. Formô?</p>
<p>BROU: Já é. Tamém tô vazando.</p>
<p>LEK 1, TAPINHA NA BUNDA BOAZUDA DA LÔRA: Tu vem comigo.</p>
<p>LÔRA BOAZUDA: …</p>
<p>TODOS SOMEM NO HORIZONTE.</p>
<p>EU: Clap, clap, clap, clap, clap…</p>
<p>(Licença mau-humorética que logo passa com um bom banho de mar. No Leme, claro)”.</p>
<p>(Ela é carioca. Escrito por Maíra Abrahão, em 20 de Julho de 2006)</p>
<p>“E viva a Lisboa de Portugal que nos legou esse sotaque carioca<br />
cheio de xizes e de erres e todos os santos e santas e todos esses<br />
açougues, padarias e botequins que se chamam rainhas disso e reis<br />
daquilo, sobremaneira as dúzias de variantes em torno do bacalhau, seja<br />
o Rei do Bacalhau, seja o Bacalhau do Rei, seja ainda este Império do<br />
Bacalhau e aquele Bacalhau Imperial, príncipes e princesas do Reinado<br />
do Bacalhau e todas essas nobrezas vagabas que se estampam nos<br />
letreiros e nos cartazes da cidade, inclusive o da Padaria Santa Marta,<br />
na Fonte da Saudade, que anuncia em promoção 88 bolinhos de bacalhau,<br />
tudo aos módicos 88 reais e 88 centavos”.</p>
<p>(Salve meu nobre. Escrito por Luiz Paulo Rocha, em 08 de Novembro de 2007)</p></blockquote>
<p>Em todos os textos, o sentimento de quem o escreveu está muito<br />
explícito, seja no prazer de falar das experiências positivas na cidade<br />
ou no repúdio a algum problema vivenciado pelo Rio e seus moradores.<br />
Por parte do leitor, fica a possibilidade de se encantar ao ver uma<br />
cidade mundialmente conhecida, como o Rio de Janeiro, descrita pelas<br />
pessoas que vivenciam a realidade local dia a dia e não somente por<br />
manchetes, muitas vezes tendenciosas, de jornais.</p>
<blockquote><p>“No Brasil o carioca é conhecido, entre outras, pela<br />
malandragem, o cara ‘exxxxperto’. Isso irrita muita gente de outros<br />
estados que chega para visitar a cidade maravilhosa.</p>
<p>Longe de ser uma especificidade local, vemos que até em países ditos<br />
desenvolvidos, de “primeiro mundo”, como Grécia, Itália e Espanha, a<br />
malícia e vontade de tirar vantagem em cima dos outros também é<br />
constante.</p>
<p>(…) Na verdade, onde tem turista, tem um bando de besta em potencial<br />
e alguém querendo se aproveitar, pouco importa o lugar do mapa. (…)</p>
<p>A malandragem é universal, mas os artifícios para exercê-la são<br />
diferentes. (…) Pelo menos o europeu é mais pacífico na hora do roubo,<br />
ou melhor, furto. E muito provavelmente não vai apontar uma arma na sua<br />
cabeça. O que já é alguma coisa.”</p>
<p>(Malandragem universal ou turista é uma merda. Escrito por Ilka Porto, em 16 de Outubro de 2007)</p></blockquote>
<p>Em outros casos, são mostrados ângulos diferentes das tragédias<br />
quase diárias que a mídia pontua. É quando o cidadão carioca, que<br />
vivencia esses fatos e às vezes não se dá conta do que acontece ao seu<br />
redor, assume o papel tradicionalmente legado ao jornalista e se torna<br />
o sujeito que informa, com fatos reais, mais sentimento, além de<br />
observações que vão muito além do lead.</p>
<blockquote><p>“Ontem à tarde saindo de uma gráfica, ali no finalzinho<br />
da Rua da Passagem, notei uma caminhonete toda queimada, vidros<br />
estraçalhados em volta, ferragem retorcida, parecia até carro do Jó, aí<br />
do post abaixo. Estava rodeada de curiosos e trazia ao redor aquelas<br />
fitas amarelas da Defesa Civil. Na hora achei interessante aquele monte<br />
de ferro destroçado. Hoje fiquei sabendo que o carro pertencia à<br />
professora de catecismo Vitória Marques, que morreu quando seu carro,<br />
um Santana Quantum, foi metralhado por assaltantes e explodiu em<br />
seguida. Havia um padre com ela, que também foi atingido mas sobreviveu<br />
aos tiros. Dona Vitória foi enterrada hoje no São João Batista e seu<br />
caixão estava coberto com a bandeira do Botafogo”.</p>
<p>(Tem coisas que também acontecem em Botafogo. Escrito por Luiz Paulo Rocha, em 04 de Dezembro de 2007)</p></blockquote>
<p>Os traços da linguagem característica do carioca estão evidentes nos<br />
posts. Essas marcas bem nítidas na fala, estão presentes também na<br />
escrita. Os textos são produzidos sem o rigor da norma culta e, como<br />
destaca Varela (2007), quanto mais oral é o estilo, mais os leitores se<br />
sentem pertencentes ao meio, já que eles se identificam com pessoas que<br />
escrevem da mesma forma como eles falam.</p>
<blockquote><p>“(…) No ano passado, conheci uma paulistana que me pediu<br />
ajuda pra entender minha cidade. Segundo a lógica de que toda cidade é<br />
uma língua, por algumas horas virei professor desse idioma chamado Rio<br />
de Janeiro. Mas como uma língua só se aprende na base da humilhação e<br />
do erro, como diz uma amiga querida, dei à paulistana uns dois ou três<br />
verbos, uma dúzia de bons substantivos, uma interjeição pra casos de<br />
emergência e orgasmo (uma só pros dois casos) e mandei que comprasse um<br />
mapa, numas de “Ó só, mina: isso aqui é a guerra, tá ligada?”</p>
<p>(Cartografia Carioca. Escrito por Nuno Virgilio Neto, em 30 de Junho de 2006)</p></blockquote>
<p><strong><span style="color: #800000;">3.2. Sampaist</span></strong></p>
<p><img src="http://bp1.blogger.com/_UKEA8ntsS40/R11a2tpA7EI/AAAAAAAAAFE/JriHziESHdU/s400/sampablog.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p>Um exemplo de blog metropolitano na cidade de São Paulo <a href="http://sampaist.com/">é o Sampaist</a>.<br />
É ligado a Gothamist LLC, que se considera a mais popular rede de blogs<br />
de cidades na internet hoje. No entanto, segundo texto apresentado na<br />
página principal da Gothamist LLC, a rede possui apenas 14 sites, em<br />
cinco países. Como característica comum a todos os blogs<br />
metropolitanos, essa rede nova-iorquina também prioriza as notícias<br />
locais, eventos, comidas e entretenimento a fim de atrair a audiência<br />
do público jovem.</p>
<p>O Sampaist é o único latino-amercano presente na Gothamist. Foi<br />
lançado oficialmente em maio de 2006 e em menos seis meses já contava<br />
com mais de mil posts. O blog segue o direcionamento da rede, como<br />
percebe-se em sua auto-descrição:</p>
<blockquote><p>Sampaist é um site sobre a cidade de São Paulo e tudo o<br />
que acontece nela. Isso significa notícias, eventos, bares,<br />
restaurantes, acontecimentos e opiniões.</p>
<p>Como a cidade, o blog é multifacetado. Gostos (bem) diversos entre<br />
os colaboradores, mas cada um na sua e com espaço para todos. Uma<br />
paixão com objetivos em comum: textos agradáveis, críticas<br />
contundentes, histórias bem humoradas e dicas imperdíveis. O Sampaist<br />
fala para quem quiser ouvir. Não se dirige ao gringo perdido na<br />
Paulista, nem ao paulistano que nasceu gritando “meu”. Você vai estar<br />
lá em algum post. Seja você um daqueles que não perde uma garoa na<br />
esquina da Ipiranga com a São João, ou um daqueles que não faz idéia do<br />
que seja a 25 de Março.</p></blockquote>
<p>Sampaist é atualizado diariamente, de acordo com o objetivo de<br />
documentar a vida paulistana e todas as suas nuances. Possui um editor<br />
(Leandro Meireles Pinto), um co-editor (Lucas de Oliveira Fernandes) e<br />
nove colaboradores (Ana Carolina Monteiro, Athos Sampaio, Carlos<br />
Augusto Gomes, Fernanda Fontes, Ligia Helena Sales Nunes, Luiz Horta,<br />
Marcela Tavares, Mayara Geraldini, Renata Honorato). Nas apresentações<br />
de cada participante, a relação pessoal com a cidade. Poucos deixam<br />
claro qual é a profissão, exceto – Renata Honorato, que relata ser em<br />
seu perfil “jornalista, apaixonada por música e cinema”.</p>
<p>O blog mantém certo nível de diálogo com os leitores, uma vez que em<br />
seu texto de apresentação afirma que dicas ou idéias para novos posts<br />
podem ser enviadas para o email de um dos escritores. Quanto à<br />
participação, o blog afirma que está constantemente em busca de novos<br />
colaboradores. Segundo a apresentação do Sampaist, para participar<br />
bastaria amar a cidade de São Paulo e enviar um email ao editor.</p>
<p>O blog é dividido em 17 categorias</p>
<p><em>Aniversário da cidade, artes &amp; eventos, carnaval, cinema,<br />
comportamento, consum-ist, entrevistas, esportes, imagens da cidade,<br />
internet, música, noite, notícias: SP, opinião, sabor da cidade, sampa<br />
para menores, universo-ist.</em></p>
<p>Pelos temas, percebe-se que existe a preocupação de representar a<br />
cidade da forma mais abrangente possível, para que o visitante possa<br />
conhecer a capital paulista sob diferentes aspectos.</p>
<p>Mas, diferente do metroblog carioca, o exemplo paulista apresenta<br />
textos mais informativos do que literários e direciona os posts para<br />
assuntos que interferem diretamente no dia a dia da população. Isso<br />
reforça o caráter de jornalismo feito por e para cidadãos.</p>
<blockquote><p>Tá lá no site da prefeitura: convênio com o governo<br />
Serra, assinado esta semana, garante a São Paulo mais 1.150 pessoas<br />
para o Cidade Limpa — carro-chefe da administração Kassab.</p>
<p>Os trabalhadores são bolsistas do Programa Emergencial de<br />
Auxílio-Desemprego &#8211; Frente de Trabalho. Cada subprefeitura terá 150<br />
bolsistas, que vão realizar mutirões de limpeza e de conservação em<br />
ruas, praças e jardins.</p>
<p>Todos vestindo o uniforme amarelo e azul que já foi tema de post<br />
aqui e que, na imagem acima, quase foi promovido a crucifixo em missa<br />
tucana, não é, não?</p></blockquote>
<p>Na estrutura editorial aparecem inserções como “Vídeo” e “Imagem da<br />
Semana” – retirados do Youtube e Flickr, respectivamente. O post, quase<br />
diário, “Extra Extra!” traz as principais manchetes de São Paulo<br />
publicadas por portais como G1, IG e Folha.</p>
<p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<p>¹ Não consideramos para esse estudo a categoria “Outros” presente na<br />
lista. Essa categoria era composta por apenas 1 página, em 06 de<br />
dezembro de 2007.</p>
<p>BAEZA-YATES, Ricardo. IN: “Internet é a nova realidade”, afirma diretor do Yahoo!. <a href="http://polimidia.wordpress.com/2007/06/15/internet-e-a-nova-realidade-afirma-diretor-do-yahoo/">Acesso em 06/12/07</a></p>
<p>DA CRUZ, José. Periodismo Ciudadano: Ruído y Nueces. <a href="http://www.tribunadelosmedios.com/documentos/CartaGlobal6DaCruz.pdf">Acesso em 07/12/07</a></p>
<p>GOTHAMIST LLC. <a href="http://www.gothamistllc.com/">Acesso em 07/12/07</a></p>
<p>JORNAL A GAZETA. “A Sociedade perdeu suas bandeiras.” Disponível na Internet: <a href="http://gazetaonline.globo.com/jornalagazeta/anteriores/ant.php?cd_matia=378608&amp;cd_site=97&amp;cd_data=02/12/2007">Acesso em 06/12/07</a></p>
<p>MARTÍN-BARBERO, Jesus. O Ofício de Cartógrafo [travessias latinoamericanas de comunicação na cultura]. Editora: Loyola</p>
<p>RAMALDES, Maria Dalva. O discurso político sob o olhar semiótico.<br />
Dissertação de Mestrado. Ano de Obtenção: 1997. Pontifícia Universidade<br />
Católica de São Paulo, PUC/SP, Brasil.</p>
<p>RIO METBLOG. <a href="http://rio.metblogs.com/">Acesso em 06/12/07</a></p>
<p>SAMPAIST. <a href="http://sampaist.com/">Acesso em 06/12/07</a></p>
<p>VARELA, Juan. Nuevos medios, nuevos periodistas. <a href="http://www.slideshare.net/JuanVarela/nuevos-medios-nuevos-periodistas">Acesso em 06/12/07</a></p>
<p>VARELA, Juan. Jornalismo participativo: o Jornalismo 3.0. IN. Blogs:<br />
Revolucionando os Meios de Comunicação. Editora: Thomson Learning</p>
<p>VILCHES, Lorenzo. A Migração Digital. Ed. PUC-Rio, 2003.</p></div>
<i>Scridb filter</i><!-- Scridb filter-->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://polimidia.blog.br/blogs-metropolitanos-%e2%80%9ce-hora-de-construir-bairros-na-rede%e2%80%9d//feed</wfw:commentRss>
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