Arquivo da Categoria ‘mundo afora’

Brasileiros no exterior comentam acidente em Congonhas

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Fui acessar o Mundo Pequeno, um site que reúne blogs de brasileiros que estão no exterior. Muito dos relatos era comentar as notícias que a imprensa local de lá está publicando ou para questionar o que foi considerado o estado de crise permanente no Brasil.

Não acessei a todos os blogs da lista, mas por aqueles que visitei, foram os brasileiros na Itália e Inglaterra os que mais comentaram o acidente com o avião da TAM.

  • Esses blogs são daqueles que estão na Itália

- Pensieri e Parole

“… pelas vítimas de Congonhas… ”[I]

“Video da Infraero” [II]

 - Blog Itália News

“JJ 3054″

- talk on corners

“River Raid”

- Farofa na Neve

La Pietá – Michelangelo

Leia também

18/07 – Relato de uma estagiária de redação online na noite da tragédia  do vôo 3054

18/07 – Acidente da TAM e a informação produzida por pessoas comuns

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“Internet é a nova realidade”, afirma diretor do Yahoo!

sexta-feira, 15 de junho de 2007

El poder  del social  media“. Esse foi o nome de uma conferência de que participou o diretor do Yahoo! na Espanha e América Latina, Ricardo Baeza-Yates. Ele destacou que a internet é cada vez mais fundamental e determinante da maneira como a sociedade vem se organizando. “Amplificar las redes sociales que siempre han existido pero que antes no era posible reunirlas en un mismo lugar.”

las personas se mantienen conectadas para comunicarse, informarse o entretenerse, y también cada vez más porque quieren ser parte de nuevas formas de participación con un sentido de pertenencia. Hoy en día cada vez más la web es usada para sentirse parte de algo y compartir con otros

Ricardo lembrou que o próprio conceito do que seja a web vem sofrendo mutações. Deixa-se para trás a idéia de uma web alheia ao usuário para uma que responda àquilo que o internauta deseja. Aqui o conteúdo produzido nas margens,  a partir do usuário comum,  passa a protagonizar o que vai se constituir na chamada web social, resultado das interações feitas em rede – “obra que va mucho más allá de las fotos y videos”.

Leia mais

11/12/06 – David Ugarte lança livro “El Poder de las Redes”

01/06/07 – Da lógica da centralidade à políica em redes

12/06/07 – A produção do imaterial na cidade

Via Atina Chile

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Protestos se antecipam à reunião do G8 e também se disseminam pela internet

segunda-feira, 4 de junho de 2007

A reunião de cúpula do G8 acontece entre esta quarta e sexta-feira na Alemanha, mas a organização dos protestos para o momento já vem sendo delineada há pelo menos 10 meses – já é possível encontrar um farto material na internet sobre os movimentos e protestos que vem antecedendo a reunião.

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A comunidadade do orkut Anti-G8 2007 Alemanha foi criada em janeiro de 2006 e até agora conta com modestos 1.185 membros. O texto de apresentação traz um amplo material de referência e nele consta coisas do tipo:

1. Um outro mundo é possível – 1999 Battle of Seattle

2. Genova 2001

3. ***(Chat ao vivo)*** – Blog das Brigadas Internacionais

Nessa mesma comunidade foi criado ainda um tópico para marcar horário e local onde se programa protestos Brasil afora – até agora o palco das manifestações promete ser “São Paulo – Capital. Dia 7 às 15:00 em frente ao Masp”; e “manifestação em frente a prefeitura dia 07. 15h….”

O site Adital relata que mais de 120 organizações da chamada sociedade civil européia se reunirão na cidade alemã de Rostock para bloquear as ruas de acesso ao complexo hoteleiro Kempinski em Heiligendamm, onde  a reunião será realizada.

- Veja mais em

  • TV digital transmitindo as manifestações do G8
  • Rádio 24 horas transmitindo o G8- Leia também

    01/06 – Da lógica da centralidade à política em redes

    Imagem: Flickr

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    RCTV passa a fazer transmissões pelo Youtube – atualizado em 05/06

    sábado, 2 de junho de 2007

    A manchete do BOL ao longo do dia de ontem – RCTV dribla Chávez e mantém transmissões via Youtube – traz uma desinformação.

    A desinformação é porque a RCTV, como você ou eu quando comprar minha câmera digital na semana que vem, não precisa driblar ninguém para realizar transmissões pela internet. Neste caso, basta querer. Não existe ninguém a quem precise pedir favorecimento. Talvez alguém pra ajudar em dificuldades e probleminhas técnicos para quem não domina as ferramentas do novo suporte de transmissão.

    A TV Globo transmite o sinal da Globonews pela internet ao vivo. O seminário A Constituição do Comum foi transmitido ao vivo pela internet ao longo da semana passada e também está disponível para ser assistido quantas vezes for desejado. Não precisa de concessão para fazer isso.

    A RCTV não teve a concessão renovada para a freqüência em que transmitia seu sinal em rede nacional de televisão. Pode transmitir pela internet, via cabo, por sinais de fumaça ou via aquilo que a imaginação ajudar na hora.

    O que a RCTV fez de, digamos, diferente, foi postar vídeos no You Tube – veja aqui. Até ontem à noite o canal tinha 7680 assinantes e 235.249 vídeos assistidos. Como a emissora vende assinaturas de banda larga ainda vai faturar algum.

    Mas é claro que esse número de assinantes para um canal do You Tube é pequeno, para um país de 25 milhões de habitantes e envolvendo um assunto polêmico, e que ganhou meio mundo.

    Via Vi o Mundo 

    Leia também

    - por Edgar Rebouças: Caso RCTV faz lembrar que concessões não são vitalícias

     - post E agora?

    Na Inglaterra, o governo Margareth Thatcher cancelou a concessão de uma das maiores estações de TV do país, simplesmente por ter difundido notícias desagradáveis, embora absolutamente verídicas. Argumentou, simplesmente, que ’se tiveram a estação de TV por 30 anos, por que deveriam ter um monopólio?’. Também no Reino Unido, a autoridade estatal decretou em março de 1999 o fechamento temporário do MED TV, canal 22; em agosto de 2006 revogou a licença da ONE TV; em janeiro de 2004, a licença da Look 4 Love 2; em novembro de 2006, a da StarDate TV 24; e em dezembro de 2006 revogou o canal de televendas Auctionworld.

    [...]

    Será que Inglaterra, Canadá, México, Peru, Espanha, França, Irlanda e Estados Unidos podem ser considerados países não democráticos por isso?

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    “A televisão é controle de subjetividade”, diz filósofo

    quinta-feira, 24 de maio de 2007

    Seminário A Constituição do Comumblog]Vamos de entrevista. Não peguei as anotações de Juliana sobre a fala em francês de Lazzarato, mas ela fez uma entrevista com ele para o blog O Comum.

    Eis o resultado (mais…)

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    Internet: “O gato saiu do saco”

    quinta-feira, 24 de maio de 2007

    [Seminário A Constituição do Comum - blog] – Duvido que alguém tenha saído da Estação do Porto na tarde de ontem sem pelo menos ter esboçado um sorriso. Bem ao seu estilo Show-Men, Henrique Antoun fez parte da mesa “Internet:  Novas Formas de Opinião Pública e de Consumo“. Também participaram da mesa Gustavo Fortes e Edney Souza – têm muitas novidades ainda e pouco a pouco faço meus relatos das paletras de que participei.

    Henrique baseou sua fala no tópico que postou em sua comunidade do orkut Ciberidea Guerra do Código incendeia a web – leia mais abaixo.

    Ele entende que esse caso seja bem ilustrativo do que representa a internet. Espaço a que, por mais que se tente, é difícil que alguma ação ou caracterização, consiga domesticar, “tornar a fera mais mansa”.

    “A internet dá vazão a sua expressividade. Não é lógica de massa e nem de nichos [domestificação].” É então imanência cooperativa. A subjetividade, “a verdade que te inclui”, vem a ser o grande valor.

    Blogs. Credibilidade. Fim do jornalismo

    Tão à queima roupa quanto a pergunta, Antoun diz que os blogs não vão fazer com que os veículos tradicionais desapareçam. Isso porque, lembra, a lógica que os mantém são bem diferentes.

    “O veículo veicula o preconceito de sua audiência. Você só arregimenta as massas  a partir de grandes preconceitos. Ela [massa] é mantida dócil pelos proprietários de comunicação fazendo com que desconfie de sua capacidade de ação.” Mauro lembraria também que o cinema sempre representa a chamada massa, como não sendo capaz de se autogerenciar. Sempre quando isso vem a acontecer nos filmes, frisa o professor de Opinião Pública, Mídia e Democracia, o caos se estabelece.

    A lógica dos blogs se destoaria no sentido de que eles não representam “uma comunicação para os outros. É antes uma perspectiva a partir do mundo de quem produz. “O que leva ao necessário reconhecimento no enunciado do sujeito produtor de seus discursos. Muito diferente dos efeitos de objetividade e realidade buscados pelo jornalismo tradicional.

    “Além de produzir o efeito de verdade objetiva, o jornal, com a aparência de afastamento, evita arcar com a responsabilidade do que é dito, já que transmite sempre a opinião dos outros, o saber das fontes” – Dalva Ramaldes em sua dissertação de mestrado

    A guerra do código incendeia a web: (mais…)

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    Influências paramilitares no governo da Colômbia

    sexta-feira, 18 de maio de 2007

    A postagem foi publicada por aqui em maio do ano passado. Mas, pelo texto que leio hoje no Ciberamérica (Colombia | El Estado y la parapolítica. Una crisis que se agudiza), o assunto continua mais do que atual.

    Pois é. A afirmação de que Alvaro Uribe governa a Colômbia com o apoio do narcotráfico tem lá seu fundo de verdade. Além das Farc também existe no país os chamados paramilitares, grupos que disputam o controle do comércio de drogas na Colômbia e que surgiram na mesma época, como lembra o jornalista Gianni Carta- em um cruzamento de informações se chega à conclusão de que Uribe tem origem em um grupo de paramilitares da região de Medellin. (mais…)

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    Eleições na França – a ironia de “uma vitória royale”

    segunda-feira, 7 de maio de 2007

    Por Camila Teixeira – brasileira na França

    Interessante a capa do jornal Bordeaux7 de hoje, sobre o resultado das eleições na França. A foto foi pro vencedor, Nicolas Sarkozy, mas a legenda é no minimo curiosa. Ela diz: Uma vitoria royale, provavelmente em referência ao sobrenome da candidata da oposição, Ségolène Royal, que foi a mais votada em Bordeaux, cidade governada pela UMP, partido do Sarkozy. Incrivel como três palavras podem contestar um e reconhecer o outro, ao mesmo tempo.

    Leia também o post Eleições na França – “Tenho a impressão que muitas pessoas que votam nele neste momento guardaram na mente sua tirada de lavar os “racailles” (jovens delinquentes) com um karcher (aquelas maquinas industriais de lavagem de fachadas por exemplo).”

    Acesse mais

    - post do Alon – O au revoir e as lágrimas

    - matéria do ElPais – Blair felicita a Sarkozy en francés en YouTube

    - matéria do ElPais – Sarkozy estudia la composición de su Gobierno mientras la izquierda debate su futuro

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    A segregação socioespacial no mapa mundial de acessos a internet

    quarta-feira, 2 de maio de 2007

    A perspectiva de análise não me agrada e o que ele diz também não é exatamente uma novidade. Tanto que o que mais me chamou atenção no autor foi o estilo nada aveludado de escrita e de visão de mundo do que propriamente as análises que ele fez.

    Logo lembrei de Milton Santos quando encontrei esse mapa.

    A ilustração informa muito bem como se dá a distribuição dos acessos à internet mundo afora. Milton Santos argumenta que a globalização, potencializada pelas novas tecnologias, se contrói em torno de três fábulas que logo associo à internet – desterritorialização, compressão do espaço-tempo e adeia global.

    Santos diz que tudo isso funciona muito bem sim, mas só para aqueles que já são incluídos, os pontinhos vermelhos do mapa, e não como forma de inclusão e exercício de cidadania – que para ele, nunca antes, e muito menos agora, se viu o exercício de tal conceito sendo praticado no Brasil.

    A argumentação completa pode ser encontrada no livro Por uma outra globalização. Eis um trecho da resenha feita pela revista Partes

    Para SANTOS, “a humanidade desterritorializada é apenas um mito” e que este não é um imperativo da globalização. Diferente das antigas brigas por territórios, os novos “desbravadores” usam ternos, não usam fardas — exceto em situações de conflitos tipo Afeganistão ou Líbano — e pregam do evangelho do livre-mercado.

    O que de fato a globalização vem realizando é a violação das culturas locais e de suas diversidades, difundindo um saber único, na escola, na leitura, no entreterimento e nos mais variados costumes (alimentação, moda etc). É neste aspecto que a globalização tem sido mais perversa e violadora. “o território é hoje um território nacional da economia internacional” (SANTOS p.74)

    “A globalização revaloriza os lugares e os lugares – de acordo com o que podem oferecer às empresas – pontencializa a globalização na forma em que está aí, privilegiando a competitividade. Entre o território tal como ele é e a globalização tal como ela é cria-se uma relação de causalidade em benefício dos setores mais poderosos, dando ao espaço geográfico um papel inédito na dinâmica social” Não existe, portanto, o espaço global, senão apenas como espaço de globalização. O que existe é a fragmentação do território.

    Leia também

    11/04/07 – Vitória organiza projeto de acesso livre a internet

    25/04/07 – Maplecrof Maps – descubra outra forma de ver o mundo

    09/04/07 – A liberdade que constitui

    24/10/06 – A vontade de potência encontra sua mídia

    Atina Chile – Tesis sobre la Distribución de la Información en el Territorio

    Imagem: Atina Chile

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    Gastos sociais na América do Sul segundo o viés ideológico

    quarta-feira, 2 de maio de 2007

    A associação pode não ser tão simples e direta assim. O estudo Governos de esquerda e o gasto social na América do Sul, de Julia Sant’Ana, indica que, pelas análises dos orçamentos sociais dos últimos anos, existe pouca diferenciação entre governos de esquerda e de direita em relação à evolução e, principalmente, à distribuição dos gastos em uma área em que, grotescamente falando, a marcação de território deveria ser gritante.

    Estimulada pela chamada onda de esquerda que cobre a região, Cristiane Batista Santos, citada por Julia em seu estudo, realizou análises para concluir que governos de esquerda que têm maioria legislativa tendem mesmo a gastar mais no setor social. Governos de direita com maioria legislativa, por sua vez, investem menos no social do que governos de direita minoritários.

    A análise foi feita tomando o período entre 1980 e 1990 e teria mostrado melhores resultados quando considerado o gasto social agregado em educação e saúde como porcentagem do gasto público total.

    Noves fora, Julia avalia que

    Se considerarmos governos de esquerda os que defendem a tendência mais universalista e redistribuitiva das políticas sociais, se realmente são eles os que vêem no Estado um instrumento necessário para prover saúde e educação e seguridade social principalmente àqueles mais necessitados, Lula, Kircher, Chávez e Morales ainda têm um longo caminho pela frente.

    Leia mais

    16/01/07 América Latina – o avanço de que esquerda estamos falando?

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