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	<title>Polimidia.blog.br &#62; Comunicação na Cibercultura &#187; economia</title>
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	<description>Práticas de comunicação política e organizacional em mídias sociais</description>
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		<title>50% da classe C fez primeira compra pela internet em 2011</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 13:44:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[e-commerce]]></category>
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		<description><![CDATA[No mercado tradicional as vendas de natal teriam sido aquém das expectativas, com crescimento de apenas 5% em relação ao ano passado. Já as compras pela internet bateram novo recorde. O crescimento em relação a 2010 teria sido de 20%. Aumento nada anormal para um mercado em expansão. &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/50-da-classe-c-fez-primeira-compra-pela-internet-em-2011/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No mercado tradicional as vendas de natal teriam sido aquém das expectativas, com crescimento de apenas 5% em relação ao ano passado. Já as compras pela internet bateram novo recorde. O crescimento em relação a 2010 teria sido de 20%. Aumento nada anormal para um mercado em expansão.</p>
<p><a href="http://polimidia.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/InternetFatura2_1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1459" title="InternetFatura2_1" src="http://polimidia.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/InternetFatura2_1.jpg" alt="" width="403" height="446" /></a></p>
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<p>O volume ainda é relativamente pequeno. Corresponde a 18% do faturamento dos shopping centers. Ao longo de todo o ano de 2011, o total (recorde) não deve ter ultrapassado os R$ 18,7 bilhões (veja o gráfico). Mais significativo foi o fato de que, em 2011, nada menos que 9 milhões de brasileiros (50% são da classe C) fizeram sua primeira compra pela web.</p>
<p>Para Cristina Rother, diretora da E-bit, cresceu em 2011 o número de consumidores que antes recorriam aos crediários das grandes redes (como Casas Bahia, Magazine Luiza e Ricardo Eletro) e migraram para seus sites. Além do mesmo parcelamento, encontram lá preços quase sempre mais baixos.</p>
<p>Os segmentos online mais procurados em 2011 foram: eletrodomésticos; informática; saúde, produtos de beleza e medicamentos; livros e assinaturas de jornais e revistas; e eletrônicos. Neste ano, com novas padronizações, a área de moda e acessórios tende a se juntar a esse grupo. Uma camisa M, por exemplo, terá sempre a mesma medida, seja de qual marca for. Ou seja, provar algo antes de levar não será mais tão necessário e essas vendas devem ser alavancadas.</p>
<p>Via <a href="http://blogs.estadao.com.br/celso-ming/2012/01/02/compras-pela-internet/">Coluna do Ming/Estadão</a></p>
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		<title>É a educação e não a questão salarial o que deve mobilizar a sociedade, afirma Negri</title>
		<link>http://polimidia.blog.br/e-a-educacao-e-nao-a-questao-salarial-o-que-deve-mobilizar-a-sociedade-afirma-negri/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 17:27:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Termina hoje à tarde a edição que aconteceu na Ufes do seminário MundoVix. O evento prossegue na semana que vem na UFRJ com o foco em uma outra temática: da relação entre Metrópole, Globalização e Trabalho para as questões sobre direito autoral. Das palestras que aconteceram por Vitória, fui em algumas. Fiz algumas anotações que [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/e-a-educacao-e-nao-a-questao-salarial-o-que-deve-mobilizar-a-sociedade-afirma-negri/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Termina hoje à tarde a edição que aconteceu na Ufes do <a title="A POLÍTICA DO COMUM: Cidades, Democracia e Globalização " href="http://www.vitoria.es.gov.br/hot-sites/mundovix/index.asp#" target="_blank">seminário MundoVix</a>. O evento prossegue na <a title="ECO/UFRJ sedia em dezembro o Fórum Livre de Direito Autoral" href="http://forumdireitoautoral.pontaodaeco.org/" target="_blank">semana que vem na UFRJ</a> com o foco em uma outra temática: da relação entre Metrópole, Globalização e Trabalho para as questões sobre direito autoral.</p>
<p>Das palestras que aconteceram por Vitória, fui em algumas. Fiz algumas anotações que não ficaram tão fiéis <a title="Seminário Mundo-Vix" href="http://frossard.wordpress.com/tag/mundo-vix/" target="_blank">quanto as da Flávia</a>. Ainda assim, vou me arriscar em postar algumas coisas com ênfase para a palestra de Antonio Negri hoje pela manhã &#8211; As Instituições do Comum  na Globalização.</p>
<p><a title="Seminário traz Antonio Negri a Vitória" href="http://polimidia.blog.br/seminario-traz-a-vitoria-antonio-negri/" target="_self">Como comentei</a>, as palestras foram uma continuidade do Seminário de maio de 2007, <a title="“A fuga das fábricas, o encontro nas redes”" href="http://polimidia.blog.br/a-fuga-das-fabricas-o-encontro-nas-redes" target="_self">A Constituição do Comum</a>. A proposta do <a title="Transcrição da palestra de Antonio Negri - A Constituição do Comum" href="http://fabiomalini.files.wordpress.com/2007/03/a-constituicao-do-comum-traducao.doc" target="_self">conceito de Comum</a> seria a possibilidade de construir plataformas de entrecruzamento. Pontos de encontro. Plataforma comum de convivência. Isso não quer dizer que as pessoas tenham que ser reunidas em uma unidade de representação. Mas que sua ação cooperativa e singular possa vir a construir algo que lhes seja comum.</p>
<p>Negri dar o nome de Multidão para essas singularidades que não podem ser representadas mas podem vir a agir em torno de um comum. A produção de riqueza não teria mais sua origem nas fábricas. A metrópole estaria para a Multidão como a fábrica esteve para a classe operária. Negri aponta para uma difusão da produtividade e da criação de valor para o campo das relações sociais.</p>
<p>A fábrica e o social se informatizam e o trabalho se daria em redes que desenham a cidade de forma muito parecida com o que acontece com as redes virtuais na Internet. Exatamente por isso, o Capital passaria a buscar extrair sua valorização através de uma imersão nas relações e na produtividade social &#8211; cada vez mais espalhadas pela cidade através de redes de saber.`</p>
<p>Sem se aprofundar na questão, Negri argumentou que o capital financeiro é necessário ao desenvolvimento da humanidade &#8211; talvez uma proposição impossível de se ouvir na tal da esquerda tradicional. A questão não seria apontar o capital financeiro como intrinsicamente corrupto. O grande ponto seria saber como gerenciá-lo a partir de dentro e tirar essa separação entre as práticas do mercado e as do social.</p>
<p>De uma maneira geral, Negri critica que aqueles que costumam levantar a bandeira do social não sabem se organizar. Para ele, por exemplo, &#8221;A esquerda na Europa acabou&#8221;. Teria acabado, lá e cá, porque ter ficado presa ao passado e insistir em ler a atualidade com as mesmas lentes que Marx leu o seu tempo e lançou uma perspectiva sobre o desenvolvimento do capitalismo. A teoria marxista ainda seria válida mas ela não daria mais conta de uma interpretação política do presente.</p>
<p>De um capitalismo antes caracterizado como industrial, a proposta de pespectiva negriana é caracterizá-lo como capitalismo cognitivo. Segundo Negri, é exatamente quando essa noção de capitalismo cognitivo é aprofundada é que se pode pensar na Constituição de um Comum &#8211; por meio da qual uma dada da realidade poderia ser mudada. &#8220;Quando a produção se socializa agimos como se o salário tivesse que ser conquistado socialmente&#8221;, afirma o filósofo.</p>
<p>Para essa <em>conquista</em> acontecer, dados os atuais meio produtivos, tal como Giuseppe Cocco afirmou no Seminário passado, Negri retoma que é necessário extender a todos o direito à educação. A questão do trabalho assalariado não seria mais o mecanismo fundamental de integração social e elemento pelo qual os sindicatos deveriam se mover. A cidadania, antes talvez entendido como simples conquista salarial, não é mais o resultado a ser alcançado. A defesa é que este seria exatamente o ponto de partida para que o Comum se constitua e haja na sociedade uma mobilização produtiva. &#8220;Não nos referimos a uma produção de riquezas mas sim a de pessoas&#8221;.</p>
<p>A organização da sociedade não teria nada a ver com o modo industrial. Não existiria a mesma hierarquia virtual. As cooperações que surgem não são organizados e teriam muito a ver com o aleatório. O desafio de agora seria o de organizar capacidades de cooperação em diversos projetos.</p>
<p>Seria necessário quebrar hierarquias. Romper com o “aprisionamento do conhecimento”. Dessa forma, para Negri, é necessário construir o Comum a partir de dentro das instituições. &#8220;Fazer instituições do Comum é associado ao saber, interno à Metrópole e que ao mesmo tempo seja capaz de destruir relações desiguais&#8221;, afirma o filósofo.</p>
<p>Uma mudança social não seria partidária ou a partir de uma outra forma representacional. Para Negri é necessário, vamos dizer assim, de uma educação, de um exercício para fazer <a title="A liberdade que constitui" href="http://polimidia.blog.br/a-liberdade-que-constitui" target="_self">o que ele chama de Multidão</a> e por fim constituir algo tão central ao seu pensamento, o Comum. </p>
<p>Sobre a versão do seminário que aconteceu em 2007, acesse também</p>
<blockquote><p><a title="“A fuga das fábricas, o encontro nas redes”" href="http://polimidia.blog.br/a-fuga-das-fabricas-o-encontro-nas-redes/" target="_self"><span style="color: #333333;">21/05</span></a> &#8211; “A fuga das fábricas, o encontro nas redes”</p>
<p><a title="Internet: “O gato saiu do saco”" href="http://polimidia.blog.br/internet-o-gato-saiu-do-saco/" target="_blank"><span style="color: #333333;">24/05</span></a> &#8211; Internet: “O gato saiu do saco”</p>
<p><a title="“A televisão é controle de subjetividade”, diz filósofo" href="http://polimidia.blog.br/%e2%80%9ca-televisao-e-controle-de-subjetividade%e2%80%9d-diz-filosofo/" target="_self"><span style="color: #333333;">24/05</span></a> &#8211; “A televisão é controle da subjetividade”, diz filosófo</p>
<p><a title="“Com a economia intangível, a identidade se torna algo em construção, aberto a mudanças”, diz Antoine Rebiscoul" href="http://polimidia.blog.br/%e2%80%9ccom-a-economia-intangivel-a-identidade-se-torna-algo-em-construcao-aberto-a-mudancas%e2%80%9d-diz-antoine-rebiscoul/" target="_self"><span style="color: #333333;">24/05</span></a> &#8211; “Com a economia intangível, a identidade se torna algo em construção, aberto a mudanças”, diz Antoine Rebiscoul</p>
<p><a title="“A Internet é a utopia de que qualquer um comunica”, provoca midiativista espanhol" href="http://polimidia.blog.br/a-internet-e-a-utopia-de-que-qualquer-comunica-provoca-midiativista-espanhol/" target="_self"><span style="color: #333333;">24/05</span></a> &#8211; “A Internet é a utopia de que qualquer um comunica”, provoca midiativista espanhol</p>
<p><span style="color: #333333;"><a title="“A mudança não passa pela delegação de representação”, conclui editor da Le Diplomatique" href="http://polimidia.blog.br/a-mudanca-nao-passa-pela-delegacao-de-representacao-conclui-editor-da-le-diplomatique/" target="_self">25/05</a></span> &#8211; “A mudança não passa pela delegação de representação”, conclui editor da Le Diplomatique</p>
<p><a title="Seminário “Cultura e Conflitos no Capitalismo Contemporâneo” via internet" href="http://polimidia.blog.br/seminario-cultura-e-conflitos-no-capitalismo-contemporaneo-via-internet/" target="_self"><span style="color: #333333;">25/05</span></a> &#8211; Seminário “Cultura e Conflitos no Capitalismo Contemporâneo” via internet</p>
<p><a title="A produção do imaterial na cidade" href="http://polimidia.blog.br/a-producao-do-imaterial-na-cidade" target="_self">12/06</a> &#8211; A produção do imaterial na cidade</p></blockquote>
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		<title>Seminário traz Antonio Negri a Vitória</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 17:40:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
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		<description><![CDATA[A Universidade Federal do Espírito Santo vai sediar em dezembro o seminário &#8220;Mundo-Vix: A política do comum: Cidades, Democracia e Globalização&#8221;. Pelo tema das palestras, o encontro de agora tem muito a ver com o que aconteceu em maio de 2007 na Estação Porto, &#8220;A Constituição do Comum: Comunicação e Cultura na Cidade&#8221;. A diferença é que o foco [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/seminario-traz-a-vitoria-antonio-negri/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://polimidia.blog.br/wp-content/uploads/2008/11/image003.jpg" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-896 alignleft" style="margin: 3px 6px;" title="image003" src="http://polimidia.blog.br/wp-content/uploads/2008/11/image003-210x300.jpg" alt="" width="188" height="287" /></a>A Universidade Federal do Espírito Santo vai sediar em dezembro o seminário &#8220;Mundo-Vix: A política do comum: Cidades, Democracia e Globalização&#8221;. Pelo tema das palestras, o encontro de agora tem muito a ver com o que <a href="http://polimidia.blog.br/a-fuga-das-fabricas-o-encontro-nas-redes" target="_self">aconteceu em maio de 2007</a> na Estação Porto, &#8220;A Constituição do Comum: Comunicação e Cultura na Cidade&#8221;.</p>
<p>A diferença é que o foco passa da produção cultural para, mais diretamente, as relações de trabalho e políticas. Além disso, desta vez, o filósofo que traz embasamento teórico para ambos os seminários, Antonio Negri, estará no último dia de debates. Michael Hardt, co-autor de <a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;q=imp%C3%A9rio+%22antonio+negri%22++%22Michael+Hardt%22&amp;meta=" target="_blank">Império</a> com Negri, também estará presente.</p>
<p>Uma das teses que direcionam o seminário é o que é caracterizado como &#8221;crise terminal do neoliberalismo e o horizonte de incertezas que se abre.&#8221;</p>
<p>Nessa direção, o tema da mesa de Negri será &#8220;As Instituições do Comum na Globalização&#8221;, onde será discutido a experiência dos governos de esquerda na América Latina em um horizonte enxergado como &#8220;não apenas pós-neoliberal, mas também pós-capitalista.&#8221;. O filósofo tem formação marxista e são recorrentes suas citações a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Michel_Foucault" target="_blank">Foucault</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maquiavel" target="_blank">Maquiavel </a>e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bento_de_Espinosa" target="_blank">Espinosa</a>.</p>
<p>A cobertura do evento será feita pelo pessoal do Laboratório de Internet e Cultura (Labic) da universidade através do <a title="Blogue MundoVix" href="http://mundovix.wordpress.com" target="_blank">blogue MundoVix</a>.</p>
<p>Programação:<span id="more-894"></span></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Dia 10<br />
</strong></span><br />
<strong>15h. Abertura Oficial – Auditório Manoel Vereza – CCJE/UFES<br />
</strong><br />
<strong>A Política do Comum: Cidades, Democracia e Trabalho. </strong>A proposta do Seminário Mundo Vix é de pensar os desafios globais a partir de uma realidade municipal e, vice versa, pensar o governo municipal a partir desses desafios globais. O desafio é exaltado pela crise terminal do neoliberalismo e o horizonte de incertezas que se abre. A transformação da crise implica na inovação política da discussão sobre as novas dimensões do trabalho, as lutas e as instituições do comum.</p>
<p>João Coser – Prefeito Municipal de Vitória-ES<br />
Rubens Rasseli – Reitor da UFES</p>
<p>Giuseppe Cocco, UFRJ<br />
Fábio Malini, UFES</p>
<p><strong>16h às 19h – Auditório Manoel Vereza &#8211; CCJE</strong></p>
<p><strong>O trabalho da metrópole: redes de cooperação e precariedade. </strong>Se o modo de regulação neoliberal do regime de acumulação  que caracteriza o capitalismo cognitivo acaba de desmoronar,  as transformações estruturais do trabalho que o caracterizam são irreversíveis. Elas dizem respeito à difusão social nas redes metropolitanas de um trabalho que implica na produção  de formas de vida por meio de formas de vida e em um regime  de controle que passa pela sua sistemática precarização.</p>
<p>Yann Moulier Boutang: Universidade Tecnológica de Compiègne(França)<br />
Paulo Henrique de Almeida: – UFBa</p>
<p>Debatedor: Giuseppe Cocco – Universidade Nômade e UFRJ<br />
Moderação: Vinicius Wu – Chefe de Gabinete da Secretaria de Reforma do Judiciário.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Dia 11</span></strong></p>
<p><strong>10h às 13h &#8211; Auditório Manoel Vereza &#8211; CCJE</strong></p>
<p><strong>Novos governos e movimentos na América Latina</strong>. A América do Sul é atravessada por um ciclo político incomparavelmente aberto aos processos de democratização. Em praticamente todos os países encontramos experiências de governo que são a expressão, pelo menos parcial, da critica social ao neoliberalismo e representam tentativas inovadoras de equacionar o quebra-cabeça da exclusão social e o do crescimento econômico. O que as primeiras edições do Fórum Social Mundial afirmavam com força como horizonte aberto de possibilidades aparece hoje em dia como um terreno concreto de inovação política e institucional. Outros mundos são possíveis e essa potencialidade está sendo experimentada na América Latina.</p>
<p>Raul Prada – Grupo Comuna &#8211; Bolívia<br />
César Altamira – Universidade Nômade – Argentina<br />
Oscar Vega – Grupo Comuna- Bolívia</p>
<p>Debatedor: Alexandre Mendes – Universidade Nômade &#8211; UERJ<br />
Moderador: Henrique Antoun &#8211; ECO/UFRJ</p>
<p>PAUSA ALMOÇO</p>
<p><strong>14h30 às 17h30 -  Auditório Manoel Vereza &#8211; CCJE<br />
</strong><br />
<strong>O devir-Mundo do Brasil: Mestiçagem, migrações, racismo</strong>. Os temas do combate ao racismo, das migrações e da mestiçagem atravessam os movimentos e marcam novos tipos de conflitos dentro da globalização. Nos Estados Unidos, o movimento dos migrantes ilegais constituiu um dos elementos mais importantes das lutas depois de Seattle, em 1999. A revolta das periferias na França mostrou que o centro é atravessado pelos movimentos da periferia. Nesse novo contexto, o Brasil– com suas dinâmicas mestiças &#8211; pode constituir-se em um terreno de inovação social e política.</p>
<p>Giuseppe Cocco –UFRJ<br />
Alexandre do Nascimento – Universidade Nômade, Pré Vestibular para Negros e Carentes / RJ<br />
Leonora Corsini – Universidade Nômade</p>
<p>Debatedor: Ivana Bentes – UFRJ<br />
Moderação : Caia Fittipaldi – Universidade Nômade</p>
<p><strong>18h30 &#8211; Auditório Manoel Vereza &#8211; CCJE</strong></p>
<p><strong>Conferência 2 : A Metrópole e o Comum</strong>. No capitalismo contemporâneo, o novo espaço produtivo é a metrópole e suas redes de trabalho difuso. As dinâmicas metropolitanas misturam produção e reprodução e tem em seu cerne a constituição de formas de vida. A Cidade se constitui, nesse sentido, no terreno privilegiado para pensar a relação nova entre lutas e produção, as condições materiais da construção de um Comum que permita aos fragmentos de se recompor em redes de cooperação, de &#8220;fazer multidão&#8221;.</p>
<p>Michael Hardt – Universidade de Duke – Estados Unidos<br />
Joaquin Herrera Flores – Universidad Pablo Olavide, Sevilla &#8211; Espanha</p>
<p>Debatedor: Gerardo Silva – UFRJ</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Dia 12<br />
</span></strong><br />
<strong>10h às 13h – TEATRO UNIVERSITÁRIO<br />
</strong><br />
<strong>As Instituições do Comum na Globalização</strong>. A América do Sul é o teatro de um ciclo político virtuoso e diversificado que deu materialidade à palavra de ordem do Fórum Social Mundial de Porto Alegre: &#8220;um outro mundo é possível&#8221; ! A partir de uma grande diversidade de experiências de movimento e governo, as esquerdas sul-americanas se aventuraram na experimentação institucional de radicalização democrática e na reabertura do debate sobre um horizonte não apenas pós-neoliberal, mas também pós-capitalista.</p>
<p>Antonio Negri – Filósofo – Universidade Nômade – Itália<br />
Álvaro Linera – Vice-Presidente da Bolívia</p>
<p>Moderação : Alberto Kopittke : Assessor Parlamentar</p>
<p>PAUSA ALMOÇO</p>
<p><strong>15h – &#8211; Auditório Manoel Vereza &#8211; CCJE</strong></p>
<p><strong>A Crise Financeira Global</strong>. Crise do capitalismo financeiro ou crise do capitalismo contemporâneo tout court? De maneira paradoxal, as teses que separam o capitalismo em duas dimensões, uma que seria &#8220;real&#8221; diante de uma que seria &#8220;fictícia&#8221; encontram dificuldades a apreender a crise atual. É a economia como um todo que é abalada e o que está em crise é o regime de acumulação, quer dizer de exploração, de um capitalismo que se valoriza pela captura das formas de vida.</p>
<p>Christian Marazzi – Scuola Professionale &#8211; Suíça<br />
Debatedor: Antonio Martins – Le Monde Diplomatique</p>
<p><strong>Entrada</strong>: O evento é gratuito e aberto ao público</p>
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		<title>Sociedade sem jornalismo por um dia</title>
		<link>http://polimidia.blog.br/sociedade-em-jornalismo-por-um-dia/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 20:41:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[ufes]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguém hoje teve a mesma curiosidade que eu tive lá por 2005: Como seria a sociedade sem jornalismo? Pra ser mais exato a pesquisa foi por “como seria a sociedade em o jornalista”. Segue o resultado do que dois pesquisadores de comunicação me retornaram por email Eduardo Meditsch, doutor em comunicação pela Universidade Nova de Lisboa [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/sociedade-em-jornalismo-por-um-dia/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguém hoje teve a mesma curiosidade que eu <a href="http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2005/10/06/e-se-o-jornalismo-parasse/">tive lá por 2005</a>: Como seria a sociedade sem jornalismo? Pra ser mais exato a pesquisa foi por “<em>como seria a sociedade em o jornalista”.</em></p>
<p><img src="http://bp1.blogger.com/_UKEA8ntsS40/R9GjHrHcwQI/AAAAAAAAAGk/DzrMXy8UUh0/s400/jornalismo.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p>Segue o resultado do que dois pesquisadores de comunicação me retornaram por email</p>
<p>Eduardo Meditsch, doutor em comunicação pela Universidade Nova de Lisboa</p>
<blockquote><p>Creio que se só os jornais impressos parassem, não haveria um grande transtorno, pois a sociedade está encontrando outros meios de se informar. As tiragens dos impressos tem caído cinco por cento ao ano, e nem por isso a sociedade se abala isso porque têm o rádio, a Tv e a internet. No recente crack da Argentina, os jornais quase pararam de vender, mas a audiência do rádio explodiu. O problema é se tivéssemos uma greve dos jornalistas de todos os meios, ou seja, se a sociedade passasse alguns dias sem o jornalismo. Provavelmente viveríamos uma sensação de grande insegurança, a boataria seria incontrolável, e as instituições ficariam ameaçadas. Mas se a greve se prolongasse surgiriam novas formas de informação, quer a partir de empreendedores oportunistas, quer através dos movimentos sociais e das próprias instituições (as habituais fontes jornalísticas), que desenvolveriam formas de se comunicar diretamente com a população. E aí, o jornalismo é que teria que provar a sua necessidade e reencontrar o seu espaço, provavelmente exercendo o seu papel com mais qualidade do que tem feito hoje.</p></blockquote>
<p>Leticia da Costa, doutoranda, na época, em comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo</p>
<blockquote><p>Trata-se de um assunto um tanto complexo, mas vamos lá: como já sentenciou o prof. José Marques de Melo, a comunicação é a base da vida em sociedade. Na atualidade, essa afirmação tem ainda mais sentido: a “informação” é a principal “moeda” de todos os sistemas sociais. Imagina, por exemplo, que a Embraer feche um contrado de x milhões de dólares e isso não é comunicado ao mercado? O que aconteceria com as bolsas, que são movimentadas por informações e especulações? Um caos total! Decisões políticas importantes, que igualmente não fossem comunicadas? Isso eclodiria uma reação em cadeia, causando sérios prejuízos em âmbito internacional (já que estamos ligados à imensa corrente da chamada globalização).Não. Não podemos viver sem informação, sem o trabalho do jornalismo diário… hoje. Digo mais, sem o jornalismo online, em tempo real. A sociedade caminha juntamente com os avanços na área da comunicação e os sistemas de comunicação se desenvolvem de acordo com as demandas da sociedade. Ambas fazem parte de uma mesma engrenagem: se uma parar, a outra fatalmente deixa de existir.</p></blockquote>
<p>E o que vc acha?</p>
<p>Ezequiel Vieira</p>
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		<title>Calma, Fidel ainda tá na ante-sala</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 19:52:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[mundo afora]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[A idéia era fazer um texto próprio, decente, sobre o afastamento oficial de Fidel do poder de Cuba, no entanto, meio sem tempo pra pensar nisso agora, não seria difícil que o texto acumulasse um amoltoado de lugares-comuns. Também acho cedo de mais pra avaliar algum cenário pós-Fidel: todos sabem da abrangência de minha futurologia [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/calma-fidel-ainda-ta-na-ante-sala/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A idéia era fazer um texto próprio, decente, sobre o afastamento oficial de Fidel do poder de Cuba, no entanto, meio sem tempo pra pensar nisso agora, não seria difícil que o texto acumulasse um amoltoado de lugares-comuns. Também acho cedo de mais pra avaliar algum cenário pós-Fidel: <a href="http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2007/12/16/minhas-previsoes-para-2008/">todos sabem da abrangência de minha futurologia</a> e Fidel, ainda, tá vivo.<br />
Mas pra não deixar passar sem nenhum byte publicado, segue trecho da <a href="http://blogdoalon.blogspot.com/2008/02/transio-cubana2002.html">postagem do Alon</a> &#8211; Nós e transição em Cuba:</p>
<blockquote><p>O bloqueio americano contra Havana nada tem a ver com a democracia. Fosse assim, os Estados Unidos romperiam relações diplomáticas coma China Popular e decretariam um bloqueio econômico ao país asiático. O problema é que sem a China a financiar a gastança americana os Estados Unidos teriam mais dificuldades ainda para se manter como a única superpotência militar do planeta. Na falta de coragem para confrontar os chineses, Washington contenta-se em ficar arrumando confusão com Hugo Chávez. Greta Garbo, quem diria?, acabou no Irajá. Aliás, tenho uma sugestão aos papagaios nativos. Peçam o boicote brasileiro à Olimpíada de Pequim (eu não consido chamar de Beijing) e o isolamento da China até que os chineses se rendam ao Ocidente.</p></blockquote>
<p>Em fase em que o blog tá num fluxo mais de assuntos de publicidade do que políticos também não poderia deixar passar <a href="http://casadogalo.com/hay-que-endurecerse-pero-sin-perder-la-ternura-jams/">a postagem</a> do publicitário Casa do Galo &#8211; a imagem é de lá:</p>
<p><img src="http://casadogalo.com/wp-content/uploads/windowslivewriterhayqueendurecerseperosinperderlaternuraj-73a3socialismo-fidel-castro-hugo-chaves-3.jpg" alt="" width="460" height="262" /></p>
<blockquote><p>Ainda no começo da década de 90 a <a href="http://www.unb.br/ceam/nescuba/artigos/pano113.htm">publicidade cubana</a> como um todo sofreu uma pequena abertura. Grandes empresas estrangeiras possuem anúncios em alguns meios, mesmo sendo fonte de muitas críticas por parte de alguns cubanos, que alegam ser antiético anunciar produtos que a população local não teria condições de comprar. É quase uma contravenção social, afinal, o povo cubano em geral é muito pobre (mesmo o seu ex-presidente sendo um <a href="http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200605051100_AEB_29340029">homem mais rico que a rainha da Inglaterra</a>). Lá existe até um sindicato dos propagandistas, o que mostra uma boa evolução neste sentido.</p></blockquote>
<p>Ezequiel Vieira</p>
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		<title>Pesquisas e a pintura da realidade ao sabor do que se crê</title>
		<link>http://polimidia.blog.br/pesquisas-e-a-pintura-da-realidade-ao-sabor-do-que-se-cre/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Feb 2008 18:27:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[ufes]]></category>

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		<description><![CDATA[Tecnologia sozinha não faz política! Vai saber se alguém chegou a mudar a proposta de tcc com medo de que alguém roubasse a idéia. Mas teve quem se sentiria mais a vontade se a conversa de orientação com a professora fosse bem ao pé de ouvido. Se possível, com hora individual marcada. O que tinha de [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/pesquisas-e-a-pintura-da-realidade-ao-sabor-do-que-se-cre/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #800000;">Tecnologia sozinha não faz política!</span></p>
<p>Vai saber se alguém chegou a mudar a proposta de tcc com medo de que alguém roubasse a idéia. Mas teve quem se sentiria mais a vontade se a conversa de orientação com a professora fosse bem ao pé de ouvido. Se possível, com hora individual marcada. O que tinha de mais interessante na massante aula de Métodos e Técnicas de Pesquisa em Comunicação, vulgo pré-tcc, era todo o cuidado quando era apresentado o que se pretendia estudar.</p>
<p>No primeiro dia de aula ao ritual de cada um dizer seus os nomes se somou a apresentação da idéia de projeto que eventualmente alguém já tivesse: todos tinham nome… mas qualquer criança de dois anos saberia contar quantos vinham com um tema já definido. No final do período veio a pergunta:</p>
<p>- Tem mesmo que apresentar, professora?</p>
<p>- Tem sim. Vale nota.</p>
<p>O resultado foi que fiquei sabendo em primeira mão as intenções de pesquisa na Ufes para este 2008/1:</p>
<p><em>Projeto de criação de uma agência de comunicação; plano de comunicação para um negócio da família; alguma coisa sobre como a imprensa trata da prostituição; o quanto as assessorias de mercado imobiliário pautam o jornalismo; a defesa da tese de que a comunicação interna das empresas ainda é deficiente; a evolução do reposicionamento de imagem de Lula ao longo de suas candidaturas; a evolução do desing de capa da revista Rolling Stone; o jornalismo cultural 2.0 </em>etc etc.</p>
<p>Um levantamento iria mostrar um grande aumento de estudos relacionados à internet, apesar de que neste semestre não parecem ser tantos quantos foram no período passado. O que mais me chamou atenção mesmo é um projeto de uma colega que pretende avaliar se o ambiente digital pode ser suporte de ação para os movimentos sociais &#8211; bem na lógica binária do tudo ou nada pelo o que entendi.</p>
<p>Acontece que ela não tem uma <em>tese</em> que pode vir ou não a ser comprovada pela pesquisa. A colega <em>tem um fato</em> sobre o qual ela vai escrever. A tese/fato é cheia de problemas e de convicções que querem virar dado da realidade assim como dois e dois são quatro, o Brasil é pentacampeão mundial e Lula é o atual presidente brasileiro. Existe a crença de que a internet não pode ser usada como meio de mobilização política. A evidência mais gritante seria vista pelo o que as pessoas mais acessariam: sexo, sites de relacionamento, programas de bate-papo, entreterimento a não mais querer etc.</p>
<blockquote><p><a href="http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2006/05/04/o-ativismo-na-internet-brasileira-consegue-se-concretizar-ii/">04/05/06</a> &#8211; É possível sim organizar movimentos pela internet. Estive presente em um Congresso no Rio semana passada e pude ouvir uma palestrante falando exatamente sobre isso.</p></blockquote>
<p>Minha grande pergunta é/foi: Mas foi a internet quem trouxe essa tal massa alienada? A partir de que momento a intensidade do envolvimento político, tal como a projeto de pesquisa parece idealizar, foi satisfatória o bastante a ponto de que um possível retorno a essa tal realidade pudesse resgatar o presente de sua fragilidade a ser robustecida e ilustrada politicamente? Não sei se o autor vai constar na bibliografia da pesquisa mas <a href="http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2008/01/07/a-internet-desafia-legitimidades-aponta-castells/">Manuel Castells é insistente ao afirmar</a> que a internet não reinventa a roda; ela desenvolve e potencializa aquilo que a a sociedade já tem.</p>
<blockquote><p><a href="http://polimidia.wordpress.com/2007/06/01/da-logica-da-centralidade-a-politica-em-redes/">01/06/07</a> &#8211; É inegável que “a luta reacendeu com uma força fantástica com o advento da internet”.</p>
<p>A digitalização traz uma matriz distribuída. Um novo paradigma que se caracteriza pela horizontabilidade cooperativa”. Descobrir novas formas de narrativas e de se fazer política se faz necessário. Os modelos anteriores parecem esgotados.</p></blockquote>
<p>Uma evidência mais metodicamente encontrada sobre a alienação que a técnica promoveria seriam os dados de uma pesquisa feita com líderes comunitários de Vitória. A própria colega buscou saber o quanto de aglutinação em rede esses líderes promovem. A começar que o próprio uso de telefone parece ser luxo &#8211; <a href="http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2007/08/08/estatal-ou-privado-o-capital-nao-contempla-a-sociedade-afirma-buarque/">luxo que até minha vó tem</a>, ela que mora no distrito de Timbuí do modesto município de Fundão.  Email, computador próprio, acesso à internet parecem ser coisas mais do que restritas ao mundo <em>daselite</em>.</p>
<p>O problema desse tipo de pesquisa é que ela pinta a realidade ao sabor daquilo que já se tem como crença e/ou fato &#8211; o que acaba por sumariamente eliminar os dados que possam apontar outra coisa. Na verdade<strong> a questão é outra</strong>.</p>
<p>Esse tipo de pensamento que tanto costuma dizer que busca inspiração em <a href="http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=2324&amp;Itemid=25">Milton Santos</a> deve ter feitos sim uma ampla leitura daquilo que ele escreveu. Da mesma forma que ouço gente dizer que é marxista sem nunca ter passado da orelha de <a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;q=%22O+Capital%22&amp;meta=">O Capital</a>. “Pelo menos tenho ideologia”, dizem. Sim. Ideologia ingênua e incompente do “ouvi dizer”. Também ouvir dizer que era verso bílblico algo como de “mil passarás mas de dois mil não passarás”. Mal e porcamente li a bíblia três vezes e nunca achei tal profecia que errou em pelo menos oito anos…</p>
<p>Milton Santos faz sim uma contundente crítica à globalização, que ele caracteriza como uma tirania da informação e do dinheiro que promovem exclusão e desencadeiam violências sistêmicas. Mas ele tá longe de atribuir à técnica em si a determinação para qualquer tipo, ou para qualquer escala, de ação política.</p>
<blockquote><p><a href="http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2007/05/21/a-fuga-das-fabricas-o-encontro-nas-redes/">21/05/07 </a>- A fala de Giuseppe se encerra com uma questão em aberto e ao mesmo tempo retórica. De que forma se pode fazer com que a sociedade seja cidadã, e por fim produtiva, se de forma maciça ela não tem acesso aos <strong>meios de produção</strong> para fazer circular o seu trabalho na lógica de redes, uma vez que &#8211; como tanto frisa <a href="http://polimidia.wordpress.com/2007/05/15/a-passividade-e-determinacao-tecnica-ou-escolha-humana/">Vilches</a> com boa dose de ceticismo &#8211; a internet traz uma técnica com grande horizontabilidade e potencial democrático, mas a <strong>intenção política </strong>é pré-requisito espinhal para que essa <strong>virtualidade</strong> democrática se materialize (ou se <strong>atualize</strong> &#8211; para se opor ao conceito de virtual).</p></blockquote>
<p>Para o bem ou para o mal é o mesmo Milton Santos quem escreve que “é o homem quem fabrica a natureza, ou lhe atribui valor e sentido, por meio de suas ações já realizadas, em curso ou meramente realizadas.”</p>
<p>Ou seja, <span style="color: #800000;">Tec-no-lo-gi-a so-zi-nha não faz po-lí-ti-ca</span>.</p>
<p>A grande questão é a ser problematizada é saber por que, uma vez podendo, esses tais líderes comunitários não usam as novas tecnologias como novo suporte de ação. Nesse contexto a entrevista <a href="http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2007/09/25/muitas-possibilidades-de-acao-mas-pouca-vontade-de-agir/">publicada em setembro</a> passado cai como uma luva &#8211; “Temos muitas possibilidades, mas pouca vontade de agir”.</p>
<blockquote><p><strong>3. <em>Até que ponto as TICs [teconogias de comunicação e informação] vem sendo usadas pelos movimentos sociais como instrumento de mobilização política? Quais os principais avanços e desafios podem ser identificados?</em></strong></p>
<p><!-- D(["mb","  \u003cdiv\&amp;gt;Creio que as TICs sejam potencialmente revolucionárias na capacidade de dispor conteúdos para além da pauta hegemônica, conectar pessoas mundo afora, reforçar comunidades, contradizer &quot;verdades&quot;, articular movimentos etc. Mas acho que vivemos um paradoxo: temos muitas possibilidades de ação, mas pouca vontade de agir. Parece-me que falta projeto de transformação maioria capaz de mobilizar. Vive-se um desencanto com a política de verdade, aquela, nas palavras de Milton Santos, capaz de pensar as mudanças e criar as condições de torná-las efetivas. Esse déficit gera a pauta da &quot;política da vida&quot; (Bauman), em que a nossa agenda é sobreviver, cuidar do próprio destino, como se fosse possível estar insulado num oceano de problemas coletivos. De qualquer maneira, toda revolução só se faz\n por processo e por educação. Ter tecnologias que somam e potencializam esse projeto já é algo a se destacar. Ter movimentos sociais e articulações várias usufruindo dessas tecnologias é um bom sinal. É mostra de que em uma realidade hegemônica renovada em suas estratégias, novos caminhos contra-hegemônicos se estabelecem.\u003c/div\&amp;gt;  \u003cdiv\&amp;gt; \u003c/div\&amp;gt;  \u003cdiv\&amp;gt;4. Qual papel o e-gov pode ter na prática da &quot;Constituição do Comum&quot; e, em que medida, isso vem acontecendo de fato?\u003c/div\&amp;gt;  \u003cdiv\&amp;gt; \u003c/div\&amp;gt;  \u003cdiv\&amp;gt;O e-gov é a porção digital da ação político-governamental, evidenciada, no mais das vezes, pelos portais públicos. Infelizmente, usam-se novas tecnologias para reproduzir velhos paradigmas de clientelismo e propagandismo político-eleitoreiro, somado a novidades como cidadãos-clientes, criadas pelo ideário neoliberal. A sociedade civil ainda não observa as possibilidades das TICs para reconstruir a relação sociedade-governo. Enquanto isso, o conservadorismo vai fazendo\n cultura de governança eletrônica para manter o status quo.\u003c/div\&amp;gt;\u003cp\&amp;gt; \n\n\n      Flickr agora em português. Você clica, todo mundo vê. \u003ca href\u003d\"http://br.rd.yahoo.com/mail/taglines/flickr/*http://www.flickr.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&amp;gt;",1] );  //-->Creio que as TICs sejam potencialmente revolucionárias na capacidade de dispor conteúdos para além da pauta hegemônica, conectar pessoas mundo afora, reforçar comunidades, contradizer “verdades”, articular movimentos etc. <strong>Mas acho que vivemos um paradoxo: temos muitas possibilidades de ação, mas pouca vontade de agir</strong>. Parece-me que falta projeto de transformação capaz de mobilizar a maioria. Vive-se um desencanto com a política de verdade, aquela, nas palavras de <a href="http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=2324&amp;Itemid=25">Milton Santos</a>, capaz de pensar as mudanças e criar as condições de torná-las efetivas.</p>
<p>Esse déficit gera a pauta da “política da vida” (<a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=58721">Bauman</a>), em que a nossa agenda é sobreviver, cuidar do próprio destino, como se fosse possível estar insulado num oceano de problemas coletivos. De qualquer maneira, toda revolução só se faz por processo e por educação. Ter tecnologias que somam e potencializam esse projeto já é algo a se destacar. Ter movimentos sociais e articulações várias usufruindo dessas tecnologias é um bom sinal. É mostra de que em uma realidade hegemônica renovada em suas estratégias, novos caminhos contra-hegemônicos se estabelecem.</p></blockquote>
<p>O grande lamento a ser feito, ou melhor, o grande ponto a ser problematizado e superado é essa política míope que ainda carrega no andar o peso e o tilintar do maquinário e o cheiro da oleosidade industrial.</p>
<blockquote><p><a href="http://polimidia.wordpress.com/2007/05/25/a-mudanca-nao-passa-pela-delegacao-de-representacao-conclui-editor-da-le-diplomatique/">25/05/07</a> &#8211; Uma outra <strong>mudança estrutural</strong> do modo de se fazer política seria desencadeada a partir dos <strong>movimentos zapatistas, de Seatle e fóruns sociais mundiais</strong> &#8211; <a href="http://2007mayday.wordpress.com/2007/04/02/auto-organizacao-da-inteligencia-coletiva-global-uma-estrategia-para-o-movimento-pos-seattle-genova-por-franco-berardi-bifo/"><span style="color: #333333;">ver texto</span></a> ‘Auto-Organização da Inteligência Coletiva Global &#8211; Uma estratégia para o movimento pós-Seattle-Gênova por Franco Berardi (Bifo)”.</p></blockquote>
<p>Ainda no que Milton Santos escreveu</p>
<p><em>“Os sistemas técnicos de que se valem os atuais atores hegemônicos estão sendo utilizados para reduzir o escopo da vida humana sobre o planeta. No entanto, jamais houve na história sistemas tão propícios a facilitar a vida e a proporcionar a felicidade dos homens. <strong>A materialidade de que o mundo da globalização está recriando permite um uso radicalmente diferente daquele que era a base da industrialização e do imperialismo</strong>.</em></p>
<p><em>A técnica das máquinas exigia investimentos maciços, seguindo-se a necessidade e a concentração dos capitais e do próprio sistema técnico. <strong>Daí a inflexibilidade física e moral das operações</strong>, levando a um uso limitado, direcionado, da inteligência e da criatividade. Já o computador, símbolo das técnicas de informação, reclama capitais fixos relativamente pequenos, enquanto <strong>seu uso é mais dependente da inteligência</strong>. O investimento necessário pode ser fragmentado e torna-se possível sua adaptação aos mais diversos meios” &#8211; </em>grifos meus.</p>
<blockquote><p><a href="http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2007/05/09/vitoria-sedia-seminario-internacional-a-constituicao-do-comum/">09/05/07</a> &#8211; A luta política hoje não se fará entre entre direita e esquerda, mas entre quem vê televisão sem uma resposta e quem adere a Net com uma informação muito mais completa e que todos podem gerir e alimentar &#8211; <a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;q=%22Derrick+de+Kerckhove%22&amp;btnG=Pesquisa+Google&amp;meta=lr%3Dlang_pt">Derrick de Kerckhove</a>.</p></blockquote>
<p>Ezequiel Vieira</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Google X Microsoft e a hipocrisia na disputa pelo Yahoo!</title>
		<link>http://polimidia.blog.br/google-x-microsoft-e-a-hipocrisia-na-disputa-pelo-yahoo/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Feb 2008 19:20:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>

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		<description><![CDATA[Update &#8211; 12/02. Nunca encontrei tantas notícias de fusões e aberturas de capital quanto agora. Isso pode ser porque agora minha atenção está voltada para esse assunto. Mas também essa monopolização de mercados cada qual na sua área de atuação possa indicar a intensificação de uma mudança que passou de um mero flerte à alguma [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/google-x-microsoft-e-a-hipocrisia-na-disputa-pelo-yahoo/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Update &#8211; 12/02. Nunca encontrei tantas notícias de fusões e aberturas de capital quanto agora. Isso pode ser porque agora minha atenção está voltada para esse assunto. Mas também essa monopolização de mercados cada qual na sua área de atuação possa indicar a intensificação de uma mudança que passou de um mero flerte à alguma coisa mais intensa e <em>estável</em> &#8211; palavra em extinção num cenário sempre caracterizado como volátil. Daqui a duas semanas publico uma postagem sobre esse tema de fusões &#8211; no lugar de crescerem o que de fato acontece é que as empresas estão encolhendo.</p>
<p>Mas o que de fato interessa neste post é sobre a compra do Yahoo! pela Microsoft. Por ora, o <a href="http://alt1040.com/2008/02/yahoo-rechaza-la-oferta-de-microsoft/">Yahoo! rejeitou a oferta</a>. <a href="http://alt1040.com/2008/02/google-vs-microsoft/">Eduardo Largos aponta</a> nesse cenário a briga entre o roto e o esfarrapado &#8211; ou, biblicamnete, entre quem tem a trave no olho e ainda assim insiste em encarar o cisco no olho do outro.</p>
<p>Largos comenta que o Yahoo! tá meio como espectador no que na verdade “<em>poco a poco está mutando para convertirse en una extraña batalla entre</em> <em><strong>Google vs. Microsoft</strong> con un intercambio de declaraciones oficiales y un “pequeño” <strong>Yahoo!</strong> que queda en el medio</em>“.</p>
<p>Nesse brincadeira toda de quem não somente péga, mas se casa primeiro, a auto-estima do Yahoo! vai indo muito bem. As ações da empresa voltaram a subir verticalmente mês passado depois de um 2007 recatado e das projeções para um 2008 pouco promissor &#8211; as ações da Microsoft estão em queda. Aliás, <a href="http://www.google.com/trends?q=yahoo%2C+microsoft%2C+google&amp;ctab=0&amp;geo=BR&amp;date=2008-1&amp;sort=0">segundo o Google Trends</a>, a Microsoft tem despertado pouco interesse nas pesquisas feitas pelos internautas: no mês de janeiro a empresa contou com uma estabilidade linear enquanto o Google e o Yahoo ficaram trocando de posições.</p>
<ul>
<li>Eis algumas picuínhas cínicas</li>
</ul>
<p>- O Google acusou a Microsoft de querer formar um monopólio</p>
<p>- A Microsoft teria devolvido dizendo que não é ela quem domina 75 das buscas patrocinadas “el 65% del mercado de búsquedas en Estados Unidos y 85% en Europa.”</p>
<p>- O pouco inocente Yahoo! agora estaria disposto a reconsiderar uma aliança proposta pelo Google meses atrás.</p>
<p>Via <a href="http://alt1040.com/2008/02/yahoo-rechaza-la-oferta-de-microsoft/">ALT1040</a></p>
<p>Ezequiel Vieira</p>
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		<title>Novas formas de produtividade no “Comunismo das Redes”</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jan 2008 16:12:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
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		<description><![CDATA[Os atuais estatutos de trabalho estão cada vez mais precarizados. Em março passado o professor de jornalismo digital daqui da Ufes, Fábio Malini, defendeu sua tese de doutorado na Federal do Rio de Janeiro &#8211; O Comunismo das Redes. Sistema midiático p2p, colaboração em rede e novas políticas  de comunicação na Internet (pdf). A defesa fundamental da [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/novas-formas-de-produtividade-no-comunismo-das-redes/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Os atuais estatutos de trabalho estão cada vez mais precarizados.</em></p>
<p>Em março passado o professor de jornalismo digital daqui da Ufes, <a href="http://fabiomalini.wordpress.com/">Fábio Malini</a>, defendeu sua tese de doutorado na Federal do Rio de Janeiro &#8211; O Comunismo das Redes. Sistema midiático p2p, colaboração em rede e novas políticas  de comunicação na Internet (<a href="http://fabiomalini.files.wordpress.com/2007/12/tese-final.pdf">pdf</a>).</p>
<p>A defesa fundamental da tese vem de uma citação de <a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;q=%22Derrick+de+Kerckhove%22&amp;btnG=Pesquisa+Google&amp;meta=lr%3Dlang_pt">Derrick de Kerckhove</a> para quem a luta política hoje não se fará entre entre direita e esquerda, mas entre quem vê televisão sem uma resposta e quem adere a Net com uma informação muito mais completa e que todos podem gerir e alimentar.</p>
<p>Acesse mais <a href="http://polimidia.wordpress.com/2007/05/21/a-fuga-das-fabricas-o-encontro-nas-redes/">na postagem</a> “A fuga das fábricas, o encontro nas redes”. Eis um trecho</p>
<blockquote><p>A empresa, e não mais a fábrica, se moderniza e se modifica em uma <strong>dinâmica de redes</strong>. Se a <strong>questão do trabalho assalariado</strong> não é mais mecanismo fundamental de integração social, Cocco destaca que temos de pensar então esse mesmo elemento como ponto de partida para que uma lógica de inclusão se estabeleça. “A cidadania não é mais o resultado a ser alcançado, mas o ponto de partida para que <strong>o comum</strong> se constitua e haja na sociedade uma mobilização produtiva”.</p>
<p align="left"><span style="color: #ff9900;">O que fazer? A democratização para o crescimento e o crescimento para algo</span></p>
<p align="left">A constituição da cidadania seria a <strong>condição pressuposta</strong> para uma política econômica que, digamos assim, esteja de acordo com a lógica de produtividade de riqueza hoje. Isso parte da constatação, um tanto óbvia a partir da discussão feita no seminário, de que “<em>desenvolvimento econômico que não debater a </em><strong>nova economia</strong><em>, que se pauta pela produção imaterial, não pode ser chamado de desenvolvimento econômico.” </em></p>
</blockquote>
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		<title>Aumento da web 2.0 corporativa ainda é tí­mido</title>
		<link>http://polimidia.blog.br/aumento-da-web-20-corporativa-ainda-e-timido/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Jan 2008 13:21:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cvrd]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>

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		<description><![CDATA[Faltou deixar claro de que países são as empresas avaliadas na pesquisa, mas por si mesma ela traz um dado importante, indicando uma mudança que acredito que será lenta mas que tem tudo pra ser contínua - 25% das empresas entrevistadas pela ChangeWave usam algum tipo de mídia social, web 2.0. Outros 8% teriam intenção de seguir pelo mesmo [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/aumento-da-web-20-corporativa-ainda-e-timido/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faltou deixar claro de que países são as empresas avaliadas na <a href="http://www.changewave.com/freecontent/viewalliance.html?source=/freecontent/2008/01/alliance-010808-Business_Gets_Social.html#top">pesquisa</a>, mas por si mesma ela traz um dado importante, indicando uma mudança que acredito que será lenta mas que tem tudo pra ser contínua - 25% das empresas entrevistadas pela ChangeWave usam algum tipo de mídia social, web 2.0. Outros 8% teriam intenção de seguir pelo mesmo caminho ao longo de 2008.</p>
<p><img src="http://bp1.blogger.com/_UKEA8ntsS40/R5Cdv4O8vXI/AAAAAAAAAGU/U918NMwgTqY/s400/web203.gif" border="0" alt="" /></p>
<p>Outro dia <a href="http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2007/12/05/empresas-e-novas-midias/">comentei por aqui</a> que na onda <a href="http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2007/12/03/cvrd-sobe-a-montanha-e-vira-vale/">dessa mudança de logomarca</a>, teve gente passando por aqui para saber se a Vale também mantém blog. Não. Ela ainda não tem e também não sei dizer se tem planos para tal.</p>
<p>A única iniciativa, vá lá, social, mencionada acima que encontrei, é a ferramenta Rss &#8211; de tão comum sites afora, nem sei se deve ser levado em conta. Mesmo assim aqui temos uma lógica de distribuição unidirecional e não de interação. Na <a href="http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2007/11/24/a-cabeca-do-brasileiro-em-debate-na-ufes/">palestra do Foco</a> “O que é comunicação estratégica nas organizações?” foi perguntado à Ivone Oliveira a quantas anda o uso das novas ferramentas de comunicação pelas organizações &#8211; ela é autora de um livro (<a href="http://www.paulus.com.br/lojavirtual/secoes/detalhamento.php?id=2220&amp;produto=Livros&amp;cat_produto=produtos_livros&amp;produto_dir=livros&amp;categoria=Comunica%C3%A7%C3%A3o&amp;id_cat=11">comentário</a>) que também acabou batizando a palestra. Ivone respondeu que são poucas as empresas que fazem o uso de blogs, wikis e afins.</p>
<p>Também de olho nas mudanças que a internet provoca e potencializa, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Don_Tapscott">Don Tapscott</a> reavalia exponencialmente a crucial interação a sempre ser estabelecida com o consumidor, ou, num âmbito mais geral, os públicos-alvos da organização. Ele setencia em tom apocalíptico que “as empresas que não incorporarem as tendências de interação surgidas com o advento da internet correm o risco de morrer”. A argumentação de Tapscott está em seu livro “Wikinomics &#8211; como a colaboração global está mudando tudo” também <a href="http://www.itmidia.com.br/noticia.asp?codnoticia=28994">comentado pelo Valor</a> &#8211; <strong>Compartilhando é que se recebe</strong>.</p>
<p>O <a href="http://www.blogcorporativo.net/2007/12/13/acredite-emprego-de-blogueiro-corporativo-esta-em-alta-e-sera-um-dos-mais-bem-pagos/">Fábio Cipriani pinçou</a> um caso em que, sem mencionar o nome, uma grande corporação há um ano que estaria procurando um profissional para gerenciar seu blog e sua rede social, mas sem sucesso. Ou a tal empresa não procurou direito ou é blefe pra, por enquanto, não chamar ninguém.</p>
<p>Com: <a href="http://www.blogcorporativo.net/">Blog Corporativo</a></p>
<p><strong>Acesse também</strong></p>
<p><a href="http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2007/07/30/marcas-globais-e-o-feeling-para-se-anteciparem-as-mudancas/">30/07/07</a> &#8211; Marcas globais e o feeling para se anteciparem às mudanças</p>
<p><a href="http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2007/12/05/empresas-e-novas-midias/">05/12/07</a> &#8211; Empresas e a resistência às novas mídias</p>
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		<title>&#8220;A empresa em rede concretiza a cultura da economia informacional/global&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jan 2008 17:10:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje termino de resumir o capítulo três, A empresa em rede, do livro A Sociedade em Rede. Já tinha lido outra vez mas agora percebi detalhes e informações importantes que se me perguntassem, mesmo tendo lido, não saberia responder. Depois do resumo ainda falta fazer o meu próprio texto do capítulo. Um dos trechos que achei [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/a-empresa-em-rede-concretiza-a-cultura-da-economia-informacionalglobal/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje termino de resumir o capítulo três, A empresa em rede, do livro A Sociedade em Rede. Já tinha lido outra vez mas agora percebi detalhes e informações importantes que se me perguntassem, mesmo tendo lido, não saberia responder. Depois do resumo ainda falta fazer o meu próprio texto do capítulo.</p>
<p>Um dos trechos que achei mais importantes, bem a título de fichamento, foi quando Castells sintetizou em linhas gerais quais são as características que fundamentam a economia da informação</p>
<blockquote><p>Por que a empresa em rede é a forma organizacional da economia informacional/global?</p>
<p>- Organizações bem sucedidas são aquelas capazes de gerar conhecimentos e processar informações com eficiência;</p>
<p>- Adaptar-se à geometria variável da economia global;</p>
<p>- Ser flexível o suficiente para transformar seus meios tão rapidamente quanto mudamos objetivos sob impacto da rápida taransformação cultural, tecnológica e institucional</p>
<p>- e inovar, já que a inovação tornar-se a principal arma competitiva.</p>
<p>Esses são, na verdade, as características do novo sistema econômico. Nesse sentido, <em>a empresa em rede concretiza a cultura da economia informacional/global: transforma sinais em </em>commodities, <em>processando conhecimentos</em>.</p></blockquote>
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