<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Polimidia.blog.br &#62; Comunicação na Cibercultura &#187; cotidiano</title>
	<atom:link href="http://polimidia.blog.br/category/cotidiano/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://polimidia.blog.br</link>
	<description>Práticas de comunicação política e organizacional em mídias sociais</description>
	<lastBuildDate>Sat, 28 Apr 2012 03:31:17 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1.2</generator>
		<item>
		<title>O ano em retrospectiva no Zeitgeist 2011 do Google: tempos de protestos</title>
		<link>http://polimidia.blog.br/o-ano-em-retrospectiva-no-zeitgeist-2011-do-google-tempos-de-protestos/</link>
		<comments>http://polimidia.blog.br/o-ano-em-retrospectiva-no-zeitgeist-2011-do-google-tempos-de-protestos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 18:10:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Google]]></category>
		<category><![CDATA[Primavera Árabe]]></category>
		<category><![CDATA[Retrospectiva]]></category>
		<category><![CDATA[Zeitgeist 2011]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://polimidia.blog.br/?p=1465</guid>
		<description><![CDATA[Para quem ainda não viu, vale a pena conferir a retrospectiva de 2011 feita pelo Google. Ano em que as tropas americanas saíram do Iraque. Ano também de protestos contra ditaduras no mundo árabe e, mundo afora, contra a atual condução da economia. Scridb filter]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem ainda não viu, vale a pena conferir a retrospectiva de 2011 feita pelo Google. Ano em que as tropas americanas saíram do Iraque. Ano também de protestos contra ditaduras no mundo árabe e, mundo afora, contra a atual condução da economia.</p>
<p><a href="http://polimidia.blog.br/o-ano-em-retrospectiva-no-zeitgeist-2011-do-google-tempos-de-protestos/ "><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<i>Scridb filter</i><!-- Scridb filter-->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://polimidia.blog.br/o-ano-em-retrospectiva-no-zeitgeist-2011-do-google-tempos-de-protestos//feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dia das Mães: Ansiedade e pressão sobre quem tenta ou não quer engravidar</title>
		<link>http://polimidia.blog.br/dia-das-maes-ansiedade-e-pressao-sobre-quem-tenta-ou-nao-quer-engravidar/</link>
		<comments>http://polimidia.blog.br/dia-das-maes-ansiedade-e-pressao-sobre-quem-tenta-ou-nao-quer-engravidar/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 07 May 2011 06:01:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Amigos]]></category>
		<category><![CDATA[Dia das Mães]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Identidade]]></category>
		<category><![CDATA[Infertilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Novela]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://polimidia.blog.br/?p=1309</guid>
		<description><![CDATA[Chegamos a mais um Dia das Mães. Há dois anos quis fazer uma matéria que ainda não tinha lido. Como as mulheres que não podem ter filhos ficam nesta data. Segue o resultado de um quase um mês de produção. Esforço especial também foi tentar não ser indelicado com as entrevistadas. Tive grande dificuldade em [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/dia-das-maes-ansiedade-e-pressao-sobre-quem-tenta-ou-nao-quer-engravidar/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>
<div id="_mcePaste">
<p><span style="font-weight: normal;">Chegamos a mais um Dia das Mães. Há dois anos quis fazer uma matéria que ainda não tinha lido. Como as mulheres que não podem ter filhos ficam nesta data. Segue o resultado de um quase um mês de produção. Esforço especial também foi tentar não ser indelicado com as entrevistadas. Tive grande dificuldade em encontrar quem quisesse falar.</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;"> </span><span style="font-weight: normal;">O primeiro texto é um artigo da psicóloga do Hospital das Clínicas de São Paulo, Luciana Leis. Ela é psicóloga especializada no tratamento de casais com problemas de fertilidade. </span><span style="font-weight: normal;">Tem <a href="http://lucianaleis.wordpress.com/" target="_blank">blog</a> e <a href="http://twitter.com/#!/lucianaleis" target="_blank">twitter</a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: normal;"> </span><span style="font-weight: normal;">Também conversei com a jornalista da Folha <a href="http://search.folha.com.br/search?q=%22claudia+collucci%22&amp;site=online&amp;src=redacao" target="_blank">Cláudia Collucci</a>. Ela é repórter especial da Folha de S. Paulo e há 20 anos acompanha a área da fertilidade. Ela tentava ser mãe. </span><span style="font-weight: normal;">Por fim, há a matéria propriamente dita além de uma explicação sobre como a produção foi feita.</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;"> </span><span style="color: #ff0000;">ARTIGO: “Os múltiplos aspectos emocionais envolvidos na infertilidade feminina”. </span><span style="color: #ff0000;">Por Luciana Leis</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">A motivação para a criação deste texto partiu da percepção que tenho, por meio da prática clínica, da repetição de histórias muito parecidas vivenciadas por mulheres que se deparam com o diagnóstico de infertilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">A infertilidade, para a Medicina, é a dificuldade de engravidar após 12 meses de tentativas, sem uso de nenhum método contraceptivo. No entanto, para as pacientes que vivenciam esse problema, a infertilidade está além desta definição, é mais do que isso. Não conseguir gerar um filho com a pessoa amada e não conseguir dar continuidade à família é por demais frustrante e desmotivante. Além disso, a sociedade estipula uma série de etapas a serem cumpridas pelas pessoas. Quando uma delas não é cumprida, aparecem as cobranças e imposições.</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;"> </span></p>
</div>
</h3>
<blockquote><p>Assim é se você não namora, precisa “arranjar” alguém; se já namora, precisa casar; e, se já casou, precisa ter filhos… A imposição dessa ordem linear de acontecimentos colabora para pressionar ainda mais os casais que tentam engravidar. E, se estes não marcarem o seu espaço frente à demanda do outro, pontuando o que os incomoda para se protegerem, as angústias podem tornar-se insuportáveis.</p></blockquote>
<p>É comum perceber, com toda essa problemática, que as mulheres com dificuldade de gravidez começam a se fechar num mundo muito solitário e frio. Deixam de sair com receio dos comentários alheios, sentem-se inferiorizadas frente às demais mulheres, pouco dividem com seus companheiros sentimentos e pensamentos com medo da rejeição do parceiro e, em alguns casos, abandonam seus empregos para dedicarem-se exclusivamente ao tratamento para engravidar. Com tantas limitações, a infertilidade acaba estando presente em tudo, uma vez que se configura como “não produzir, não criar”.</p>
<p>Se imaginarmos um terreno a ser germinado e colocarmos a infertilidade em apenas uma porção, com o passar do tempo, olhamos novamente este mesmo terreno e percebemos que a porção infértil ocupou uma área maior. Percebo haver uma tendência das mulheres a levarem a infertilidade para outros espaços de sua vida, uma vez que a situação e os fatores a ela relacionados são frustrantes e angustiantes, gerando, principalmente, sentimentos de impotência. Para contornar este período difícil da vida é necessário que essas mulheres consigam “adubar” e “preparar a terra” a fim de que outras produções sejam possíveis, expandindo seus horizontes para além da gravidez.</p>
<p>O processo psicoterapêutico em muito auxilia essa questão. Algumas pacientes engravidaram justamente no momento em que se viam produtivas no trabalho e maduras em sua vida pessoal. Para situações delicadas e singulares como o enfrentamento da infertilidade conjugal não existem receitas prontas (para alguma dificuldade na vida existe?); mas, certamente, a busca por essa expansão de interesses trará um sentimento de eficiência e de auto-valorização para essas mulheres, enquanto a gravidez não vem.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;">ENTREVISTA: “Não acredito na máxima de ‘um filho a qualquer preço’”</span></h3>
<p><a title="Cláudia Colluci Matérias da jornalista na Folha de São Paulo" href="http://search.folha.com.br/search?q=%22claudia+collucci%22&amp;site=online&amp;src=redacao" target="_blank">Cláudia Collucci</a> é repórter especial da Folha de S. Paulo e há 20 anos acompanha a área da fertilidade. “Era uma época em que a maternidade passava bem longe das prioridades da minha vida”, lembra. O que não impediu que o interesse pelo tema da fertilidade fosse longe. Cláudia já tem dois livros publicados, em 2002 apresentou <a title="“Lazzaro Spallanzani e as experiências com sêmen e fecundação artificial no século XVIII”" href="http://www.google.com.br/search?q=%E2%80%9CLazzaro+Spallanzani+e+as+experi%C3%AAncias+com+s%C3%AAmen+e+fecunda%C3%A7%C3%A3o+artificial+no+s%C3%A9culo+XVIII%E2%80%9D&amp;btnG=Pesquisar&amp;hl=pt-BR&amp;lr=&amp;rlz=1G1GGLQ_PT-BRBR315&amp;sa=2" target="_blank">uma pesquisa de mestrado</a> pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e desde 2005 mantém o blogue “<a title="Blog da jornalista Cláudia Collucci" href="http://claudiacollucci.blog.uol.com.br/" target="_blank">Quero ser mãe</a>“. Essa vontade pessoal, depois de um aborto espontâneo, coincide com o ano de criação do blogue. A partir de então, Cláudia passou a fazer parte das chamadas “tentantes”.</p>
<p><a href="http://polimidia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/entrevistamae.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1310" style="margin: 7px;" title="entrevistamae" src="http://polimidia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/entrevistamae.jpg" alt="" width="300" height="316" /></a>Nesta entrevista ela conta, a partir de sua experiência pessoal e das entrevistas que fez para seus trabalhos, como é passar a data do Dia das Mães para as mulheres que estão em dificuldade de engravidar. Mas, ao mesmo tempo, a jornalista afirma que “é preciso abrir o foco para a vida e lembrar que a cada dia chorado pelo filho que ainda não veio é um dia que não volta mais. Não se pode direcionar todas as frustrações apenas para esse filho. Até porque, quando ele nascer, imagine a pressão que sofrerá!”.</p>
<p><strong>1. Você é autora de dois livros. O primeiro foi <a href="http://blog.busca.uol.com.br/uol/index.html?opcaoBusca=on&amp;q=%22quero+ser+m%E3e%22+livro&amp;site=claudiacollucci.blog.uol.com.br" target="_blank">Quero ser mãe</a> e depois <a href="http://www.google.com.br/search?source=ig&amp;hl=pt-BR&amp;rlz=1G1GGLQ_PT-BRBR315&amp;=&amp;q=%22Por+que+a+Gravidez+n%C3%A3o+vem%3F%22+livro&amp;btnG=Pesquisa+Google&amp;meta=lr%3D" target="_blank">Por que a Gravidez não vem?</a> . Gostaria que falasse sobre o tema em questão. O que despertou o seu interesse por ele e a motivou a escrever cada um desses livros?</strong></p>
<p>Acompanho esse tema há muito tempo, desde o início da minha carreira de jornalista. Acho fascinante a área da reprodução humana e os mecanismos que a ciência desenvolver para possibilitar o milagre da vida. O primeiro livro escrevi após receber um convite da Federação Latino Americana de Reprodução Humana de escrever uma obra voltada para os casais com dificuldade de gravidez. Há dez anos, quando o livro foi escrito, esse tema era pouco falado, os casais sofriam sozinhos essa dor da infertilidade. Já o segundo foi escrito a partir dos relatos e das dúvidas de leitores da minha coluna na Folha Online que, depois, se transformou no blogue “<a title="Blog da jornalista Cláudia Collucci" href="http://claudiacollucci.blog.uol.com.br/" target="_blank">Quero ser mãe</a>“.</p>
<p><strong>2. Quais foram os seus objetivos com a publicação de cada um dos livros e como desenvolveu o trabalho?</strong></p>
<p>Em <a href="http://blog.busca.uol.com.br/uol/index.html?opcaoBusca=on&amp;q=%22quero+ser+m%E3e%22+livro&amp;site=claudiacollucci.blog.uol.com.br" target="_blank">Quero ser mãe</a> entrevistei 40 casais que tiveram dificuldades de gravidez, <a title="Depoimento de Fátima Bernardes sobre a gravidez dos trigêmios" href="http://claudiacollucci.blog.uol.com.br/arch2007-06-01_2007-06-30.html#2007_06-02_18_51_44-9496746-0">uma destas entrevistas</a> foi com a Fátima Bernardes e o Willian Bonner. Dividi a obra por problemas de saúde (endometriose e obstrução tubária, por exemplo) enfrentados pelos casais, casos de sucesso, de insucesso e de casais que partiram para a adoção. As pacientes se queixavam da necessidade de ler histórias de pessoas que passavam pelo mesmo problema. Foram dois meses em que viajei o país entrevistando casais. Foi uma experiência inesquecível! Chorei, ri, emocionei-me muito. Após o lançamento do livro, comecei uma coluna na Folha Online e depois, o blogue. Além disso, também mantenho o <a title="Grupo de discussão do blogue &quot;Quero ser mãe&quot;" href="http://grupos.uol.com.br/cgi-bin/gruposfolha?cmd=xover&amp;group=uol.folha.equilibrio.infertilidade&amp;from=&amp;utag=&amp;sub=y=00f" target="_blank">fórum de discussão</a> sobre infertilidade que nasceu e cresceu junto com coluna, no Uol. Quanto ao livro <a href="http://www.google.com.br/search?source=ig&amp;hl=pt-BR&amp;rlz=1G1GGLQ_PT-BRBR315&amp;=&amp;q=%22Por+que+a+Gravidez+n%C3%A3o+vem%3F%22+livro&amp;btnG=Pesquisa+Google&amp;meta=lr%3D" target="_blank">Por que a Gravidez não vem?</a>, reuni as 150 dúvidas sobre gravidez mais recorrentes dos casais inférteis e que tentavam ter filhos por meio da reprodução assistida. Com a ajuda de especialistas, demos os esclarecimentos científicos mais atuais sobre as questões.</p>
<p><strong>3. Em linhas gerais, por que as suas entrevistadas desejaram ser mãe e qual seria o entendimento comum que se teria sobre o papel de mãe?</strong></p>
<p>Muitas mulheres querem ser mãe porque entendem ser esse o curso natural da história feminina. Em algum momento da vida, esse desejo surge e passa a ser prioritário. Há quem defenda que isso pode ser biologicamente compreendido, outros autores argumentam que há uma pressão social para que isso aconteça. O fato é que as pesquisas populacionais (do IBGE, por exemplo) mostram que há mais mulheres desejando ser mãe do que o contrário. Sobre o que se entendia sobre ser mãe, além da “perpetuação dos seus genes”, há um desejo muito grande de amar alguém incondicionalmente, de viver a experiência do amor materno, de passar seus valores, suas crenças.</p>
<p><strong>4. Para a publicação do livro, qual história mais te marcou e por que?</strong></p>
<p>Acho que foi da Ana Moema, uma baiana que mora em São Paulo. Ela teve duas gravidezes naturais nas trompas (perdeu as trompas e os bebês), partiu para a fertilização in vitro, engravidou de trigêmeos e perdeu dois bebês durante a gestação. O terceiro sobreviveu, nasceu bem, mas, aos dois anos, morreu nos braços de Ana, durante um acidente de trânsito na via Dutra. Ana adotou em menina, fez um novo tratamento de reprodução e teve outra menina. É uma história incrível de superação e luta pela maternidade</p>
<p><strong>5. Com relação ao Dia das Mães, o que se sente quando a data chega e a gravidez ainda não veio? Como agir nesta época do ano para que a pressão externa ou ansiedade pessoal por engravidar diminuam?</strong></p>
<p>Acho que um bom começo para lidar com o Dia das Mães é pensar que a vida não pode se resumir em um filho. E muito menos em um filho biológico. Há várias formas de maternagem. Você pode ser mãe dos seus sobrinhos, pode adotar um filho ou pode simplesmente ser “mãe” das pessoas que ama. É preciso abrir o foco para a vida e lembrar que a cada dia chorado pelo filho que ainda não veio é um dia que volta mais. Não se pode direcionar todas as frustrações apenas para esse filho. Até porque, quando ele nascer, imagine a pressão que sofrerá!</p>
<p><strong>6. Entre as histórias de tentativas de gravidezes sobre as quais escreve em seu blogue você também fala de sua vontade de engravidar? Por que e em que momento nasceu seu desejo de ser mãe?</strong></p>
<p>Não tinha pensado ainda ser mãe até que quatro anos atrás engravidei naturalmente e sofri um aborto. Até então, o trabalho, os estudos e as viagens eram minhas prioridades. Mas a partir do aborto meu relógio biológico me alertou que, se eu desejava um filho, tinha que pensar seriamente no assunto. E é o que estou fazendo no momento.</p>
<p><strong>7. Você na pensou na possibilidade de não ter um filho biológico? Como pensa em agir caso a gravidez não venha?</strong></p>
<p>Penso sobre isso sim. Também penso seriamente na adoção. Hoje lido com essa questão muito melhor. Minha vida é ótima hoje e, mesmo que eu não tenha filhos biológicos, ela continuará ótima. Penso que um filho deva vir para somar, acrescentar valores nas nossas vidas. Mas nunca vi um filho como a razão da minha vida ou a única forma de me sentir feliz.</p>
<p><strong>8. Você pretende publicar outros livros sobre o mesmo tema ou desenvolve/participa de algum projeto a respeito?</strong></p>
<p>Tenho planos de publicar livros em outras áreas da medicina, já que especializei no jornalismo de saúde. Na área da reprodução, um tema que eu tenho estudado é a questão da bioética. Até onde se pode ir na busca de um filho? Não creio na máxima de “um filho a qualquer preço” e os casais deveriam pensar muito sobre isso antes de se atirarem nos dispendiosos e pouco eficazes tratamentos de reprodução assistida.</p>
<p><strong>9. Nessa época do Dia das Mães, o que você diria para aquelas que estão tentando engravidar e como as pessoas entrevistadas se referiam a essa data, se se referiam?</strong></p>
<p>Diria para que corram atrás deste sonho. Investiguem se têm algum problema físico ou emocional que está impedindo essa gravidez e não se acomodem no tradicional conselho médico do “relaxe e espere que a gravidez vai acontecer”. Conheço casos de mulheres que esperaram anos e, depois de muito tempo, descobriram, por exemplo, que tinham trompas obstruídas ou simplesmente o marido não produzia espermatozóides. O Dia das Mães sempre é uma data em que as mulheres que passam por esse problema se sentem angustiadas com a gravidez que ainda não veio. Parece que o mundo todo está grávido, menos elas.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">MATÉRIA: Dia das Mães como ansiedade e pressão sobre quem tenta ou não quer engravidar</span></strong></p>
<p><a href="http://polimidia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/imagem_capa.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1311" style="margin: 7px;" title="imagem_capa" src="http://polimidia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/imagem_capa.jpg" alt="" width="333" height="250" /></a>É maio. Mês da família, das noivas e, ainda mais, o mês do Dia das Mães. Enquanto a data chega e os comerciais se revestem da referência à figura materna, o que também costuma ficar concentrado nos casais em dificuldade de engravidar é a ansiedade pelo filho que ainda não veio. Sobre aqueles que não optaram por filhos costuma haver maior cobrança por uma gravidez que pode não fazer parte do projeto de vida do casal. Nesta matéria especial, o objetivo é exatamente delinear o que pensa e sente nesta época do Dia das Mães as mulheres que tentam engravidar ou que resiste a internalizar esse papel pelas mais diversas razões.</p>
<p>Logo que aceitou fazer parte desta matéria Ana fez referência a história de sua mãe Léa. Com quase um ano de casada, no começo de 1987 Léa engravida pela primeira vez. No oitavo mês de gestação ela ficaria cega. Também passaria a levar injeções nos olhos durante o tratamento do que foi diagnosticado como doença de Bechet.</p>
<p>Os médicos teriam avaliado a necessidade de um aborto. Foi considerado que não haveria chances de sobrevivência do bebê após o parto. Mas Léa insistiu em ter a criança e em dezembro de 1987 fez uma cesariana, cuja anestesia também não teria surtido efeito. Mas a mãe se alegrava por ouvir que, contra o que os médicos diziam, sua esperança tinha se confirmado. Não haveria nada na criança que pudesse colocar sua saúde em risco. Assim nascia Ana. Os pais dela se tornaram evangélicos e fundaram o <a title="Site do Ministério Missionário Manancial de Paz" href="http://www.manancialdepaz.org/" target="_blank">Ministério Manancial de Paz</a> onde testemunham essa história que consideram o milagre de suas vidas. Aos 21 anos, Ana secretaria esse ministério ao lado do marido Luiz Felipe, 23.</p>
<p>Casada em 2006, Ana conta que ela e, principalmente o marido, não pensava em filhos até que em julho de 2008 teve uma gravidez não planejada.</p>
<blockquote><p>“Eu fiquei muito feliz, pois foi o que sempre sonhei. Já estávamos acostumados com a ideia, felizes e fazendo os tratamentos conforme o necessário. Mas em outubro daquele ano eu descobri que o bebê estava morto dentro de mim havia um mês. Tive que ficar internada para tirá-lo. Desde então, tento engravidar novamente”, conta.</p></blockquote>
<div id="attachment_1312" class="wp-caption alignright" style="width: 340px"><a href="http://polimidia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/foto-dois.jpg"><img class="size-full wp-image-1312" style="margin: 7px;" title="foto-dois" src="http://polimidia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/foto-dois.jpg" alt="" width="330" height="248" /></a><p class="wp-caption-text">Ana sentada ao lado dos pais e do marido, em pé, Luiz Felipe. “Eles sempre me apoiaram. Minhas amigas virtuais das comunidades das ‘tentantes’ também. Lá todas se entendem.”</p></div>
<p>Em outubro de 2008 Ana aborta no 3º mês de gestação. “Bate aquela dorzinha quando completaria meses de gestação, mas nãoadianta me punir e deixar de viver por isso.”A última gravidez de Ana durou um mês e meio. O aborto aconteceu em 15 de fevereiro deste ano. Agora ela está na quarta tentativa de engravidar. Ana afirma que essa vontade não viria a partir de seu próprio caso em relação a sua mãe. Tal como a maioria dos relatos acompanhados, ela diz que sempre teve vontade de ser mãe. “Afinal, quase toda menina sonha com isso”, acredita.</p>
<p>Adrielle Martins, 20, afirma a mesma coisa sobre o porquê deseja ser mãe. “É o meu sonho. Desde pequena sempre tive essa vontade. Eu penso que é uma dádiva de Deus”. A tentativa de engravidar começou há seis meses. Não houve aborto ou alguma dificuldade foi diagnosticada. “Mas a ansiedade me atrapalha. Ser mãe é uma coisa que quero muito”, diz.</p>
<h3>O porquê de ser mãe</h3>
<p>Basta acompanhar relatos em blogs, fóruns e comunidades online sobre dificuldade de engravidar para perceber que as histórias de Ana e Adrielle representam as histórias de muitas mulheres. É comum se dizer que ser mãe é um sonho de infância. Mais comum ainda é a presença do elemento ansiedade quando a concretização desse sonho enfrenta uma barreira física ou emocional.</p>
<p>Segundo a psicóloga paulista especialista em psicologia hospitalar com ênfase em infertilidade Luciana Leis, “o desejo por um filho vem a reafirmar a identidade feminina da mulher, fazê-la muitas vezes sentir-se mais completa. A mulher é estimulada desde cedo a buscar esse papel, quer ao perceber os cuidados maternos consigo mesma na infância e desejar um dia ser como sua mãe, quer brincando com suas bonecas e treinando esse papel para o futuro.”</p>
<p>Na avaliação da psicóloga, o desejo de ser mãe na maioria das vezes nasce sim da própria mulher. Mas também as pessoas em volta podem estimular que a mulher entre em contato com esse desejo dentro dela. Esse seria um caso quando, por exemplo, o marido pede por um filho e a parceira ainda não havia se atentado para isso. Luciana explica que esse pedido pode fazer com que a mulher se volte para si e diga se é possível ou não naquele momento. “Porém, há mulheres que não desejam filhos e acabam embarcando no projeto dos que estão à sua volta com medo de magoá-los ou perdê-los. Nestes casos, problemas futuros com essa mulher ou com a criança podem surgir, uma vez que o desejo pela maternidade tem de estar dentro da própria mulher”, diz.</p>
<p>Mas essa avaliação de que a vontade de engravidar deva partir de mulher pode se revelar como sendo mais um entendimento psicológico do que vindo da sociedade ou mesmo de pessoas próximas.</p>
<blockquote><p>“Com relação às mulheres com dificuldade de gravidez, a cobrança de pessoas mais próximas a ela costuma ser avassaladora e angustiante, principalmente porque essas mulheres costumam se cobrar internamente por engravidar e a sua cobrança somada à do outro fica dolorida demais”, avalia a psicóloga.</p></blockquote>
<h3>Cobrança</h3>
<div id="attachment_1313" class="wp-caption alignright" style="width: 258px"><a href="http://polimidia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/foto-um.jpg"><img class="size-full wp-image-1313 " style="margin: 7px;" title="foto-um" src="http://polimidia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/foto-um.jpg" alt="" width="248" height="330" /></a><p class="wp-caption-text">Em outubro de 2008 Ana aborta no 3º mês de gestação. “Bate aquela dorzinha quando completaria meses de gestação, mas não adianta me punir e deixar de viver por isso.”</p></div>
<p>Ana conta que não encontrou esse mesmo tipo de pressão em casa. O marido, os pais e o irmão viriam ser as pessoas que mais a tem apoiado. Com relação aos amigos ela não chega a citar a palavra “cobrança”. Mas diz que na primeira gravidez falava com eles quase o tempo todo. “Mas com as perdas, decidi ficar quietinha e só falar quando realmente estiver bem”, conta.</p>
<p>Adrielle também contaria com o apoio da família. O que não significa que a cobrança não venha por parte dos parentes. “Parece que combinam de todos ligarem no mesmo dia. As piadinhas são sempre as mesmas: ‘Que dia vai chegar o neném? Você já olhou para ver se não tem algum problema?’”. Segundo Adrielle a ansiedade que sente a partir das cobranças seria tanta que aconselharia a não contar para ninguém quando se está tentando engravidar. A pessoa com quem mais se sentiria à vontade para conversar seria a cunhada, 30. Ela também teria passado pela mesma situação de cobrança e ansiedade e agora tem dois meninos, um de seis e outro de um ano e meio.</p>
<h3>Pesquisa – cobrança e isolamento</h3>
<p>Repórter especial da Folha na área de saúde e mestre em história da ciência pela Pontifícia Universidade Católica e São Paulo Claudia Collucci cita em seu blogue uma pesquisa específica relacionada a essa questão que faz da infertilidade um problema vivido a dois, mas que também, segundo a psicóloga Luciana “é possível notar que mesmo dentro da relação conjugal há dificuldades de se falar sobre o assunto.”</p>
<p>A <a title="Íntegra do estudo - &quot;A Infertilidade no Concelho de Guimarães. Contributos para o Bem-estar Familiar&quot;" href="http://www.apfertilidade.org/displaycient-id-5.html" target="_blank">pesquisa citada por Cláudia</a> é um estudo realizado pela Universidade do Minho, em Portugal, entre maio de 2004 e outubro de 2005. O estudo multidisciplinar reuniu sociólogos e geógrafos da universidade e três médicos do Hospital da Senhora da Oliveira. Na primeira etapa, foram analisados registros de casamentos e nascimentos ocorridos na cidade de Guimarães, entre 1995 e 1998.</p>
<p>A partir de então foi possível identificar que 1.129 casais da região não tiveram filhos após cinco anos de casamento. Na segunda etapa, a equipe entrevistou trinta casais que aceitaram participar da pesquisa. A conclusão dos depoimentos revelou que para estes casais infertilidade é algo de que não se fala. Apenas amigos e familiares mais próximos sabiam do problema.</p>
<blockquote><p>Mais da metade das mulheres entrevistadas referenciaram o impacto social da infertilidade, assim como a “insensibilidade” de familiares e amigos ao problema. Em relação à vida profissional, elas teriam confessado não dizer ao chefe que precisavam faltar porque iriam a uma consulta com um profissional da medicina reprodutiva, por lhes faltar coragem para admitir que não ter filhos é uma fatalidade e não uma opção.</p></blockquote>
<p>Falar menos, ou mesmo não falar com qualquer pessoa, portanto, não quer dizer que alguma coisa tenha mudado na decisão de ser mãe e que essa vontade se renove a cada dia. Em alguns casos, o silêncio pode ter sido a melhor forma de defesa encontrada. Em outras situações ele pode se revelar como a única maneira de ajudar.</p>
<h3>“É o mês em que mais investem nessa palavra ‘Mãe’”</h3>
<p>Ana diz que cada vez que vai ao shopping, por exemplo, e vê uma grávida, sua vontade de engravidar cresce absurdamente. “Claro que do mês de maio eu nem preciso falar. É o mês em que mais investem nessa palavra ‘Mãe’. Isso acaba despertando mais ainda o desejo em mim. As pessoas que convivem comigo não costumam falar muito nisso para não me deixar triste. Minha família e meu marido também evitam o assunto. Mas é difícil não pensar: ‘Será que no próximo ano, no próximo mês das mães, eu já estarei com meu filho nos braços?’”.</p>
<p>Na experiência da psicóloga Luciana Leis, os atendimentos relacionados à dificuldade de engravidar de fato aumentam nesta época do Dia das Mães. “O estímulo vindo de fora com a proximidade do Dia das Mães, pode ressoar internamente para algumas mulheres que já possuem o desejo de serem mães dentro de si e, com todo o significado que essa data traz em seu bojo, pode deixar mais claro para essas mulheres que chegou o momento do bebê vir.”</p>
<p>Segundo Luciana, muitas vezes o desejo de engravidar pode passar desapercebido no dia a dia, o que viria à tona com o grande apelo à figura da maternidade que se faz nesta época do ano. “Isso tudo pode mobilizar tanto uma procura por tratamentos médicos para ajudá-las a concretizar esse sonho, como também atendimentos psicológicos para auxiliá-las no enfrentamento dessa situação”, diz. A psicóloga explica que para as mulheres que querem engravidar e não conseguem, essa data costuma ser bastante triste e frustrante, pois percebem que não conseguiram passar por ela da forma que gostariam, como mães.</p>
<blockquote><p>“Não que esses sentimentos não estejam presentes no dia a dia. Mas, com a proximidade do Dia das Mães, essa dificuldade de gerar, ainda que momentânea, provoca uma profunda dor. São freqüentes os sentimentos de ansiedade, de angústia, de frustração e de medo. Parte desses sentimentos tem explicações científicas”, considera Cláudia Collucci.</p></blockquote>
<p>“A dor da infertilidade é comparada à dor do luto. Nessas condições, cada menstruação tem peso emocional parecido ao da perda de um suposto filho. E isso dói. E dói muito mais quando a mulher sente-se sozinha, sem ter com quem dividir essa imensa sensação de fracasso”, afirma.</p>
<h3>Confraternização de final de ano</h3>
<p>Na experiência da psicóloga capixaba Ingrid Bravim os casos de atendimentos realizados teriam sido diferentes sob alguns aspectos. Ingrid tem formação em Psicodrama, Terapia Corporal e pós-graduação em Terapia Familiar Sistêmica. Enquanto atuava como psicoterapeuta, ela afirma que não percebeu nenhuma relação entre a chegada do Dia das Mães e a vontade de engravidar.</p>
<p>“Nos atendimentos que realizei, as mulheres que vinham com queixas relacionadas à questão da maternidade já tinham um filho e não sabiam se teriam ou não o segundo, porque sofreram muito na primeira experiência. Mas, por pressão dos maridos, acabavam cedendo, e todas tiveram sim um segundo filho. O que mais assustava essas mulheres era: será que a insegurança que esteve presente na primeira gestação e no período posterior, relativo aos cuidados com o bebê, vai voltar a acontecer?”, diz a psicóloga.</p>
<blockquote><p>No lugar de conflitos em relação à gravidez se intensificarem com a proximidade do Dia das Mães, Ingrid argumenta que o conflito das mulheres aumentaria na época do final do ano. Ela explica que isso se deve por ser esse o momento em que as famílias se reúnem e as cobranças costumam aumentar consideravelmente. “Nessa época as pessoas refletem sobre os planos para o próximo ano, os familiares se encontram e um contato maior com as famílias que têm filhos”.</p></blockquote>
<p>Somada à pressão familiar Ingrid aponta para uma contradição. Ao mesmo tempo em que a mulher passa a exercer muitas atividades fora de casa, através do trabalho, ainda existiria muita cobrança a respeito da maternidade. “E então o conflito vem”, conclui.</p>
<h3>Mãe como figura de doação e não de direito</h3>
<p>Segundo a psicóloga, todos os atendimentos que fez sempre foram casos de quem teria um sentimento de arrependimento guardado dentro de si, mas que sempre seria velado. “Ora, se ser mãe é ‘padecer no paraíso’, seria um ‘pecado’ não reconhecer ‘a nobreza desta realização’”. Ingrid diz que muitas mães choraram em seu colo porque não queriam voltar para casa e se deparar com os filhos e os maridos.</p>
<p>“Numa casa onde elas não conseguiam construir um espaço para si mesmas, presas às obrigações sociais que conflitavam com suas próprias necessidades. E aí o trabalho terapêutico a ser feito é construir nessas mulheres um espaço para si mesmas dentro delas mesmas”, conta a psicóloga.</p>
<blockquote><p>Segundo ela, essas mães não se reconheciam como pessoas de direito, haveria apenas a obrigação da doação. Nesta circunstância, Ingrid também cita o papel dos maridos que continuariam levando a vida como se não houvesse uma outra pessoa na família demandando cuidado e atenção.</p></blockquote>
<p>“Então há também muita revolta e decepção. A mulher que não é forte o suficiente para fazer valer seus desejos, que nem sempre incluem a maternidade, acabam sucumbindo aos desejos e pressões alheias”, afirma.</p>
<h3>Identidade para além do binômio mulher-mãe</h3>
<p>Com pesquisas que problematiza a produção da subjetividade como “modo de ser e de viver que rompa com o modo individualizante que predomina na sociedade contemporânea”, a psicóloga e professora doutora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná <a title="Currículo no Cnpq" href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4703281T5" target="_blank">Mary Esperandio</a> também aponta para o fator ansiedade. Mary destaca que essa variável, para além do binômio mulher-mãe, sempre seria gerada em função da expectativa familiar e social que se colocaria sobre o indivíduo em termos de adaptação a certos papéis “ideais”.</p>
<p>“Neste caso, a identidade da mulher ideal deveria integrar a papel de ser mãe. Mas também existe o do filho ideal, por exemplo, que dentre outras coisas deve ser bem sucedido e muito macho”, diz Mary. Dessa forma, ela enfatiza o entendimento de uma prática que considere a produção de si para além de uma integração a uma identidade préconfigurada. Essa concepção extendida a toda à sociedade implicaria a necessidade de se tirar o estigma de quem não internaliza o imaginário de um dado papel que deveria desempenhar ou a ele resiste pelas mais diversas razões, afirma Mary.</p>
<p>Luciana ReisNesse sentido, segundo a psicóloga Luciana Leis, “o trabalho do psicólogo junto a certos pacientes é justamente ajudá-los a bancarem para si mesmos o não desejo por filhos (se isso for fator de angústia para eles).</p>
<blockquote><p>Porém, geralmente os casais que optam por essa escolha não demonstram conflito quanto ao assunto e, portanto, não necessitam de ajuda psicológica, pois é apenas mais uma escolha diante de tantas que fazemos na vida. Não ter filhos pode ser uma escolha possível.”</p></blockquote>
<p>Mas nos casos em que os casais entram em conflito e não pontuam os que os incomoda, para se protegerem, as angústias podem ser tornar insuportáveis. <a title="Postagem no blogue da Cláucia Collucci" href="http://claudiacollucci.blog.uol.com.br/arch2008-06-01_2008-06-30.html#2008_06-24_13_59_25-9496746-0" target="_blank">Na postagem</a> “Saber a hora de parar” do blogue Cláudia Collucci, por exemplo, um comentário de quem de identificou como Ana Rabello foi o seguinte:</p>
<blockquote><p>Muito emocionante a matéria. É um luto muito duro de encarar… Isto me fez lembrar, um sentimento, antigo, até esquecido, de quando tentava ter meu filho. Pensava ser esta pior dor de todas. Não conseguir gerar. Na minha cabeça era até preferível perder um filho, do que nunca tê-lo. Hoje, com 34 anos e dois Filhos, não acho que seja a pior dor, visto que a idéia de perdê-los, me faz ter calafrios de pânico, e até desejar não ter “inventado´” esta história de ter filhos. Mas, como dizem, a pior dor, é a que estamos vivendo no momento, não é mesmo? É um luto mesmo, esse do filho não-gerado, só que, diferentemente do luto da perda de um ente querido, não existe um apoio da sociedade. Os tratamentos não estão incluídos nos planos nem no SUS. A mãe que perde um filho é amparada por todos, a que não gerou, é vista como encruada, amarga, e pode causar até um receio nas pessoas que temem reações como as divulgadas na mídia, <a title="Para ONGs, novela (Senhora do Destino) reforça preconceito a mulher infértil" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=317ASP019" target="_blank">como as Nazarés</a>, da vida.</p></blockquote>
<p>O medo de Ana Rabello diz ter tido quando tentava engravidar seria bastante comum, mas dificilmente exposto de forma tão cristalina. Segundo as psicólogas entrevistadas, pode-se mesmo entrar em um impasse cruciante quando, pelo o que seria a ordem linear dos acontecimentos espera-se o que não queremos ou não podemos realizar. No que se refere a relacionamentos, quando se namora, é preciso “arrumar” alguém; para os que namoram, é preciso casar; e, uma vez casados, é preciso de ter filhos.</p>
<h3>“Nunca somos reconhecidos por aquilo que queremos ser”</h3>
<p>“Criamos em nossa fantasia modelos de famílias. E, a partir desse modelo, tudo se organiza, muitas vezes desconsiderando-se os valores e interesses pessoais. Então, agimos com preconceito quando conhecemos uma família homossexual, por exemplo, pois foge ao modelo de família perfeita criado e alimentado pela maioria das pessoas. Ou uma família, um casal, que não tem filhos. A pergunta frequente nesse caso é: ‘Você tem algum problema de saúde, por isso não engravida?’. Não há uma crença de que eu possa escolher ser mãe ou não”, avalia Ingrid.</p>
<p>A psicóloga cita a situação da mulher que se vê em meio à jornada tripla de trabalho, por exemplo: trabalhar fora, dar atenção ao marido e também ao filho. Se a mulher casa e não tem filho, o que se julgaria é só pode ser por um “problema de saúde”. Se tem filho e não trabalha fora, ela passaria a ser chamada de “preguiçosa” – poderia muito bem colocar a criança em uma creche e procurar trabalho para ajudar em casa.</p>
<blockquote><p>“Mas se a criança começa a dar trabalho na escola, é porque é filho de mãe que trabalha fora ou de pais separados’. Ninguém pensa que a escola muitas vezes é um ambiente pouco interessante. Mas essa é outra discussão. Enfim, mesmo cedendo às pressões sociais, nunca somos reconhecidos por aquilo que queremos ser. O melhor então é seguir nosso coração e realizar aquilo que se quer e aquilo para o qual nos sentimos seguros”, defende Ingrid.</p></blockquote>
<h3>Comunidades online – “Lá todas se entendem”</h3>
<p>Certas do que desejam ou não, Cláudia Colucci aponta para o fato de que, nos últimos anos, as mulheres têm perdido a vergonha de falar e o quanto sofrem com isso. Ela lembra que logo quando começou sua coluna na Folha, há nove anos, as pessoas se expunham bem menos.</p>
<p>“Nunca vou me esquecer que, durante o lançamento de um dos meus livros, uma leitora do Rio chegou até o estande, montado numa livraria de um shopping, dizendo: ‘tive de despistar três amigas para chegar até aqui’. Eu, ingênua, perguntei o porquê. Só então ela revelou que nenhuma das suas amigas sabia da dificuldade de gravidez que ela sofria e que seria muito constrangedor ser flagrada comprando um livro chamado ‘por que a gravidez não vem’”, conta Cláudia. Mas o que se verifica agora com mais intensidade é a facilidade de se encontrar mulheres em comunidades online em torno da vontade de ser mãe – as chamadas “tentantes”.</p>
<p>Adrielle diz que começou a pesquisar o tema na internet logo que passou a tentar engravidar, há cinco meses. Agora ela participa de oito comunidades no orkut das quais destaca “<a title="Comunidade do orkut" href="http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=50542" target="_blank">Gravidez – caminho de um sonho</a>“. “Gosto muito de conversar com as mulheres desta comunidade. Estamos em mesmo dilema então uma ajuda a outra”, considera. Ela acessa as comunidades quase todos os dias, ajudando e sendo ajudada principalmente quando alguma “tentante” pensou em desistir do “sonho”.</p>
<p>Nesta questão, Adrielle também se apóia na fé. “Como muitas eu já pensei que talvez eu não engravide. Mas eu evito ficar cogitando nessa hipótese. Não sei qual seria minha reação. Mas sempre tenho fé que Jesus pode fazer o impossível. Conheço muitas mulheres que não podiam ter filhos e com fé conseguiram. É como se diz, a fé move montanhas! Eu creio nisso”, consola-se.</p>
<blockquote><p>Ana também diz que obteve bastante ajuda de suas amigas virtuais. “As comunidades são como meu diário. Lá todas se entendem”, conta. Não é à toa que ela diz acessar internet todos dias. Ana destaca duas das sete comunidades de que participa “<a title="Comunidade do orkut" href="http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=20203287" target="_blank">Eu estou tentando engravidar</a>” e “<a title="Comunidade do orkut" href="http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=5992013" target="_blank">Dicas para engravidar</a>“.</p></blockquote>
<p>“As comunidades são como minha caixa de emails e também pesquiso na internet dia e noite. Por estarmos em um ‘mesmo barco’, é bom conversarmos. Só nós podemos nos entender COMPLETAMENTE a outra”, frisa. “Uma sabe exatamente o que a outra está sentido. Fui muito ajuda quando perdi meus bebês”, relembra. Sobre a possibilidade de o filho biológico não vir, Ana diz que “essa hipótese está sempre assombrando minha mente. Mas também sempre penso na adoção.”</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">A produção da matéria</span></strong></p>
<p>Entre uma pesquisa e outra,  vi que uma matéria diferente seria tentar entender como ficam nessa época as mulheres que tentam mas não conseguem engravidar, ou mesmo que não desejam ter filhos. O próximo passo então foi:</p>
<p>Buscar relacionar o desejo de ser mãe que aumenta nesta época do ano. Consultar psicólogos para saber:  É normal aumentar no mês de março o número de mulheres que procuram atendimento querendo ser mãe? Em qual proporção essa procura aumenta? Quais as principais explicações para o caso de mulheres que se dizem em dificuldade em engravidar? Quais são as principais recomendações médicas para o caso dessas mulheres?</p>
<p>O drama  e a pressão são intensos. Maior do que pensava que fosse. O blogue “Quero ser mãe” da jornalista Claúdia Collucci foi um bom começo para que eu, homem e que não penso em ter filhos tão cedo, tentasse entender e traduzir o mais próximo possível o que sentem e pensam as mulheres que estão em dificuldade ou não pensam em ter filhos. Capturei quase 100 páginas do blogue, entre postagens e comentários de visitantes. Acabei fazendo uma entrevista com Cláudia que, há quatro anos, também conta no blogue sobre sua vontade de ser mãe.</p>
<p>Mas existem uma diversidade de blogues, muitas comunidades online e diversos fóruns e uma discussão bem rica. Até tentei entrar em um grupo de discussão. Mas teve  a questão de que o pedido de participação teve retorno com um formulário a ser preenchido. Não houve retorno.</p>
<p>O interessante de perceber das pesquisas feitas em comunidades online é que muitas relatam suas histórias nesses espaços, deixam MSN mas negam dar entrevista. Algumas até aceitam mas logo somem, não retornam emails ou ligações. Duas até aceitaram dar entrevista mas não retornaram as respostas. Uma outra até chegou a dizer que o marido era muito ciumento e que não poderia conversar com homens por MSN. Dar telefone para conversar, claro, nem pensar.</p>
<p>Depois de estranhar vi que pode ser até normal esse tipo de atitude. As conversas, os dramas pessoais, o dia-a-dia são feitos online como se fosse uma prática offline. Como se fosse a conversa desenvolvida ali ficasse restrita só entre [aqueles] amigos ou pessoas que têm um comum que as une. O estranho que chega é ignorado, cortado. Não se pensa que outras pessoas acessam, leem, comentam, espalham, ou pedem uma entrevista para espalhar ainda mais.</p>
<p>De várias tentativas de contato com mulheres que tentam engravidar, uma foi especialmente bem receptiva, Ana. Ela mora no Rio de Janeiro mas morou no Espírito Santo algum tempo. Ana respondeu a todas as perguntas, encaminhou fotos e ainda buscou convencer algumas de suas colegas virtuais a dar entrevista. Ela mesma diz que falar é uma terapia.</p>
<p>Mas também não é com todo mundo com quem Ana fala. Com os amigos offline, por exemplo, ela não conversa sobre gravidez. Contudo faz da comunidade do orkut uma espécie de email. Checa diariamente e escreve quase sempre. Comigo resistiu um pouco, aceitando em falar convencida da seriedade do trabalho. Uma das amigas indicadas foi Adrielle, que também aceitou contar sua história para essa matéria especial. O processo de entrevista com as duas foi por MSN.</p>
<p>Também fiz entrevista com duas psicólogas com experiência de atendimento nessa área. A principal questão colocada é que ser mãe é vista como parte da identidade da mulher. Aquela que tem dificuldades ou simplesmente opta por não engravidar é vista como estranha, seca, incompleta. Não se pergunta por que engravidar. Não se considera a possibilidade se construir uma identidade que não integra o papel de ser mãe. Uma das perguntas que fiz para a psicóloga Luciana Leis, por exemplo, foi a seguinte:</p>
<p><strong>Qual perfil poderia ser traçado de quem procura ajuda para engravidar?</strong></p>
<blockquote><p>São mulheres, na grande maioria das vezes, que sentem-se impotentes frente à dificuldade de gravidez, vivenciam sentimentos de tristeza, frustração, culpa, medo de perderem seus companheiros, vazio e sensação (em alguns casos) que são menos mulheres que as outras, pois a vivência da infertilidade costuma mexer também com a identidade feminina da mulher.</p></blockquote>
<i>Scridb filter</i><!-- Scridb filter-->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://polimidia.blog.br/dia-das-maes-ansiedade-e-pressao-sobre-quem-tenta-ou-nao-quer-engravidar//feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Inimigos&#8221; e &#8220;democracia&#8221; se equilibram nos livros em francês a partir de 1960</title>
		<link>http://polimidia.blog.br/inimigos-e-democracia-se-equilibram-nos-livros-em-frances-a-partir-1960/</link>
		<comments>http://polimidia.blog.br/inimigos-e-democracia-se-equilibram-nos-livros-em-frances-a-partir-1960/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 18 Dec 2010 17:17:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[análise]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Google]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[tendências]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://polimidia.blog.br/?p=1212</guid>
		<description><![CDATA[O Google lançou uma ferramenta para análise da freqüência de palavras em livros, cobrindo um período que vai de 1800 a 2000, o Books Ngram Viewer. A comparação conta uma base de dados de mais de 5 milhões de livro. A busca pode ser feita com palavras em sete idiomas. Pesquisa em português ainda não [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/inimigos-e-democracia-se-equilibram-nos-livros-em-frances-a-partir-1960/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Google lançou uma ferramenta para análise da freqüência de palavras em livros, cobrindo um período que vai de 1800 a 2000, o <a href="http://ngrams.googlelabs.com" target="_blank">Books Ngram Viewer</a>. A comparação conta uma base de dados de mais de 5 milhões de livro. A busca pode ser feita com palavras em sete idiomas. Pesquisa em português ainda não está incluída.</p>
<p>Mas já é possível identificar tendências em muitas culturas e fazer comparações entre elas. A palavra &#8220;feminismo&#8221;, por exemplo, já estava pelos livros franceses desde 1900.  Ela só foi surgir, de forma significativa, nos livros em inglês após a década de 1960. Essa fase parece ter sido decisiva e ter sido inevitável tratar do assunto porque também aumentou bastante os registros de &#8220;feminismo&#8221; em livros em francês.</p>
<p>Democracia parece que foi uma palavra quase inexistente na língua inglesa. Começou a ganhar relevância a partir de 1880. &#8220;Inimigos&#8221;, por outro lado, sempre esteve em alta. Apesar de essa palavra ter tido uma drástica queda pelo final do século XIX. Também chama atenção ver que os registros para &#8220;inimigos&#8221; e &#8220;democracia&#8221; têm um aumento quase proporcional na década de 1940. Época da 2ª Guerra Mundial.</p>
<p>Em francês os &#8220;inimigos&#8221; parece que também sempre fizeram sucesso. Chama atenção o número de citações se comparado à &#8220;democracia&#8221;. Mas também a partir da década de 1960 &#8220;inimigos&#8221; e &#8220;democracia&#8221; se encontram. E a partir de 1980 &#8220;democracia&#8221;, pelo menos no número de citações, parece ultrapassar de vez os &#8220;inimigos&#8221;. Confira no gráfico:</p>
<p><a href="http://polimidia.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/graficofrances.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1213" title="graficofrances" src="http://polimidia.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/graficofrances-300x165.jpg" alt="" width="300" height="165" /></a></p>
<p>Via <a href="http://www.culturomics.org/Resources/A-users-guide-to-culturomics" target="_blank">Culturomics</a> e <a href="http://gjol.blogspot.com/2010/12/analisando-tendencias-culturais-pela.html" target="_blank">Gjol</a></p>
<i>Scridb filter</i><!-- Scridb filter-->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://polimidia.blog.br/inimigos-e-democracia-se-equilibram-nos-livros-em-frances-a-partir-1960//feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Vitória abre edital de seleção para a instalação de cinco Pontos de Cultura</title>
		<link>http://polimidia.blog.br/vitoria-abre-edital-de-selecao-para-a-instalacao-de-cinco-pontos-de-cultura/</link>
		<comments>http://polimidia.blog.br/vitoria-abre-edital-de-selecao-para-a-instalacao-de-cinco-pontos-de-cultura/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 23:12:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades]]></category>
		<category><![CDATA[edital]]></category>
		<category><![CDATA[ministério da cultura]]></category>
		<category><![CDATA[pontos de cultura]]></category>
		<category><![CDATA[semc]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://polimidia.blog.br/?p=1147</guid>
		<description><![CDATA[A Secretaria Municipal de Cultura (Semc) abriu edital para seleção de instituições da sociedade civil sem fins lucrativos para apresentarem propostas à edição municipal do Programa Mais Cultura do Ministério da Cultura (MinC), que prevê a implementação de cinco Pontos de Cultura na Cidade. O período da inscrição vai até 14 de dezembro deste ano. [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/vitoria-abre-edital-de-selecao-para-a-instalacao-de-cinco-pontos-de-cultura/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Secretaria Municipal de Cultura (<a href="http://www.vitoria.es.gov.br/semc.php" target="_blank">Semc</a>) abriu <a href="http://www.vitoria.es.gov.br/arquivos/atos/ato_oficial_2010-10-30.pdf" target="_blank">edital</a> para seleção de instituições da sociedade civil sem fins lucrativos para apresentarem propostas à edição municipal do Programa Mais Cultura do Ministério da Cultura (MinC), que prevê a implementação de cinco Pontos de Cultura na Cidade.</p>
<p>O período da inscrição vai até 14 de dezembro deste ano. O Ponto de Cultura deverá funcionar como um instrumento de pulsão e articulação de ações e projetos já existentes nas comunidades de Vitória, desenvolvendo ações continuadas em, pelo menos, uma das áreas de Culturas Populares; Grupos Étnico-Culturais; Patrimônio Material; Audiovisual e Radiodifusão; Culturas Digitais, Gestão e Formação Cultural; Pensamento e Memória; Expressões Artísticas; e/ou Ações Transversais.</p>
<p><a href="http://polimidia.blog.br/wp-content/uploads/2010/11/smcvix.jpg"><img class="size-full wp-image-1148 alignleft" style="margin: 7px;" title="smcvix" src="http://polimidia.blog.br/wp-content/uploads/2010/11/smcvix.jpg" alt="" width="478" height="261" /></a></p>
<p>“Esse <a href="http://www.vitoria.es.gov.br/arquivos/atos/ato_oficial_2010-10-30.pdf" target="_blank">edital</a> vem para somar às políticas culturais da Vitória. Os Pontos de Cultura são mais um mecanismo de resguardo e respeito à diversidade de manifestações e atividades culturais desenvolvidas em nossa cidade”, ressalta o secretário municipal de Cultura, Alcione Pinheiro.</p>
<p>A proposta do Ponto de Cultura deve ser enviada à Semc por meio do protocolo geral da Prefeitura, que funciona de segunda a sexta-feira, de 8h às 18h. Toda a lista de documentos assinados pelos seus representantes legais a serem apresentados no ato da inscrição consta no <a href="http://www.vitoria.es.gov.br/arquivos/atos/ato_oficial_2010-10-30.pdf" target="_blank">edital</a> publicado nos Atos Oficiais do Poder Executivo ou no <a href="http://www.vitoria.es.gov.br/semc.php" target="_blank">site da Secretaria</a>. Os modelos destes documentos, bem como formulários e instruções de preenchimento, encontram-se no <a href="http://www.vitoria.es.gov.br/arquivos/atos/ato_oficial_2010-10-30.pdf" target="_blank">edital</a> e também estarão disponíveis na Secretaria, que fica na rua 13 de Maio, 47, Centro.</p>
<p>Via <a href="http://www.grupocliques.com.br/" target="_blank">Grupo de Cliques</a></p>
<i>Scridb filter</i><!-- Scridb filter-->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://polimidia.blog.br/vitoria-abre-edital-de-selecao-para-a-instalacao-de-cinco-pontos-de-cultura//feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Circus&#8221;, novo clip de Britney Spears</title>
		<link>http://polimidia.blog.br/circus-novo-clip-de-britney-spears/</link>
		<comments>http://polimidia.blog.br/circus-novo-clip-de-britney-spears/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 14:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://polimidia.blog.br/?p=955</guid>
		<description><![CDATA[Do que eu li da crítica, fala-se qualquer coisa parecida com &#8220;Britney tenta retomar sucesso com lançamento de &#8216;Circus&#8217;&#8221;. O lançamento foi no último dia 02 mas só cheguei a ver domingo passado. E até agora não cheguei a ver muita coisa quanto ao uso de animais no clip. O processo de adestramento não é nada engraçado. No clip, [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/circus-novo-clip-de-britney-spears/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do que eu li da crítica, <a href="http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art287181,0.htm" target="_blank">fala-se</a> qualquer coisa parecida com &#8220;Britney tenta retomar sucesso com lançamento de &#8216;Circus&#8217;&#8221;. O lançamento foi no último dia 02 mas só cheguei a ver domingo passado. E até agora não cheguei a ver muita coisa quanto ao <a href="http://www.youtube.com/watch?v=5uiU58P57gk" target="_blank">uso de animais no clip</a>. O processo de adestramento não é nada engraçado.</p>
<p>No clip, Britney aparece em um picadeiro entre leões sobre tamboretes e elefantes. Os leões estão visivelmente irritados e aterrorizados. Pois estão condicionados a subir nos tamboretes sob pena de serem espancados pelo <em>tratador</em>.</p>
<p>Também se tem elefantes. Eles apresentam o clássico número de levantar as patas dianteiras. Para quem ainda não conhece a técnica de adestramento que consiste em fazer que os elefantes façam esse número vai a explicação: sob suas patas dianteiras são colocadas chapas de ferro incandescentes até que eles <em>aprendam</em> a levantar as patas.</p>
<p>Os maus tratos de animais, e por consequência, seu uso em circos, nesse ano também foi tema de matéria <a href="http://globoreporter.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703-18190-5-299216,00.html" target="_blank">no Globo Repórter</a> e <a href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL846583-15605,00-IMAGENS+MOSTRAM+OS+MAUSTRATOS+A+ANIMAIS+EM+CIRCOS.html" target="_blank">no Fantástico</a>.</p>
<i>Scridb filter</i><!-- Scridb filter-->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://polimidia.blog.br/circus-novo-clip-de-britney-spears//feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Para cumprir as promessas de ano novo</title>
		<link>http://polimidia.blog.br/para-cumprir-as-promessas-de-ano-novo/</link>
		<comments>http://polimidia.blog.br/para-cumprir-as-promessas-de-ano-novo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 Jan 2008 16:52:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2008/01/02/para-cumprir-as-promessas-de-ano-novo/</guid>
		<description><![CDATA[Não sou lá muito bom de cumprir promessas. Também já me falaram pra ser mais ob-je-ti-vo. Na verdade sou um tanto impulsivo. Passei metade de 2003 estudando pra fazer vestibular pra alguma engenharia da vida até que decidi mudar pra humanas. Na hora da inscrição pro vestibular fiquei em dúvida se faria geografia ou comunicação. Se [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/para-cumprir-as-promessas-de-ano-novo/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://bligoo.com/media/users/1/52042/images/File_2007123185215.jpg" border="0" alt="File_2007123185215.jpg" hspace="4" vspace="4" width="254" height="388" /></p>
<p>Não sou lá muito bom de cumprir promessas. Também já me falaram pra ser mais ob-je-ti-vo. Na verdade sou um tanto impulsivo. Passei metade de 2003 estudando pra fazer vestibular pra alguma engenharia da vida até que decidi mudar pra humanas.</p>
<p>Na hora da inscrição pro vestibular fiquei em dúvida se faria geografia ou comunicação. Se seguisse pela primeira estaria agradando a uma excelente professora lá da 8ª série. Ela fez eu me apaixonar pela área mas também foi a mesma que me fez pensar se era isso mesmo que eu queria pra mim. Fazer comunicação foi pelo hábito da leitura e clichês do tipo, mas agora acredito que seja bom mas que também tá longe de ser o bastante.</p>
<p>Mas enfim. Bem na lógica da receitinha, o blog ALT1040 preparou “5 maneras de enfocarte más en tu trabajo a inicios del año”. Pelo meu portunhol a receita é:</p>
<ol>
<li>Deve ficar claro pra vc mesmo o que e por que tem que fazer determinada coisa</li>
<li>Criei um lista de objetivos para o ano novo</li>
<li>Não use o messenger</li>
<li>Alimente-se bastante, mas não tanto assim</li>
<li>Pare tantas vezes quanto realmente precisar</li>
</ol>
<p>Acesse os comentários sobre cada tópico no <a href="http://alt1040.com/archivo/2008/01/02/5-maneras-de-enfocarte-mas-en-tu-trabajo-a-inicios-del-ano/">blog ALT1040</a>.</p>
<p><a href="http://www.dailymotion.com/video/xobhy_tchaikovsky-overture-1812"><img src="http://img221.imageshack.us/img221/8632/aonuevogw4.jpg" border="0" alt="Image Hosted by ImageShack.us" width="322" height="408" /></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>No mais, um ótimo 2008 pra vc visitante fiel, ocasional e, por que não, de vôo rasante também!</em></span></p>
<i>Scridb filter</i><!-- Scridb filter-->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://polimidia.blog.br/para-cumprir-as-promessas-de-ano-novo//feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Autor de &#8220;A Cabeça do Brasileiro&#8221; estará em mesa-redonda na Ufes</title>
		<link>http://polimidia.blog.br/a-cabeca-do-brasileiro-em-debate-na-ufes/</link>
		<comments>http://polimidia.blog.br/a-cabeca-do-brasileiro-em-debate-na-ufes/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 Nov 2007 18:34:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[eventos/debates]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[ufes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2007/11/24/a-cabeca-do-brasileiro-em-debate-na-ufes/</guid>
		<description><![CDATA[24/11/07 &#8211; Nesta segunda-feira (26/11) ocurso de ciências sociais da Ufes promove uma mesa-redonda com a presença do sociólogo e professor da UFF, Alberto Almeida. Ele, que também esteve no Roda Vida em agosto para debater o mesmo tema, vem falar sobre o seu livro “A Cabeça do Brasileiro” &#8211; também tem esse vídeo no [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/a-cabeca-do-brasileiro-em-debate-na-ufes/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="snap_preview">
<p>24/11/07 &#8211; Nesta segunda-feira (26/11) ocurso de ciências sociais da Ufes promove uma mesa-redonda com a presença do sociólogo e professor da UFF, Alberto Almeida. Ele, que também esteve no Roda Vida em agosto para debater o mesmo tema, vem falar <a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;q=%22A+Cabe%C3%A7a+do+Brasileiro%22+alberto+almeida&amp;meta=">sobre o seu livro</a> “A Cabeça do Brasileiro” &#8211; também <a href="http://www.youtube.com/watch?v=gRI6eE97710">tem esse vídeo</a> no Youtube.</p>
<p><img src="http://bp1.blogger.com/_UKEA8ntsS40/R0sakLmMC5I/AAAAAAAAAEU/g1qgN79bnxo/s400/almeida.jpg" alt="" width="180" height="265" /></p>
<p>Ainda não tive acesso à obra, mas quem já leu diz que ela traz um perfil dos valores, atitudes e opiniões dos brasileiros sobre uma grande variedade de temas como a sexualidade, a família, a economia, a religião etc. O livro, apesar de ter sido fruto de uma pesquisa social quantitativa, vem se tornando um best-seller e atraindo a atenção da impresa e do público em geral.</p>
<p>Para debater a Pesquisa Social Brasileira (PESB) da qual deriva boa parte dos dados do livro, a mesa-redonda também contará com a presença do ex-professor Ufes Jaime Roy Doxsey (responsável pela PESB no ES), da professora da UVV, Maria Angela Soares e do assessor para projetos especiais do governo do estado do ES, Leonardo Bis dos Santos, ambos ex-alunos da Ufes.</p>
<p>Lembro que o Alon, do <a href="http://blogdoalon.blogspot.com/">blog que acompanho</a> com freqüência, fez parte do grupo que entrevistou Alberto Almeida quando ele participou do Roda Viva &#8211; mas não consegui ver a íntegra do programa.</p>
<p>A espinha dorsal da tese de Alberto, pelo o que foi explicado <a href="http://blogdoalon.blogspot.com/2007/08/as-conseqncias-do-dficit-tico-2807.html">nesta postagem</a>, [tem <a href="http://blogdoalon.blogspot.com/search?q=alberto+almeida">essas outras também</a>] é que existiria uma correlação estatística entre ética e escolaridade. Na prática, isso implicaria que aquele que conta com mais estudo também tem mais consolidado, em princípio, os valores fundamentais que permitem diferenciar entre o bem e o mal, entre o certo e o errado.</p>
<p>Mas se isso é verdade, aponta Alon, então a recíproca também é verdadeira: quem tem menos escolaridade tem, também, taxas menores de convicção quanto a esses valores. “Ou seja, segundo o professor, a baixa escolaridade seria responsável por um ‘déficit ético’ que variaria inversamente ao número de anos passados na escola.”</p>
<p>A mesa-redonda acontece no campus da Ufes em Goiabeiras lá no auditório do IC2, às 19h. Nesse mesmo horário também rola pela universidade o <a href="http://focoufes.com.br/">V Fórum Regional de Comunicação</a> (Foco) e as palestras que me interessaram são justamente à noite.</p>
<p><a href="http://focoufes.com.br/">Tal como aqui</a>, vou ter que priorizar de novo. Na terça-feira venho com o resultado de um desses encontros.</p>
<p><strong>Programação do Foco</strong>:<span id="more-513"></span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">26/11 &#8211; Segunda -Feira</span></p>
<p><strong>9h &#8211; Abertura</strong></p>
<p><strong>9h30 &#8211; Conferência de Abertura: Mídia, Subjetividade e Resistência no Capitalismo</strong></p>
<p>Peter Pál Pelbart (PUC-SP)</p>
<p>Ivana Bentes (UFRJ)</p>
<p>Fábio Malini (UFES)</p>
<p><strong>14h &#8211; Oficinas</strong></p>
<p><strong>19h &#8211; Como está a comunicação pública no Espírito Santo?</strong></p>
<p>Nilo Martins (Secretário de Comunicação Social do Governo do ES)</p>
<p>Ruth Reis (Secretária de Comunicação de Vitória &#8211; PMV)</p>
<p>Marco Antolini (Coordenador de Comunicação da Serra &#8211; PMS)</p>
<p>Alessandro Gomes (Secretário de Comunicação de Cariacica &#8211; PMC)</p>
<p>José Antonio Martinuzzo (UFES)</p>
<p><span style="color: #ff0000;">27/11 &#8211; Terça &#8211; Feira</span></p>
<p><strong>9h &#8211; Produção Colaborativa, Internet e o Campo Jornalístico</strong></p>
<p>Marcos Palácios (UFBA)</p>
<p>Fábio Malini (UFES)</p>
<p><strong>14h &#8211; Oficinas</strong></p>
<p><strong>19h &#8211; O que é comunicação estratégica nas organizações?</strong></p>
<p>Ivone Oliveira (PUC-MG)</p>
<p>Eugênio Fonseca (CVRD)</p>
<p>Maria Aparecida de Paula</p>
<p>Fábio Malini (UFES)</p>
<p><span style="color: #ff0000;">28/11 &#8211; Quarta &#8211; Feira</span></p>
<p><strong>9h &#8211; Comunicação, Mobilidade e Tempo Real</strong></p>
<p>Sylvia Moretzsohn (UFF)</p>
<p>Dalva Ramaldes (UFES)</p>
<p>Bia Kunze (Blog Garota Sem Fio)</p>
<p>Victor Gentilli (UFES)</p>
<p><strong>14h &#8211; Oficinas</strong></p>
<p><strong>19h &#8211; Novas Mídias, Interatividade e a Formação da Opinião Pública</strong></p>
<p>Rosane Zanotti (UFES)</p>
<p>Rafael Andaku (E-brand)</p>
<p><span style="color: #ff0000;">29/11 &#8211; Quinta &#8211; Feira</span></p>
<p><strong>9h &#8211; Subjetividade e Youtube: Impressões audiovisuais</strong></p>
<p>Gabriel Menotti (Cine Falcatrua)</p>
<p>Alexandre Curtiss (UFES)</p>
<p>Cleber Carminatti (UFES)</p>
<p>Fábio Goveia (Faculdade Novo Milênio)</p>
<p><strong>14h &#8211; Oficinas</strong></p>
<p><strong>19h &#8211; Comunicação Interna no processo de mudança</strong></p>
<p>Erika Almenara (VarigLog-SP)</p>
<p>Moniky Campos (Rede Gazeta)</p>
<p>Thereza Marinho (Prefeitura Municipal de Vitória)</p>
<p><span style="color: #ff0000;">30/11 &#8211; Sexta &#8211; Feira</span></p>
<p><strong>9h &#8211; Desafios na Produção do Jornalismo Cultural</strong></p>
<p>Caê Guimarães (Instituto Quorum)</p>
<p>Fabíola Zardini (Ufes)</p>
<p>Mónica Vermes (Ufes)</p>
<p><strong>18h &#8211; Mostra Pan-Óptico de vídeo e instalação</strong></p>
<ul>
<li><strong>Oficinas</strong></li>
</ul>
<p>Criação de Logo: Nathália Cecconi</p>
<p>Vídeos para Internet: Sérgio Rodrigo</p>
<p>Hackeando o Projeto: Gabriel Menotti</p>
<p>Telejornalismo: Sandra Medeiros (A Gazeta)</p>
<p>Cobertura Jornalística e Violência: Ana Paula Mill /Danielly Campos (A Gazeta)</p>
<p>Jornalismo Esportivo: Alexandro de Oliveira</p>
<p>Produzindo blogs: Thalles Waichert / Gabriel Herkenhof</p></div>
<i>Scridb filter</i><!-- Scridb filter-->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://polimidia.blog.br/a-cabeca-do-brasileiro-em-debate-na-ufes//feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Volto Logo!</title>
		<link>http://polimidia.blog.br/volto-logo/</link>
		<comments>http://polimidia.blog.br/volto-logo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Oct 2007 16:20:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2007/10/21/volto-logo/</guid>
		<description><![CDATA[Ao visitante fiel, ao ocasional e ao de vôo rasante também: Tinha feito um post bacana pra dizer que meu status de postagens por aqui vai ficar no Volto Logo por umas duas semanas &#8211; mas sempre online para responder a eventuais comentários. Nesse meio tempo vou colocar em dia algumas tarefas atrasadas e que foram surgindo também. [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/volto-logo/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="snap_preview">
<p>Ao visitante fiel, ao ocasional e ao de vôo rasante também:</p>
<p>Tinha feito um post bacana pra dizer que meu status de postagens por aqui vai ficar no <span style="color: #800000;"><em>Volto Logo</em></span> por umas duas semanas &#8211; mas sempre <span style="color: #800000;"><em>online</em></span> para responder a eventuais comentários.</p>
<p>Nesse meio tempo vou colocar em dia algumas tarefas atrasadas e que foram surgindo também.</p>
<p>Mas a rede caiu e o emocionado post se perdeu. Então, pra resumir a história</p>
<p><em>FUI!</em></div>
<i>Scridb filter</i><!-- Scridb filter-->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://polimidia.blog.br/volto-logo//feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Seminário discute Maioridade Penal</title>
		<link>http://polimidia.blog.br/seminario-discute-maioridade-penal/</link>
		<comments>http://polimidia.blog.br/seminario-discute-maioridade-penal/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 16:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[eventos/debates]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2007/09/10/seminario-discute-maioridade-penal/</guid>
		<description><![CDATA[No próximo dia 21 de setembro acontece um seminário sobre o tema “Maioridade Penal e Exclusão Social”.   É provável que esse encontro ainda seja reflexo do assassinato de João Hélio no começo do ano. Essas foram as postagens do blog lá trás A  maioridade penal e seu absurdo [12/02/07] Quando um princípio vira dogmatismo paralizante [15/02/07] [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/seminario-discute-maioridade-penal/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No próximo dia 21 de setembro <a href="http://www.es.gov.br/site/noticias/show.aspx?noticiaId=99671558" target="_blank"><span style="color: #333333;">acontece um seminário</span></a> sobre<a href="http://polimidia.wordpress.com/wp-admin/"></a> o tema “Maioridade Penal e Exclusão Social”.</p>
<p> <img style="display: block; margin: 0px auto 10px; cursor: hand; text-align: center;" src="http://bp0.blogger.com/_UKEA8ntsS40/RuWcDwl2nHI/AAAAAAAAACM/0UHLFMFSzVM/s400/seminario.jpg" border="0" alt="" /></p>
<p>É provável que esse encontro ainda seja reflexo do assassinato de João Hélio no começo do ano. Essas foram as postagens do blog lá trás</p>
<blockquote><p>A  maioridade penal e seu absurdo [<a href="http://polimidia.wordpress.com/2007/02/12/a-maioridade-penal-e-seu-absurdo/" target="_blank"><span style="color: #333333;">12/02/07</span></a>]</p>
<p>Quando um princípio vira dogmatismo paralizante [<a href="http://polimidia.wordpress.com/2007/02/15/quando-um-principio-vira-dogmatismo-paralizante/" target="_blank"><span style="color: #333333;">15/02/07</span></a>]</p>
<p>Pena de morte e suas contradições [<a href="http://polimidia.wordpress.com/2007/02/16/pena-de-morte-e-suas-contradicoes/" target="_blank"><span style="color: #333333;">16/02/07</span></a>]</p>
<p>Assembléia do ES organiza nova temporada para discutir segurança pública [<a href="http://polimidia.wordpress.com/2007/02/21/assembleia-do-es-organiza-nova-temporada-para-discutir-seguranca-publica/" target="_blank"><span style="color: #333333;">21/02/07</span></a>]</p>
<p>Do prevenir à certeza da punição [<a href="http://polimidia.wordpress.com/2007/02/26/do-prevenir-a-certeza-da-punicao/" target="_blank"><span style="color: #333333;">26/02/07</span></a>]</p>
<p>“Violência urbana crescente é um mito” [<a href="http://polimidia.wordpress.com/2007/02/27/violencia-urbana-crescente-e-um-mito/" target="_blank"><span style="color: #333333;">27/02/07</span></a>]</p>
<p>Pobreza não é a determinação da criminalidade, indica estudo [<a href="http://polimidia.wordpress.com/2007/02/28/pobreza-nao-e-a-determinacao-da-criminalidade-indica-estudo/" target="_blank"><span style="color: #333333;">28/02/07</span></a>]</p>
<p>Onde falta Estado, sobra violência [<a href="http://polimidia.wordpress.com/2007/03/05/onde-falta-estado-sobra-violencia/" target="_blank"><span style="color: #333333;">05/03/07</span></a>]</p>
<p>Guilherme Canela: pauta de segurança é descritiva e não politizada [<a href="http://polimidia.wordpress.com/2007/03/12/guilherme-canela-pauta-de-seguranca-e-descritiva-e-nao-politizada/" target="_blank"><span style="color: #333333;">12/03/07</span></a>]</p>
<p> O principal veículo de dominação política e o caso Du Juana [<a href="http://polimidia.wordpress.com/2007/03/15/o-principal-veiculo-de-dominacao-politica-e-o-caso-de-juana/" target="_blank"><span style="color: #333333;">15/03/07</span></a>]</p></blockquote>
<p>O evento ocorrerá no Salão Pleno do Tribunal de Justiça, das 8h30 às 17h30. As inscrições podem ser feitas até a próxima segunda-feira (17), por meio do site do <a href="http://www.tj.es.gov.br/cfmx/portal/Novo/conteudo.cfm?conteudo=4034" target="_blank"><span style="color: #333333;">TJ/ES</span></a>.</p>
<p><strong>Programação</strong>:<span id="more-481"></span> </p>
<blockquote><p>- 8h30: Credenciamento</p>
<p>- 9 horas: Sessão de abertura</p>
<p>- 9h30: Palestra: Aspectos Históricos da Maioridade Penal no Brasil</p>
<p>– Dra. Irma Rizzini, Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).</p>
<p>- 10h30: Intervalo</p>
<p>- 10h45: Palestra: Adolescência e Violência</p>
<p>– Dra. Janete Pantaleão, Juíza de Direito da 2ª Vara da Infância e da Juventude de Serra</p>
<p>- 11h30: Debates</p>
<p>- 12 horas: Intervalo</p>
<p>- 14 horas: Palestra: Da Indiferença à Proteção</p>
<p>– Dr. João C. Batista Saraiva, Juiz de Direito da Infância e da Juventude do Rio Grande do Sul</p>
<p>- 15 horas: Palestra: A Medida Sócio-Educativa: meio aberto e privação de liberdade</p>
<p>– Dra. Liliane Saraiva, Presidente da Associação de Atendimento das Medidas Sócio-Educativas do Rio Grande do Sul</p>
<p>- 15h30: Intervalo -</p>
<p> 16 horas: Palestra: A Redução da Maioridade Penal e os Impactos no Sistema Prisional</p>
<p>– Dr. Carlos Eduardo Ribeiro Lemos, Juiz da 5ª Vara Criminal Privativa de Execuções de Penas e Medidas Alternativas de Vitória.</p>
<p>- 17horas: Debates</p>
<p>- 17h30: Encerramento</p></blockquote>
<i>Scridb filter</i><!-- Scridb filter-->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://polimidia.blog.br/seminario-discute-maioridade-penal//feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tese de golpe de Estado a todo custo</title>
		<link>http://polimidia.blog.br/tese-de-golpe-de-estado-a-todo-custo/</link>
		<comments>http://polimidia.blog.br/tese-de-golpe-de-estado-a-todo-custo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Aug 2007 20:06:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[catarse]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2007/08/02/tese-de-golpe-de-estado-a-todo-custo/</guid>
		<description><![CDATA[Outro dia registrei por aqui o tipo de afeição que tenho por Marilena Chauí. Isso até me rendeu uma ácida crítica de meu professor de então. No entanto, a impressão que tenho dela não mudou muito. Até onde sei a especialidade e autoridade de Marilena pode ser evidente quando ela se ocupa em falar de [...] <span class="cont_leia"><a href="http://polimidia.blog.br/tese-de-golpe-de-estado-a-todo-custo/ ">Leia o Texto Completo</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia <a href="http://polimidia.wordpress.com/2005/11/16/assim-falou-marilena-nao-houve-erro/" target="_blank"><span style="color: #333333;">registrei por aqui</span></a> o tipo de afeição que tenho por Marilena Chauí. Isso até me rendeu uma ácida crítica de meu professor de então. No entanto, a impressão que tenho dela não mudou muito.</p>
<p>Até onde sei a especialidade e autoridade de Marilena pode ser evidente quando ela se ocupa em falar de Spinosa. Não deveria ser diferente para quem <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4727003P3" target="_blank"><span style="color: #333333;">fez doutorado</span></a> e tem livre docência sobre o pensamento desse filósofo &#8211; A nervura do real: Espinosa e a questão da liberdade. Desconheço a desenvoltura dela em outros assuntos. Mas quando ela se arrisca a falar de política parece não ir muito longe. Acredita-se muito, interpreta-se pouco.</p>
<p>Ontem um coleguinha me veio com um viral que teria começado por email e agora se espalha mais livremente pela internet de <a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/07/389288.shtml" target="_blank"><span style="color: #333333;">uma entrevista</span></a> que teria sido feita com Chauí &#8211; hoje descubro que a iniciativa da entrevista foi de <a href="http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/446501-447000/446655/446655_1.html" target="_blank"><span style="color: #333333;">Paulo Henrique Amorim</span></a>. No viral ela tem a crença, e quer vender como dado da realidade, de que de que a “grande mídia” quer fazer um golpe de Estado balizado na crise áerea.</p>
<p><img src="http://bp3.blogger.com/_UKEA8ntsS40/RrI47rqxMiI/AAAAAAAAABU/SnFWPx4fjzU/s400/chaui.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p>Ela teria dito que quando ligou a TV para acompanhar os jogos pan-americanos chegou a “um canal que exibia um incêndio de imensas proporções enquanto a voz de um locutor dizia: ’O governo matou 200 pessoas!. ‘”</p>
<p>Acontece que ela não menciona onde viu essa notícia cuidadosamente colocada em aspas como sinal de fiel transcrição. Meu coleguinha retruca: “Quem estava transmitindo os jogos?” Respondo: “Band, Record, Globo, TV Cultura….”. Meu coleguinha devolve: “Não, não. Era a Globo quem mais transmitia e foi onde Marilena viu a notícia e isso pode ser interpretado no próprio texto.”</p>
<p>Reli o texto e então pergunto: “Isso pode ser interpretado ou é nisso em que você quer acreditar?”</p>
<p>No fim não interessava mais onde Marilena teria visto a tal informação para fundamentar sua tese de golpe midiático de Estado. Esse seria um óbvio ululante que, por corporativismo talvez, eu fazia questão de não querer ver ou reconhecer.</p>
<p>Sim, sim. É uma variante que pode ser considerada nessa questão…. Mas ainda não vi sinais ululantes de golpe. Ainda mais se se apoiar na argumentação de pessoas assim. Uma possível crença vai a zero.</p>
<p><strong>Acesse também</strong></p>
<p><a href="http://polimidia.wordpress.com/2007/07/19/brasileiros-no-exterior-comentam-acidente-em-congonhas/" target="_blank"><span style="color: #333333;">19/07</span></a> &#8211; Brasileiros no exterior comentam acidente em Congonhas</p>
<p><a href="http://polimidia.wordpress.com/2007/07/18/relato-de-uma-estagiaria-de-redacao-online-na-noite-da-tragedia-do-voo-3054/" target="_blank"><span style="color: #333333;">18/07</span></a> &#8211; Relato de uma estagiária de redação online na noite da tragédia  do vôo 3054</p>
<p><a href="http://polimidia.wordpress.com/2007/07/18/acidente-da-tam-e-a-informacao-produzida-por-pessoas-comuns/" target="_blank"><span style="color: #333333;">18/07</span></a> &#8211; Acidente da TAM e a informação produzida por pessoas comuns</p>
<p><a href="http://polimidia.wordpress.com/2007/07/24/acidente-da-tam-sadismo-e-misticismo/" target="_blank"><span style="color: #333333;">24/07</span></a> &#8211; Acidente da TAM. Sadismo e misticismo</p>
<i>Scridb filter</i><!-- Scridb filter-->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://polimidia.blog.br/tese-de-golpe-de-estado-a-todo-custo//feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

