No mercado tradicional as vendas de natal teriam sido aquém das expectativas, com crescimento de apenas 5% em relação ao ano passado. Já as compras pela internet bateram novo recorde. O crescimento em relação a 2010 teria sido de 20%. Aumento nada anormal para um mercado em expansão.
O volume ainda é relativamente pequeno. Corresponde a 18% do faturamento dos shopping centers. Ao longo de todo o ano de 2011, o total (recorde) não deve ter ultrapassado os R$ 18,7 bilhões (veja o gráfico). Mais significativo foi o fato de que, em 2011, nada menos que 9 milhões de brasileiros (50% são da classe C) fizeram sua primeira compra pela web.
Para Cristina Rother, diretora da E-bit, cresceu em 2011 o número de consumidores que antes recorriam aos crediários das grandes redes (como Casas Bahia, Magazine Luiza e Ricardo Eletro) e migraram para seus sites. Além do mesmo parcelamento, encontram lá preços quase sempre mais baixos.
Os segmentos online mais procurados em 2011 foram: eletrodomésticos; informática; saúde, produtos de beleza e medicamentos; livros e assinaturas de jornais e revistas; e eletrônicos. Neste ano, com novas padronizações, a área de moda e acessórios tende a se juntar a esse grupo. Uma camisa M, por exemplo, terá sempre a mesma medida, seja de qual marca for. Ou seja, provar algo antes de levar não será mais tão necessário e essas vendas devem ser alavancadas.
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