[Seminário A Constituição do Comum - blog]
- por Juliana Farias e Thaís Paoliello para o blog O Comum
Cheguei atrasado nas palestras de ontem pela manhã por que acreditava que o tema tinha um “quê” de chatisse – Criação de ativos imateriais e desenvolvimento das cidades. Então vem a Juliana, com seu jeito bem empolgado, e fala que perdi uma das melhores apresentações.
De fato. Esse relato me convenceu. Eis a reportagem que ela fez em parceria com Thaís Paoliello. Também tem essa entrevista feita por Juliana Tinoco e Eduardo Valente
A globalização, a identidade, a marca e o papel da comunicação na nova relação de trabalho e consumo, característicos do capitalismo cognitivo, foram alguns dos temas discutidos nas entrevistas com Yann Moulier e o Antoine Rebiscoul.
No cenário de produção colaborativa, socializada e difusa no capitalismo imaterial, as novas relações de trabalho e a importância da atuação dos setores de comunicação passam a ser reavaliadas e questionadas .
Neste contexto, Yann repensa o papel da esquerda na mobilização social
“As proposições de esquerda foram marginalizadas, após a mudança do capitalismo industrial. Os programas de socialismo são fracos. Hoje, ninguém vai dizer que a solução é nacionalizar a indústria. A esquerda tem que aprender a ter uma proposta a altura do desafio. Além de ter a preocupação em se adaptar a esta relação capitalista atual”.

Outro ponto de debate foi a ruptura de paradigmas impostos pelo capitalismo industrial em que somente os países desenvolvidos teriam por direito o acesso aos artigos de luxo. Yann destaca um exemplo interessante acerca do consumo de celulares. “Após a globalização, os aparelhos que circulam na Europa são os mesmos que chegam nas lojas do Brasil e países sub-desenvolvidos. Antes, estes países estavam fadados a ter celulares com poucos recursos”.
Identidade
Quando o assunto é o conceito de identidade, Yann Moulier aponta o possível mascaramento das pessoas por meio do nacionalismo, ou seja, uma tentativa de preservar a cultura local e combater ao internacionalismo cultural, o que vai de encontro ao intercâmbio proposto pela globalização.
“Com a economia intangível, a identidade se torna algo em construção, aberto a mudanças. Por exemplo, o Ipod é apenas um dispositivo vazio. Quem define o que ele será é o usúario quando insere suas músicas (discoteca) e o personaliza”, disse Antoine Rebiscoul.
O papel da Comunicação

Antes, o processo de produção era a fabricação de produtos e, depois que estes estivessem prontos, se pensava a estratégia de atuação no mercado. No entanto, Antoine ressalta que atualmente as empresas criam conceitos e os incorporam na forma de produtos. Assim, o departamento de comunicação das companhias, anteriormente secundário, passa a concentrar uma maior responsabilidade. Logo, a grade curricular de comunicação tem que reavaliar a sua forma de ensino. Rebiscoul destaca também a importância de se pensar numa graduação mais integrada, antenada ao contexto de economia, administração e finanças.
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Comentários
Olá. Nunca tive tanto texto publcado no polimidia. Me animei. Gostei desta vida de reportagem!!!! Agora com mais tempo, farei uma entrevista especial com Antoine e Lazzarato. Adorei!!! Uhu!! Beijos
Nd é de graça, minha filha, como demosntração de gratidão, quero suas anotações da palestra do Antoine traduzidas pro bom e velho portuga
do contrario te deleto da lista de colaboradores….
Nossa, quanta agressividade!!!rsrsrs. Farei um relatório completo. rsrsr E te encaminho por e-mail. A apresentação dele foi brilhante, digna das aulas de Martinuzzo. Vou citá-lo na minha apresentação de segunda. O texto da Ivana Bentes, na revista Global número 8 é maravilhoso. Farei um texto sobre produção colaborativa. O que acha?
beijos
PS: Você fica muito mal como editor, prefiro como amigo.kkkkk
[...] 24/05 – “Com a economia intangível, a identidade se torna algo em construção, aberto a mudanças”, diz Antoine Rebiscoul [...]